05/03/2013

Venezuela diz que câncer de Chávez foi induzido por EUA


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Agência Estado
Horas antes de anunciar a morte de Hugo Chávez, o governo da Venezuela recorreu a um dos truques favoritos do presidente para tentar unir seus partidários: falar de uma suposta conspiração dos EUA para desestabilizar o país. O vice-presidente Nicolas Maduro até sugeriu que Washington poderia estar por trás do câncer de Chávez.
"Por trás de tudo, estão os inimigos da pátria", disse Maduro, na televisão estatal, ladeado por todo o gabinete, governadores e comandantes militares do país. Maduro disse que o adido da Força Aérea da Embaixada dos EUA, coronel David Delmonaco, e um oficial militar norte-americano se aproximaram de membros do exército venezuelano e tentaram recrutá-los para "desestabilizar" a nação sul-americana. Maduro não deu detalhes sobre o suposto plano.
Maduro também sugeriu que "inimigos históricos" do país, uma frase muito usada na Venezuela para se referir aos EUA e seus aliados, podem ter causado o câncer de Chávez. Ele disse que o país provavelmente descobriria no futuro que Chávez "foi atacado com esta doença".
A gestão Obama, que espera estreitar as relações com a Venezuela após anos de antagonismo de Chávez, rejeitou as alegações. "Nós rejeitamos completamente a afirmação de que os EUA estão envolvidos em qualquer tipo de conspiração para desestabilizar o governo venezuelano. Nós rejeitamos as alegações específicas contra membros da nossa embaixada", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Patrick Ventrell.
A retórica de Maduro é semelhante às teorias da conspiração que Chávez teceu durante seus 14 anos no poder. O líder populista venezuelano pode ter se inspirado em seu mentor político, Fidel Castro, que há muito tempo busca apoio do povo cubano ao retratar os EUA como um inimigo implacável. As informações são da Dow Jones. 

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