10/02/2012

Temer concorda com FHC e diz que privatização não deve ter viés ideológico


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'O que importa é que o resultado seja bom', afirma o vice-presidente

Gustavo Uribe, da Agência Estado
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), concordou hoje com a avaliação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) de que as privatizações não devem ter viés ideológico. Na avaliação de Temer, é preciso que o setor público e privado trabalhem juntos para levar adiante os projetos nacionais. "No Brasil, nós temos a mania de ideologizar temas que não podem ser ideologizados. É preciso verificar o que é melhor para o Brasil, de uma ou de outra forma", disse o peemedebista, ao participar, na Capital, do anúncio de apoio do PSC à pré-candidatura do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), à Prefeitura de São Paulo.
Michel Temer reconheceu que há uma leve diferença entre concessão e privatização, mas considerou que essa discussão não tem "muito significado". "O que importa é que o resultado seja bom, através de concessão ou entrega definitiva para a iniciativa privada. É isso o que temos de fazer", reiterou. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em vídeo divulgado na quarta-feira, defendeu o seu legado e as privatizações feitas em sua gestão, inclusive, mostrando que o modelo utilizado nas concessões dos aeroportos, pelo governo Dilma, foi o mesmo de sua administração. Portanto, a questão não deveria ser encarada com ideologia.
A cúpula nacional do PT divulgou ontem versão preliminar de resolução política na qual discorda da avaliação do ex-presidente tucano de que os leilões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, desmistificam o "demônio privatista". Esse mote, inclusive, serviu de munição para o PT contra o PSDB em algumas campanhas presidenciais. Na avaliação do presidente nacional do PT, Rui Falcão, o partido não confunde concessão com "privataria tucana", referindo-se ao modelo de privatizações adotado na administração de Fernando Henrique Cardoso no Palácio do Planalto.
Entusiasta. O vice-presidente participou nesta manhã do anúncio do apoio do PSC à pré-candidatura do deputado Gabriel Chalita, pelo PMDB, à Prefeitura de São Paulo. Temer voltou a reafirmar que o PMDB terá candidatura própria na disputa municipal, ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja entusiasta de uma aliança entre PT e PMDB, em torno do pré-candidato Fernando Haddad (PT). "Eu tenho dito ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o ideal é que a base aliada nacional tenha, na verdade, dois candidatos", afirmou. "E se for para o segundo turno, naturalmente poderá haver uma composição. Essa é a tendência natural".
O peemedebista negou ainda que haja qualquer constrangimento em PT e PMDB não saírem juntos, pelo menos no primeiro turno, nas eleições paulistanas. "Nós não podemos deixar as eleições locais causarem algum trauma na aliança nacional." Em discurso no evento, Temer avaliou que as coligações são fundamentais para a governabilidade e elogiou a presidente Dilma Rousseff, a quem se referiu como uma "gestora fantástica" e de "competência extraordinária". "O pré-candidato do PMDB, se for eleito prefeito de São Paulo, vai colaborar com o governo federal, assim como o governo federal vai contribuir com ele, em uma via de duas mãos", disse.
Com apoio do PSC, o PMDB deve ganhar mais 40 segundos em cada edição de seu programa eleitoral de televisão. O partido, que conta com o maior palanque eletrônico da disputa, tem sozinho cerca de 4 minutos.

08/02/2012

Joguem nas costas do general; melhor do que nas de Dilma ou Wagner! Ou: No samba-enredo de Carnaval, os PMs em greve são os bandidos, e Wagner, o mocinho


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Leiam o que informa o jornal “A Tarde”, da Bahia. Volto em seguida:
“Três fontes ligadas ao governo estadual dão como certa a saída do comandante da 6ª Região Militar, general Gonçalves Dias, que se confraternizou com PMs grevistas no dia de seu aniversário, após receber um bolo de presente. Um congressista baiano disse que a atitude causou constrangimento às Forças Armadas e tirou a autoridade do comandante das tropas que policiam Salvador. Outras duas pessoas ligadas ao governo admitem que ele deixará o posto, mas que ainda não recebeu comunicação oficial. O general perdeu a confiança de seus superiores. O Comando Militar do Nordeste, sediado em Recife, já estaria escolhendo o novo comandante.”
ComentoEscrevi um post sobre aquele episódio nesta manhã. Vale a pena ver.
Gonçalves Dias, mesmo comandando o cerco aos grevistas, tinha sido a nota de descontração e alívio de tensão num enredo absurdo, potencialmente explosivo. Deram-lhe o bolo. Era de bom tom que recebesse. Abraçou o manifestante e chegou a enxugar uma furtiva lágrima. Aí já passou da conta. Planta-se por aí que o Exército não gostou. Huuummm… Conhecendo a índole dos militares, que certamente não se sentem confortáveis ao reprimir outros homens de farda, quase colegas — as PMs são forças auxiliares das Forças Armadas, como reza a Constituição —, o mais provável é que Dilma e Jaques Wagner não tenham gostado. Por quê?
Gente que dá bolo de presente ao general e um abraço emocionado não pode ser assim tão má, né? No jogo dos protagonistas e antagonistas, a Wagner não ficou reservado o do mocinho. O que eu achei? O discurso que o militar fez afirmando que não haveria confronto é parte da guerra, como é a porrada, quando não resta alternativa. O choro e o abraço terno eram dispensáveis.
De todo modo, esses eventos foram irrelevantes para o andamento da coisa. Nada têm a ver com o impasse. A substituição do general, se confirmada, é só uma forma de achar um bode expiatório. A GREVE DA POLÍCIA MILITAR É INACEITÁVEL. Omitir a cadeia de responsabilidades que resultou no imbróglio é igualmente irresponsável. E dela fazem parte Lula, Dilma Rouseff e Jaques Wagner.
Gonçalves Dias era muito apreciado pelos petistas porque comandou, durante oito anos, o esquema pessoal de segurança de Lula em seus deslocamentos Brasil afora. No vídeo abaixo, vocês vão ver a solenidade de posse do general no Comando da 6ª Região Militar. Prestem atenção ao que diz Jaques Wagner.
Eis a grande virtude do general, segundo Wagner: “Quem cuidou do presidente Lula durante tanto tempo vai cuidar da Bahia e de Sergipe”.
Certo!
Por Reinaldo Azevedo

Repórter demitido por falar a verdade


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Família pede para saber detalhes da doença de Tancredo


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AE - Agência Estado
Os filhos do presidente Tancredo Neves querem receber informações sobre todos os detalhes da doença e do atendimento a ele, na véspera de tomar posse, em 1985. Eles entraram com pedido de habeas data na Justiça Federal de Brasília para que os Conselhos Federal e Regional de Medicina do Distrito Federal entreguem todas as sindicâncias, inquéritos ético-disciplinares, documentos e depoimentos dos médicos a respeito do atendimento a Tancredo Neves.
O acesso à documentação poderá revelar todas as responsabilidades médicas no atendimento prestado a Tancredo Neves desde o primeiro diagnóstico da doença, em Brasília, até o último ato médico, quando de sua morte, em São Paulo.
Tancredo Neves foi internado no dia 14 de março de 1985, na véspera de sua posse como presidente, marcada para o dia seguinte. Em seu lugar assumiu o vice, José Sarney. Ele morreu no dia 21 de abril, vítima de infecção generalizada, aos 75 anos. 

07/02/2012

Nova ministra ameniza discurso sobre aborto


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LÍGIA FORMENTI - Agência Estado
A nova ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, afirmou hoje que sua posição pessoal sobre o aborto não vem mais ao caso. "A partir do convite da presidente Dilma eu sou governo e minha posição é de governo." A ministra, que ao longo de sua vida falou diversas vezes ser favorável à descriminalização da interrupção da gravidez. "Eu não seria eu se não reafirmasse", disse. Mas, agora, assegura que o assunto está nas mãos do Legislativo. "O Executivo não tem o que fazer."
As declarações estampam o cuidado com o qual o tema será tratado na sua gestão. Embora tenha enfatizado hoje, durante sua primeira entrevista coletiva, que o aborto inseguro é uma das maiores causas de morte materna no País, um problema de saúde pública equivalente a tantos outros como aids ou dengue - a futura ministra adota o tom da presidente Dilma Rousseff. Durante a campanha, reagindo a pressões de setores religiosos, Dilma, então candidata, teve de amenizar o discurso e fazer um compromisso de que não adotaria nenhuma medida para incentivar a mudança das regras do aborto no País.
A futura ministra reconheceu que o projeto enviado pelo Executivo ao Congresso sobre o tema está na gaveta, mas evitou qualquer comentário sobre uma eventual pressão de líderes de governo para retomar o assunto. Para ela, cabe à sociedade civil retomar a discussão e pressionar parlamentares. "Claro que a questão não é unânime e o debate tem de ser feito de maneira respeitosa."
Eleonora também evitou engrossar críticas à Medida Provisória que cria cadastro para gestantes - um registro, que, para feministas, significa uma perigosa brecha para inibir o aborto e responsabilizar gestantes. Para a ministra, Eleonora, o conflito já foi resolvido com a mudança feita pelo governo no texto da MP. Na versão original, havia uma referência aos direitos do nascituro, retirado na revisão. "Esse assunto sai do ministério. A presidente já se manifestou no Fórum Social Temático e fez uma redação, corretíssima, em retirar a palavra nascituro. Assim que se faze política."

Governo federal cancela 181 convênios com ONGs


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Outros 305 foram considerados 'com restrição' e serão avaliados; foram analisados 1.403 acordos

estadão.com.br
O governo federal cancelou 181 convênios firmados entre organizações não-governamentais (ONGs) e ministérios após concluir a análise dos acordos, conforme determinação da Presidência estabelecida por decreto em outubro do ano passado, após seguidos escândalos envolvendo entidades e ministros. Outros 305 convênios foram considerados "com restrição" e ainda podem ser cancelados.
A nota divulgada nesta terça-feira, 7, por Casa Civil, Controladoria-Geral da União e Ministério do Planejamento, destaca que 917 convênios foram considerados regulares, o que significa 65% do total de 1.403 convênios analisados. O texto não esclarece os motivos para o cancelamento de 181 convênios e apenas indica que estes "não estavam adequados".
Os 305 convênios que ficaram sem definição deverão passar, segundo a Casa Civil, por um processo de esclarecimentos da prestação de contas para poderem ser regularizados. Se forem reprovados, constarão no cadastro de entidades com restrição para conveniar com o governo federal.

Para tucano, privatizações de aeroportos mostram 'estelionato eleitoral' do PT


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O senador Alvaro Dias (PR) afirmou que o partido da presidente Dilma 'acabou' após o leilão realizado na segunda-feira e que concessão demonstra a 'incapacidade' administrativa da sigla

estadão.com.br
O senador tucano Alvaro Dias (PSDB-PR) comemorou nesta terça-feira, 7, o êxito do leilão dos aeroportos de Cumbica (SP), Viracopos (SP) e de Brasília e aproveitou para dar uma estocada no PT por ter, durante anos, utilizado o argumento contra as privatizações para criticar o seu partido.
Álvaro Dias (à esq.) com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, em Brasília - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
Álvaro Dias (à esq.) com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, em Brasília
"O PT acabou. Com as suas bandeiras foi sepultado. Poderia se afirmar que houve estelionato eleitoral. Na campanha [de 2010] o PT dizia que o adversário privatizaria o país, o PT jamais. Privatizações jamais. No entanto, é o PT que privatiza", disse.
Para o tucano, as privatizações dos três aeroportos revela a incoerência do discurso petista e demonstra a "incapacidade" administrativa do partido em realizar as obras necessárias para dotar o país de aeroportos modernos.
"A privatização é a melhor saída para melhorar a infraestrutura e impulsionar o desenvolvimento nacional", ressaltou Dias, sem deixar de criticar o modelo de leilão escolhido pelo governo federal. "Vai dar certo? Não podemos afirmar. Desejamos que sim."Com informações da Agência Senado

Nova ministra da secretaria das mulheres defende direito ao aborto


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Hoje na FolhaAmiga da presidente Dilma Rousseff desde a década de 1960 e sua colega de prisão na ditadura militar, a nova ministra Eleonora Menicucci, 67, promete defender a liberação do aborto à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres, informa reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).


Ela vai substituir Iriny Lopes, que vai disputar a Prefeitura de Vitória.

Eleonora é pró-reitora da Universidade Federal de São Paulo e militante de esquerda na década de 60. Ela conviveu com a presidente durante o regime militar.

A nova ministra também foi vice-presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais e da diretoria da UNE.

Ela foi presa em julho de 1971 e esteve com Dilma no presídio Tiradentes, que abrigava prisioneiras políticas do regime militar.

Em nota divulgada ontem, a Secretaria de Comunicação da Presidência afirma que Dilma deseja "sucesso" a Eleonora em suas novas funções na secretaria "que tem contribuído para melhorar a vida das brasileiras".

Ayrton Vignola - 3.mar.2005/Folhapress
Eleonora Menicucci de Oliveira, 67, que assumirá a secretaria de Políticas para Mulheres
Eleonora Menicucci de Oliveira, 67, que assumirá a Secretaria de Políticas para Mulheres

Em sabatina, Andres revela salário e arranca risos ao falar de Ronaldo e Teixeira; assista


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Atualizado em 07/02/2012 às 00h12.
O presidente licenciado do Corinthians e atual diretor de seleções da CBF, Andres Sanchez, por diversas vezes arrancou risos da plateia que estava na sabatina promovida pela Folha, em parceria com o UOL, nesta segunda-feira no Teatro Folha.


A primeira risada generalizada do público ocorreu logo no início da sabatina, quando foi questionado sobre as denúncias contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

"Não ponho a mão no fogo por ninguém, nem por mim", disse Sanchez, que contou que ganha R$ 75 mil por mês da CBF.


Eram mais de cem pessoas no teatro, quatro delas vestindo camisa do Corinthians e três filmando a sabatina em boa parte do tempo.

O dirigente respondeu às perguntas de José Henrique Mariante, editor do caderno "Esporte" da Folha, Mônica Bergamo, colunista da Folha, Eduardo Scolese, secretário-assistente de redação do jornal, e Ricardo Perrone, blogueiro do UOL, além de questões da plateia.

Os risos, aliás, surgiram em grande parte depois de perguntas feitas pelo blogueiro, com quem Sanchez discutiu algumas vezes.

"Alguns blogueiros escrevem coisas particulares da minha vida", respondeu o dirigente. "Mas não vou dar moral para o seu blog", emendou, arrancando mais risos do público.

Algumas risadas também vieram depois de brincadeiras do corintiano (como fez questão de ressaltar em diversos momentos).

Foi assim quando falou das diferentes formas pelas quais a imprensa, segundo ele, se refere ao futuro estádio do Corinthians. "Itaquerão, Lulão, Andresão, Invejão".

Também fez rir quando disse que chama Ronaldo de gordo, sem tom pejorativo.
Em relação ao cargo na CBF e a influência nos rumos da Copa-2014, brincou que os idosos deveriam ter desconto no "meio-churrasco, meia-pizza, meia-refeição", pois seria mais importante que a meia-entrada para entrarem nos estádios em dias de jogos.

Andres também confirmou que gosta de balada e sai com jogadores. "Gosto de mulher, graças a Deus". E os risos voltaram à plateia.

Leia abaixo mais trechos da sabatina:

LULA

"A única coisa que ele fez de forma efetiva foi na projeção do estádio, quando falaram que ia custar R$ 1 bilhão. Falei para ele [Lula] que não tinha condições de fazer uma obra assim"

"Ele [Lula] pegava no pé do Ronaldo. Falava e cornetava o Ronaldo".

"Cada rodada não, mas que ele cornetava, cornetava. Por ele ter amizade comigo e ser conselheiro do Corinthians ele falava. Ultimamente ele liga menos, até pelo problema que ele está passando. Ele corneta pouco".

RELIGIÃO

"Culto, comigo não vai ter. Não sou contra religião. Acho que os cultos [religiosos] não atrapalham. Mas sou contra"

CONVOCAÇÃO

"Posso proibir uma convocação por problema disciplinar. Mas quem convoca é o treinador"

NEYMAR

"Na primeira [proposta], eu tinha [vendido]. Não é por negociata como alguns insinuam. Eu não sei se o jogador vai quebrar uma perna, a mulher vai trair ele e ele vai enlouquecer. Então, o clube precisa vender"

ITAQUERÃO, NÃO

"A Folha insiste em chamar de Itaquerão. Isso atrapalha uma negociação [de naming rights]. Acho normal a torcida chamar, mas um órgão de imprensa, não. Não tem prejudicado ainda. Tem muitas coisas caminhando, mas não vou revelar porque tem eleição sábado".

FOGO

"Eu não ponho a mão no fogo por ninguém, nem por mim. As pessoas têm de saber o que fazem. Eu acredito na justiça. Eu ouço falar dele e ninguém prova nada"

CRÍTICAS

"Eu aceito critica e acho que a construtiva só acrescenta. Não gosto de coisas pejorativas e pessoais, se eu bebo, se eu fumo. Agora se dizem que contratei errado, se tomei decisão errada, faz parte do ônus do cargo que eu tive"

PRECONCEITO

"Infelizmente eu não tenho curso universitário. Por eu não falar português correto, se eu tiver de ir de bermuda e chinelo eu vou. Infelizmente falam que eu sou baixo claro e usei o clube para chegar à alta sociedade. Quando era garoto sonhava em ser presidente do Corinthians. Não imaginava que seria, imagina quantos chegam."

CORINTHIANS

"O Corinthians hoje pode ter sete ou oito jogadores com nível de salário europeu. Mais que isso não"

"O problema do futebol é empresário. Eles [jogadores] estão no clube desde os sete anos. Quando decide virar jogador e o clube vai investir vem dois advogados. Ele [jogador] já acertou com o empresário, que tem acordo com a família lá atrás. Comprou casa, deu escola, enfim. Aí entra o menino na base. Divido em pizza [o investimento do jogadore com empresários] porque é assim."

Juca Varella/Folhapress

Andres Sanchez, presidente licenciado do Corinthians e atual diretor da CBF, durante sabatina; clique na foto e veja galeria
Andres Sanchez, presidente licenciado do Corinthians e diretor da CBF, em sabatina; clique na foto e veja galeria

Folha

06/02/2012

JAQUES WAGNER CONTA O OPOSTO DA VERDADE A MILHÕES DE TELESPECTADORES DO JORNAL NACIONAL. VEJO-ME NA OBRIGAÇÃO DE CONFRONTÁ-LO COM OS FATOS


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Ai, ai, esse Jaques Wagner
Vi há pouco uma entrevista do governador da Bahia no Jornal Nacional. O petista afirmou, naquele tom baixo-profundo, que foi pego “de surpresa” pela ação dos policiais. Pois é… CONTOU O OPOSTO DA VERDADE A MILHÕES DE TELESPECTADORES. Qual é o meu papel? Confrontá-lo com os fatos.
De surpresa???
Não! De jeito nenhum!!!
Eu não apóio violência de policiais na Bahia.
Eu não apóio violência de meliantes na USP.
Eu não apóio violência do PSTU em São José dos Campos.
E também não apóio mentiras.
Vejam esta nota publicada num blog baiano no dia 28 de janeiro. Ali se informa que a PM poderia entrar em greve. A assembléia estava marcada para o dia 31 de janeiro, e o cartaz convocando o encontro circulava desde o dia 24.Mesmo assim,  Wagner tomou a iniciativa de acompanhar Dilma Rousseff a Cuba no dia 30. A última solenidade da presidente sustentando que nunca antesnestepaiz houve governo como o do PT aconteceu justamente na Bahia! Wagner foi abraçar os assassinos de Cuba, em companhia de Dilma, e o povo baiano ficou sujeito a seus potenciais assassinos.
Aqui está o cartaz. Infelizmente, governador, como se vê, o senhor contou o oposto da verdade a milhões de telespectadores do Jornal Nacional. EU NÃO ESTOU OPINANDO. EU ESTOU PROVANDO.
bahia-assembleia-convocacao
Por Reinaldo Azevedo

67% da população vê Judiciário como pouco honesto, diz pesquisa


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Duas em cada três pessoas consideram o Judiciário pouco ou nada honesto e sem independência, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

O levantamento ainda mostra que mais da metade da população (55%) questiona a competência desse Poder.

De acordo com o levantamento da Escola de Direito da FGV, coordenado pela professora Luciana Gross Cunha, 89% da população considera o Judiciário moroso.

Além disso, 88% disseram que os custos para acessar o Poder são altos e 70% dos entrevistados acreditam que o Judiciário é difícil ou muito difícil para utilizar.

Desde 2009, quando a pesquisa sobre o Índice de Confiança no Judiciário começou a ser feita, a percepção da população sobre a Justiça só piorou.

No primeiro levantamento, feito no segundo trimestre de 2009, o índice era de 6,5, em uma escala de zero a dez. Na pesquisa mais recente, do quatro trimestre do ano passado, caiu para 5,3 -- índice um pouco melhor do que foi registrado no último trimestre de 2010, 4,2.

A coordenadora da pesquisa explicou que a avaliação geral da população "sempre foi ruim" em relação ao Judiciário, mas piorou por conta de problemas ligados a custos e morosidade.

Para Cunha, isso coloca em xeque a credibilidade do Judiciário. "Leva a essa maior descrença", comenta a professora da FGV. A principal motivação do uso do Judiciário pelos entrevistados está relacionada às questões envolvendo direito do consumidor (cobrança indevida, cartão de crédito, produtos com defeito), aos conflitos derivados das relações trabalhistas (demissão, indenização, pagamento de horas extra), seguida e direito de família (divórcio, pensão, guarda de menores, inventário).

Ao comparar a confiança no Judiciário com outras instituições, a pesquisa mostra esse Poder atrás das Forças Armadas, da Igreja Católica, do Ministério Público, das grandes empresas e da imprensa escrita.

Na sexta colocação, o Judiciário aparece como instituição mais confiável do que a polícia, o governo federal, as emissoras de TV, o Congresso Nacional e os partidos políticos.

A pesquisa da FGV ainda indica que a maior parte dos brasileiros confia na sua família, tendo em vista que 87% deles responderam que confiam ou confiam muito em seus familiares. Em segundo lugar, aparecem os amigos, seguidos pelos colegas de trabalho e, depois, pelos vizinhos. E apenas 19% afirmaram que confiam ou confiam muito nas pessoas em geral.

Bahia: greve da PM deixa rastro de medo e prejuízo


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Comerciantes amargam queda de 80% no movimento; segunda-feira teve confrontos, ônibus queimado e escolas fechadas. Às vésperas do carnaval, embaixada americana recomenda adiamento de viagens

Carolina Almeida, Cida Alves e Marina Pinhoni

Grupamento especial da Policia Militar chegando ao local da greve

Os baianos viram sua rotina ser drasticamente alterada desde a terça-feira passada, quando foi decretada uma greve parcial dos policiais militares. Dos 32 000 agentes que atuam no estado, cerca de 10 000 cruzaram os braços. O Exército teve de assumir parte do controle da cidade e blindados tomaram as ruas de Salvador. Uma semana depois do início da greve, o saldo é de medo e prejuízo. 
 
Às vésperas do carnaval, foram registrados 96 homicídios na Bahia, tentativas de saques a lojas e ataques a veículos. Além do comércio, que amarga prejuízo por causa do medo das pessoas saírem às ruas, escolas fecharam as portas no primeiro dia do ano letivo e órgãos públicos também tiveram o funcionamento afetado. Até os sites do governo do estado ficaram fora do ar. 
 
A repercussão da greve virou alvo de preocupação da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Em um comunicado, o órgão alertou que os cidadãos americanos no local fiquem atentos. Além de recomendar que americanos acompanhem as notícias e considerem adiar viagens “não essenciais” para a região até que a situação seja normalizada, a nota  pede que os cidadãos de país se registrem no Programa Inteligente de Registro de Viajantes (STEP), “para receber informações atualizadas sobre segurança”.
 
O clima foi de muita tensão nesta segunda-feira. Cerca de 350 pessoas, entre policiais e familiares, permaneceram amotinados no interior da Assembleia Legislativa. Cerca de 1 000 homens do Exército, da Força Nacional de Segurança e da Tropa de Choque da Polícia Militar cercam o prédio em Salvador, onde os PMs acampam com suas famílias desde terça-feira.
 
Grevistas e agentes de segurança chegaram a entrar em confronto quando parentes tentavam levar alimentos para os amotinados. Um soldado que atuava no reforço da segurança se feriu acidentalmente. O Exército nega a intenção de invadir o prédio. À noite, uma família deixou o prédio da Assembleia. 
 
Durante a manhã, perto do aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador, manifestantes pararam um micro-ônibus escolar, retiraram as crianças do veículo e atearam fogo ao carro. Ninguém ficou ferido. Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual, não houve participações de grevistas no ato. No entanto, a greve pode ter ajudado a agravar o vandalismo. 
 
Apesar da insegurança, o Comandante Geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Alfredo Castro garantiu que o Carnaval acontecerá normalmente. “Nós vamos pular o Carnaval com segurança e, com certeza, com a segurança da Polícia Militar”, disse.  
 
Queda - De acordo com o vice-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas do estado, Geraldo Cordeiro, o movimento nas lojas recuou bruscamente: “A queda no movimento é de, no mínimo, 80%”. O quadro é ainda pior para as lojas de rua, que estão sem horário de fechamento certo e sofrendo com vandalismo e boatos de arrastão. Para Cordeiro, esse fechamento no comércio foi motivado, principalmente, pelo clima de insegurança na cidade. 
 
Em Salvador, os bairros de Boca do Rio, Pernambués e Liberdade são os mais atingidos. Além da capital, a cidade de Vitória da Conquista, no sul do estado, teve o comércio muito atingido. Segundo informações da CDL, o comércio chegou a abrir nesta segunda-feira, mas logo depois fechou. Nos shoppings centers o horário de funcionamento também segue alterado, fechando mais cedo mesmo sem registro de atos de vandalismo. 
 
O comerciante Gustavo Monteiro, um dos sócios da livraria Monteiro, com duas lojas no bairro de Nazaré, passou o dia em estado de alerta. “O comércio está assustado e muitos lojistas já estão prontos para poder fechar, com as armações de ferro preparadas para serem fechadas a qualquer momento”. No entanto, o dia, de acordo com ele, foi de pouco movimento numa época em que normalmente as lojas estão cheias. Por volta das 17 horas, poucas lojas haviam encerrado o expediente.
 
Transporte - O transporte público foi outro serviço afetado pela crise. Apesar da frota estar circulando regularmente, o número de passageiros caiu entre 10% e 15%, segundo informações do Sindicato dos Rodoviários da Bahia. No entanto, nessa segunda-feira, houve casos de ônibus que foram invadidos e usados para bloquear vias.
 
Só na empresa União Transporte, três veículos foram tomados e, segundo informações de funcionários, os atos foram protagonizados por policiais. “Os motoristas ligaram e disseram que foi ato de policiais, que estavam com revólver na mão. Eles não ofenderam ninguém, mas ameaçaram e depois atravessaram o veiculo na pista”, disse o responsável pelo setor de tráfego da empresa, Reinaldo Barbosa.
 
Taxistas também ficaram com medo. Segundo o Sindicato dos Motoristas Autônomos Taxistas de Salvador, muitos motoristas estão com receido de sair às ruas e estão evitando trabalhar à noite. É o caso do taxista José Gedear de Santos, há vinte anos na profissão. Segundo ele, o número de passageiros caiu drasticamente desde o início da greve. “Está todo mundo com medo. A cidade está quase toda fechada, as ruas estão desertas, parece até feriado”, afirma.
 
“Não tem condições de ficar rodando por aí à noite, ao Deus dará. A gente corre o risco de ser assaltado, ter o carro roubado, mas o pior de tudo é o medo de perder a vida. Prefiro não pegar corrida, mas continuar vivo”.
 
Educação - As escolas também ficaram vazias nessa segunda-feira. Mesmo com a recomendação de que  funcionassem normalmente, a decisão do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia foi de manter as escolas fechadas.
 
Segundo o presidente do órgão, Natálio Dantas, a ordem nas escolas privadas deve permanecer “até que a greve termine ou eles tenham condições de dar segurança a cada escola”, inclusive atrasando o início do ano escolar. Nos estabelecimentos públicos, as escolas chegaram a abrir, mas não havia um número mínimo de alunos para haver atividades.

Entenda a greve:
Greve de policiais militares na Bahia