27/02/2013

Centrais sindicais planejam marcha com 40 mil em Brasília na próxima semana


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Cinco entidades entregarão a Dilma Rousseff pauta com nove reivindicações, incluindo a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse nesta quarta-feira, 27, que a marcha das centrais sindicais, marcada para a próxima semana em Brasília, pretende reunir mais de 40 mil pessoas. A declaração do dirigente foi dada após uma cerimônia em São Paulo para comemorar os 30 anos da entidade, que, na verdade, serão completados apenas em agosto.
A "Marcha a Brasília" é promovida pela CUT juntamente com outras cinco entidades sindicais, como a Força Sindical. As centrais já receberam a confirmação de que vão se encontrar com a presidente Dilma Rousseff. Essa é a primeira vez que Dilma vai receber, pessoalmente, a pauta de reivindicações dos trabalhadores.
Segundo Freitas, a expectativa é que se inicie um processo de diálogo com o governo e que os resultados dessa negociação sejam anunciados em 1º de maio, quando se comemora o Dia do Trabalhador.
Entre os pontos considerados prioritários estão a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário. "Não vamos entregar uma pauta com 700 itens, vamos entregar uma pauta enxuta, com nove reivindicações", afirmou.
Ex-presidente. O evento desta quarta, marcado para exatamente uma semana antes da "Marcha a Brasília", contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a cerimônia, Lula afirmou que "não faltará disposição do governo em fazer as tratativas necessárias para atender os interesses dos trabalhadores". Ele, no entanto, pediu para que a CUT entendesse se nem todas as reivindicações forem atendidas.
"Tem que cobrar do governo, mas tem que reconhecer também quando as coisas não podem acontecer", afirmou. "Eu sei que muitas vezes o movimento sindical fica nervoso, fica irritado e com razão. Vocês não devem favor ao governo, a relação tem que ser a mais plural, a mais democrática e a mais autônoma possível. Se vocês virarem dirigentes sindicais chapa-branca, não vale a pena", disse.

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