30/03/2012

Falcão defende ministra de doações feitas ao PT de Santa Catarina


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Presidente do PT julgou improcedente a acusação porque, na época, Ideli não era ministra

Daiene Cardoso - Agência Estado
SÃO PAULO - O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), saiu nesta sexta-feira, 30, em defesa da ministra de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, no caso da doação ao PT de Santa Catarina feita por uma empresa que produziu lanchas-patrulha para o Ministério da Pesca, da qual Ideli foi titular.
Reportagem publicada nesta sexta pelo jornal O Estado de S. Paulo afirma que, após ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca, a empresa Intech Boating foi procurada para doar R$ 150 mil ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina. O comitê financeiro do PT catarinense, de acordo com a reportagem, bancou 81% dos custos da campanha a governador em 2010 e a candidata do partido era Ideli, atual coordenadora política do governo e ex-ministra da Pesca.
Para Falcão, Ideli não pode ser culpada pela doação feita pela Intech Boating. "A própria reportagem mostra que Ideli não tem a ver com os acontecimentos", afirmou. "Ela não era ministra. Ela teve sua campanha em grande parte bancada pelo diretório (catarinense), o que é normal", avaliou Falcão, após participar do seminário "Governança Metropolitana - Desafios, Tendências e Perspectivas", promovido em um hotel da capital paulista pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo.
Na avaliação de Falcão, há contradições na entrevista do dono da Intech, José Antônio Galízio Neto, que "ora fala que foi procurado pelo ministério e ora fala que foi procurado por um candidato". "É preciso entender o que se passou, mas certamente a ministra não tem a ver nem com a doação nem com o destino da doação", afirmou.
Ideli participou do seminário nesta manhã. Não falou com a imprensa na chegada e saiu evitando os jornalistas. De acordo com Falcão, a ministra não pôde atender aos pedidos de entrevista porque tinha um compromisso. 

Blatter diz que Brasil precisa trabalhar mais e falar menos


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'Estamos esperando também ações (por parte do Brasil), e não apenas palavras', disse o dirigente

Jamil Chade - Estadão.com.br
ZURIQUE - O presidente da FifaJoseph Blatter, fez uma dura cobrança ao governo brasileiro nesta sexta-feira sobre a organização da Copa do Mundo de 2014. O dirigente declarou no último dia da reunião do comitê executivo da entidade em Zurique, na Suíça, que chegou a hora de o País fazer mais e falar menos ao ser questionado sobre a preparação brasileira para receber a competição. "Estamos esperando também ações (por parte do Brasil), e não apenas palavras", disse o presidente da Fifa.
Blatter não poupa críticas ao Governo brasileiro - Ed Ferreira/AE - 16/3/2012
Ed Ferreira/AE - 16/3/2012
Blatter não poupa críticas ao Governo brasileiro
O dirigente demonstrou clara irritação com o andamento da preparação do País para o torneio. "A bola está no campo do Brasil", disse Blatter, que reclamou do atraso nas obras de infraestrutura, aeroportos e hotéis para o Mundial de 2014, deixando claro que a aprovação da Lei Geral da Copa nesta semana não encerra os problemas do Brasil na organização do torneio.
Há exatas tres semanas, Blatter fez uma viagem de urgência ao Brasil para tentar costurar a paz com o governo depois das declarações de seu secretário-geral, Jérôme Valcke, de que o País mereceria um "chute no traseiro" por conta dos atrasos.
A queda de Ricardo Teixeira também abriu um vácuo e Blatter agiu rapidamente para costurar uma nova relação. Desde então, vinha fazendo declarações de amor ao Brasil e garantindo que o País dispõe de toda sua confiança. Em território brasileiro, Blatter não fez uma só crítica ao País.
Mas o presidente da Fifa também deixou claro que o secretário-geral Jérôme Valckeseguirá à frente dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e defendeu que a recente polêmica está encerrada. Valcke voltará ao Brasil em maio, contrariando a posição do governo brasileiro de tentar afastá-lo do Mundial.
O governo, contundo, se irritou após o francês falar que o Brasil precisava de um "chute no traseiro" para acordar e começar a trabalhar com mais agilidade pensando no Mundial de 2014. O impasse provocou o cancelamento de uma viagem do dirigente ao Brasil para vistorias aos estádios de Recife, Brasília e Cuiabá, no início do mês.
Valcke pediu desculpas pelo incidente, mas culpou um erro na tradução da sua fala pelo problema. Posteriormente, Blatter se reuniu com a presidente Dilma Roussef em Brasília e o Brasil indicou que o incidente estava encerrado.

ATRASOSNesta semana técnicos revelaram à Fifa em Zurique o estado real das obras, com atrasos em praticamente todas as áreas e, acima de tudo, a constatação de que alguns projetos podem de fato sequer ser realizados.
Se não bastasse, a lei geral da Copa aprovada nesta semana pela Câmara dos Deputados deixou a Fifa irritada, já que não atende à sua exigência de garantir a venda de bebidas em estádios e deixa a decisão para os estados.
Blatter traduziu em palavras essa frustração. "Agora estamos esperando também ações, e não apenas palavras", alertou. "Nem tudo estará 100%, porque sabemos os problemas que haverá com os hoteis", disse.

Segundo Blatter, torcedores poderão ter de ser transportados para as cidades dos jogos e retirados de lá no mesmo dia diante da falta de quartos em algumas sedes.  Haverá um corrida para ira o Brasil. Haverá um problema logistico”, disse, mais uma vez apostando que “soluções serão encontradas."

DEM pode abrir processo de expulsão de Demóstenes na próxima terça


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Líder do partido na Câmara, ACM Neto afirmou que a situação do senador 'se agravou'

Ricardo Brito, da Agência Estado
BRASÍLIA - O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou nesta sexta-feira, 30, que a situação política do ex-líder da bancada no Senado Demóstenes Torres (GO) se "agravou" desde a quinta-feira, com a divulgação de novos grampos telefônicos feitos pela Polícia Federal que revelam uma relação do parlamentar com o empresário do ramo de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. "A situação de Demóstenes se agravou", disse ACM Neto.
Para o deputado baiano, se Demóstenes não apresentar explicações "contundentes" e "convincentes" até terça-feira, 3, o partido abrirá um processo de expulsão de Demóstenes. "Se ele não for contundente e convincente, torna-se insustentável a permanência dele no partido", afirmou.
O líder da bancada da Câmara disse que não pedirá a Demóstenes que deixe o DEM por causa das denúncias, no caso de ele não as esclarecer. "Desfiliar-se ou não do partido é uma iniciativa que cabe a ele", afirmou ACM Neto.
Nos bastidores, porém, a cúpula partidária tem pressionado Demóstenes a deixar a legenda por conta própria. Querem evitar que as denúncias afetem a legenda. Acreditam que o senador não tem mais condições de esclarecer o relacionamento que teve com Cachoeira.
Na quinta-feira pela manhã, Neto e outros integrantes da cúpula encontraram-se com o ex-líder do Senado. Na conversa, Demóstenes disse que não sabia o que havia contra ele no inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). Pediu o final de semana para analisar a investigação e só depois dar uma resposta definitiva.
O advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro, conseguiu nesta tarde cópia dos autos principal da investigação contra Demóstenes no STF. Ainda aguardava receber os apensos do inquérito, onde estão os grampos telefônicos que envolvem o senador. Ele afirmou que, nas conversas que teve com seu cliente por telefone ao longo desta sexta, o parlamentar não disse se vai deixar o DEM.