13/01/2012

Coreia do Norte estaria punindo quem não chorou por ditador


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Pelo menos 6 meses em campos de trabalho forçado para quem não pareceu autêntico


Moradores de Pyongyang reagem à morte de Kim Jong-il, em foto de 19 de dezembro de 2011 Foto: REUTERS/ Kyodo

Moradores de Pyongyang reagem à morte de Kim Jong-il, em foto de 19 de dezembro de 2011REUTERS/ KYODO

SEUL - Durante dias, o mundo inteiro assistiu, intrigado, à onda de histeria coletiva que tomou milhões de norte-coreanos após o anúncio da morte de Kim Jong-il, no mês passado. Cenas como desmaios em praças de Pyongyang e do choro convulsivo de milhares de mulheres diante de monumentos em homenagem ao Querído Líder invadiram os jornais — oficiais ou não — enquanto muitos se perguntavam o motivo de tanta tristeza pela morte de um ditador que teria mergulhado o país num dos maiores episódios de fome de sua história.

Mas a resposta pode estar numa reportagem do jornal sul-coreano "Daily NK", publicada nesta sexta-feira: os norte-coreanos que não participaram das homenagens — ou não foram convincentes na demonstração de tristeza — estariam sendo enviados a campos de trabalho forçado por no mínimo seis meses.

Segundo a reportagem do jornal, escrita com base na declaração de uma fonte da Coreia do Norte não identificada, o governo está organizando "sessões de críticas" para aqueles que transgrediram as normas durante as homenagens.

- As autoridades estão impondo uma pena de pelo menos seis meses em campos de trabalho pra qualquer um que não tenha participado das concentrações organizadas durante o período de luto ou para quem participou mas não chorou e não pareceu autêntico - diz a fonte ao jornal.

O número de pessoas afetadas não foi esclarecido, mas poderia chegar a milhares, de acordo com o "Daily NK". Atualmente, estima-se que mais de 200 mil norte-coreanos trabalhem em campos — onde em geral sofrem de má nutrição.

O regime também teria reforçado a propaganda oficial, para convencer a população da "grandeza do novo líder, Kim Jong-un".

— Todos os dias, das sete da manhã às sete da noite, carros em avenidas lotadas divulgam por alto falante propaganda do governo, e proclamam os feitos de Kim Jong-un — continua a fonte.

O norte-coreano citado pelo jornal acrescentou que as pessoas que estão sendo acusadas de espalhar rumores criticando a terceira geração da dinastia também estão sendo enviadas aos campos ou estão sendo banidas com suas famílias para áreas rurais remotas. As recriminações pelo comportamento "inadequado", afirma, estão criando uma atmosfera de medo.

O Globo
 

Senado passa por desratização após funcionária ser atacada


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Medida foi tomada após uma servidora ser mordida por um rato na secretaria


Funcionário que fazia a desratização no Senado corre de fotógrafos ao ser descoberto. Foto: Andre Coelho / O Globo




Funcionário que fazia a desratização no Senado corre de fotógrafos ao ser descoberto.ANDRE COELHO / O GLOBO

BRASÍLIA - Um dia depois do burburinho de políticos, seguranças e jornalistas por causa do depoimento do ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra, a monotonia do recesso no Senado voltou a ser quebrada nesta sexta-feira. Desta vez por causa de ratos. Depois que uma funcionária da Secretaria Geral da Mesa do Senado foi mordida por um rato, na quarta-feira, seguranças e servidores foram mobilizados para promover uma desratização e dedetização nas dependências da Secretaria Geral, no Setor de Atas, e nos gabinetes dos senadores Magno Malta (PR-ES) e Roberto Requião (PMDB-PR).
Os funcionários administrativos foram dispensados do trabalho e as áreas interditadas para faxina. O nome da funcionária não foi divulgado. Quando os fotógrafos registravam a desratização do local, um dos servidores, com máscara e bomba de veneno, fugiu dos flashes dos fotógrafos, com proteção da segurança da Casa.
Todas as dependências do Senado são - ou deveriam ser - diariamente varridas e higienizadas por um batalhão de servidores terceirizados, que engordam a folha de pagamento da Casa. A noticia de um rato mordendo uma servidora serviu de piada. Provocado, o líder do Democratas, senador Demóstenes Torres (GO), brincou:
- Nunca tive notícias de ratos no Senado. Desses que mordem o pé pelo menos não - brinca Demóstenes, lembrando que herdou o gabinete do ex-senador Romeu Tuma, falecido ano passado.
Segundo relato de servidores, uma ratoeira já tinha sido instalada na copa da Secretaria Geral. Mas depois que a servidora foi mordida, além da desratização, o departamento de zoonoses de Brasília foi acionado para uma varredura, na segunda-feira.
A secretária-geral da Mesa Diretora, Claudia Lyra, divulgou nota interna informando das providências: "A Secretaria Geral da Mesa informa a todos a interrupção das atividades do gabinete da Secretaria de Coordenação Legislativa do Senado Federal e da Secretaria de Coordenação Legislativa do Congresso Nacional na data de hoje, a partir das 14h, uma vez que será realizada a desratização e dedetização nesses recintos. A atividade será retomada às 10h de segunda-feira".
O sossego do recesso na Casa também foi quebrado há duas semanas, quando o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) foi empossado.

O Globo

Parceira da estatal fez doação a filho de ministro da Integração


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A empreiteira Granville & Bazan doou R$ 20 mil para campanha de Fernando Coelho Filho

Agência Estado
BRASÍLIA - Recordista em repasses de verbas para assistência técnica em perímetros de irrigação no ano passado, a empreiteira Granville & Bazan Ltda., com sede em Petrolina (PE), cidade natal de Fernando Bezerra Coelho, doou R$ 20 mil para a campanha a deputado do filho do ministro.
Os serviços da Granville foram remunerados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf). Em 2011, os pagamentos da empresa subordinada ao Ministério da Integração somaram R$ 14,6 milhões, segundo informação do Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral da União.
A Codevasf era presidida interinamente no período pelo irmão do ministro, Clementino Coelho, exonerado a pedido ontem do cargo de diretor de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura, que ocupava desde 2003.
Fernando Coelho Filho (PSB) recebeu a doação da Granville em dinheiro. Foram pagas duas parcelas de R$ 10 mil. Coelho Filho concorria à reeleição a deputado federal. Hoje, o Grupo Estado entrou em contato com a empresa, mas nenhum dos sócios respondeu à reportagem.
O grande interesse da empreiteira é o projeto de parceria público-privada para a conclusão e ocupação do perímetro de irrigação do Pontal, em Pernambuco. Só para serviços de segurança nesse perímetro, a Codevasf pagou mais de R$ 1 milhão em 2011.
"A parceria público-privada do Projeto Pontal, por se tratar de um grande investimento para a região de Petrolina, vai atrair grandes empresas interessadas nas obras e serviços de infraestrutura e na produção agrícola. A Granville & Bazan tem interesse em participar dessa oportunidade", informa o site da empresa, que apresenta como credencial contratos celebrados com a Codevasf para a operação e manutenção de perímetros de irrigação. A estatal é apontada como principal "cliente" da Granville.

11/01/2012

O álbum de família de Fernando Bezerra


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Ministro da Integração lembrou dos parentes ao assumir a pasta: filho, tio, irmão, sogro do filho e tio da mulher do filho. O filho, deputado federal, teve liberados 9,1 milhões em emendas em 2011. Agora é hora de se explicar

Luciana Marques
"Quem ama cuida" diz o ditado popular, que poderia ter sido inspirado no 'amoroso' ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Ao assumir a pasta, ele não se esqueceu dos mais próximos. Pensou no filho, no tio, no irmão, no sogro do filho e até no tio da mulher do filho. Juntos, os personagens quase completam um álbum de família. Entre as acusações que pesam contra Bezerra estão o nepotismo, já que diversos parentes do ministro ocupam cargos públicos. O titular da Integração também é acusado de favorecer o filho, que é deputado federal, na liberação de recursos alocados por meio de emendas parlamentares.
O artigo 37 da Constituição Federal de 1988 elenca os princípios que devem nortear a administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Uma súmula aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2008 proíbe a contratação de parentes de autoridades para cargos de confiança, de comissão e de função gratificada no serviço público.
Comissão de Ética - As regras de conduta estabelecidas pela Comissão de Ética Pública da Presidência também desautorizam o nepotismo: "Em nenhuma hipótese pode o agente público nomear, indicar ou influenciar, direta ou indiretamente, em entidade pública ou em entidade privada com a qual mantenha relação institucional, direta ou indiretamente, na contratação de parente consanguíneo ou por afinidade, até o quarto grau, ou de pessoa com a qual mantenha laços de compadrio, para emprego ou função, pública ou privada”.
Embora negue que sua atuação vá de encontro às normas citadas, Bezerra cedo ou tarde terá de se explicar. A Comissão de Ética Pública da Presidência tem o poder de avaliar cada caso. Espera-se que na próxima reunião do grupo, marcada para o dia 13 de fevereiro, o assunto não seja ignorado. A conferir.
Conheça o álbum de família de Fernando Bezerra:

O álbum de família de Fernando Bezerra

Compra de R$ 8,69 milhões do CNJ levanta suspeita entre integrantes do conselho


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Sala-cofre foi comprada no dia 29 de dezembro e será instalada, conforme o CNJ, no prazo de 150 dias

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Uma nova compra milionária feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está gerando novas suspeitas entre os integrantes do próprio órgão. Depois de adquirir um sistema de banco de dados no valor de R$ 86 milhões por meio de concorrência colocada sob suspeita, o CNJ comprou, no apagar das luzes de 2011, uma sala-cofre de R$ 8,69 milhões sem licitação.
Essa sala-cofre foi comprada no dia 29 de dezembro e será instalada, conforme o CNJ, no prazo de 150 dias. Nessa sala serão guardados os equipamentos que foram adquiridos na licitação feita no ano passado também a toque de caixa. Operação que, de acordo com a IBM, que tentou impugnar o edital, sofria de "grave direcionamento" e fatalmente levaria o CNJ a comprar produtos da Oracle, o que se confirmou ao final do processo.
Por conta dessa licitação e das críticas que fez à compra, o diretor do Departamento de Tecnologia e Informação do CNJ, Declieux Dias Dantas, foi exonerado. Integrantes do CNJ dizem considerar no mínimo suspeita a nova compra. Um dos conselheiros classificou como "assustador" esse processo de compras no Conselho. Diante de todas as suspeitas, o assunto deve ser discutido publicamente na primeira sessão deste ano do CNJ. No próximo dia 26, os conselheiros se reúnem para votar o orçamento de 2012 do órgão.
A cúpula do Conselho levou a proposta orçamentária para ser aproada no final do ano passado. No entanto, conselheiros haviam recebido o texto no apagar das luzes e exigiram, com base no regimento interno, que uma sessão exclusiva fosse agendada para isso.
Oficialmente, o CNJ informou que decidiu dispensar de licitação essa compra porque somente uma empresa no País estaria habilitada para fornecer esse serviço, a Aceco TI Ltda. "Foi solicitada uma declaração de exclusividade que foi emitida pela Associação Comercial do Distrito Federal", informou o CNJ.
No final do ano passado, o Estado revelou que uma licitação milionária no conselho gerou suspeitas no Supremo Tribunal Federal (STF) e no CNJ. A multinacional IBM contestou a regularidade da licitação. Nessa contestação, afirmou que diversas especificações técnicas feitas pelo CNJ só são encontradas em produtos da Oracle.

10/01/2012

Irmão de ministro deixa cargo, mas continua empregado na estatal


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Clementino permanecerá como diretor de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura, cargo que ocupa desde 2003

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
Clementino Coelho, irmão do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, perdeu o comando da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), mas continua empregado no órgão. O Diário Oficial publicou nesta terça-feira, 10, a nomeação de Guilherme Almeida Gonçalves de Oliveira como novo presidente da estatal.
Clementino permanecerá como diretor de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura, cargo que ocupa desde 2003. A saída dele acontece depois de o Estado ter mostrado o uso de uma brecha na legislação para que o irmão do ministro ficasse quase um ano à frente da principal estatal da pasta. Ele ocupava a presidência interina da companhia desde janeiro do ano passado com base em uma regra estatutária que determina o exercício provisório do comando da companhia pelo diretor mais antigo na função.
O irmão de Bezerra não poderia ter sido escolhido oficialmente para o cargo de presidente porque um decreto presidencial proíbe a nomeação de familiar de ministro. Determina ainda não poder haver subordinação direta entre parentes. Por isso, Clementino permaneceu como interino e obteve os bônus políticos do cargo, como os eventos ao lado do irmão em Petrolina (PE), cidade onde a família tem forte atuação e onde o filho do ministro, o deputado federal Fernando Coelho é cotado para disputar a prefeitura neste ano.
Panos quentes. A divulgação da situação fez o governo montar uma operação para tentar minimizar o episódio. A Casa Civil disse que já tinha recebido um pedido do ministério para trocar o presidente e anunciou que Guilherme Almeida seria o substituto. A Controladoria-Geral da União (CGU) afirmou que Clementino poderia ser diretor da companhia por estar no cargo antes da nomeação de seu irmão para o ministério e que sua interinidade na presidência, apesar de se estender por quase um ano, não atacava o decreto presidencial que proibia subordinação direta. Em entrevista exclusiva ao Estadonesta terça, Clementino disse ser "ético e legítimo" ter ocupado a presidência.
A solução encontrada para o problema, porém, não foi definitiva. A nomeação de Guilherme Almeida publicada na terça no Diário Oficial dá a ele caráter de interino, assim como dispunha o irmão do ministro.
A Casa Civil afirmou ter atendido a um pedido da Integração. A assessoria de Bezerra não explicou porque o substituto não será efetivo. O novo presidente da Codevasf já participou na terça de uma cerimônia fechada em que deu posse a dois novos superintendentes da empresa. Um deles é Emanoel Lima, do PSB do ministro Bezerra e do governador Eduardo Campos (PE).

Nota à Imprensa: Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE)


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Logo_Ajufe2         Com relação à notícia de que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, pretende realizar ato em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), vem a público informar à população que o papel do CNJ é fundamental no aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito, com vistas a conferir maior eficiência ao Poder Judiciário e na apuração de eventuais irregularidades. Tal missão, por outro lado, deve ser desempenhada dentro dos estritos limites legais e constitucionais, mas sempre visando a absoluta transparência institucional.

Nessa linha, sendo a OAB, autarquia imprescindível à administração da justiça, nos termos do art. 133 da Constituição da República, é imperativo que igualmente aquela instituição esteja sujeita à fiscalização pelo CNJ, inclusive sob o aspecto disciplinar. Entende, pois, a AJUFE, que ante o caráter público da OAB, os recursos por ela administrados e a atuação dos seus membros mereceria total atenção do Conselho Nacional da Justiça. 

Isso evitaria, sem sombra de dúvida, a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns, permitindo ao CNJ punir os maus advogados, honrando, assim, a imensa maioria dos causídicos honestos e que tanto lutam pelo aperfeiçoamento da democracia brasileira, mas que têm a consciência de que a intimidação de juízes e familiares por meios ilegais em nada contribui para esse objetivo.

Fabrício Fernandes de Castro
Presidente Interino da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE)

Os 6 patetas, o exército fantasma e a farsa-tarefa informam que Dilma convocou a seleção do Xingu para enfrentar o Barcelona


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Nos livros didáticos do Ministério da Educação, 10 menos 7 pode ser igual a 4. Na cabeça baldia da presidente da República, 6 é igual a zero. Ninguém sabe que fim levaram as 6 mil creches prometidas por Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral. Não há qualquer vestígio das 6 mil casas que os flagelados da Região Serrana do Rio ganharam há exatamente um ano. Além da chefe, só o ministro Fernando Bezerra, escalado nesta segunda-feira para anunciar a façanha mais recente da superexecutiva, pode dizer onde estão aquartelados os 6 mil “agentes da Defesa Civil treinados para agir nas áreas de risco”. E só a dupla de ilusionistas de picadeiro pode explicar por que o exército fantasma ainda não deu as caras neste verão.
Desde ontem, tanto essa tropa clandestina quanto os “geólogos e hidrólogos” alistados no que Celso Arnaldo batizou de farsa-tarefa estarão sob as ordens de um “grupo de trabalho” que junta, claro, 6 nulidades, todas recrutadas no primeiro escalão mais medíocre da história: Gleisi Hoffmann (chefe da Casa Civil e do bando), Fernando Bezerra (Integração Nacional), Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação), Alexandre Padilha (Saúde), Paulo Passos (Transportes) e Enzo Peri (comandante do Exército e ministro interino da Defesa). Releiam os nomes. Para Dilma, decididamente, 6 é um zero enrolado.
Em 27 de setembro, O Globo informou que, a três meses do início da temporada das chuvas, o Programa de Prevenção e Preparação para Desastres Naturais, parido às pressas no trágico janeiro de 2011, não passava de uma peça de ficção costurada pelo lastimavelmente real Ministério da Integração Nacional. A presidente e os ministros cumpriram o combinado. Os governadores preferiram concentrar-se em atividades mais lucrativas. Nenhuma obra relevante saiu do papel.  As verbas não desceram do palanque. Só alguns prefeitos gatunos viram a cor de dinheiro ─ que imediatamente embolsaram. Nada foi feito para reduzir o medo dos moradores das áreas em perigo.
Abandonado, o cenário da catástrofe estava pronto para a reprise. Mas o rebanho dos deserdados aguardava sem balidos a perda da casa, de parentes, da paz ou da própria vida, registrou o post aqui publicado naquele dia. Os brasileiros conformados com a vida não vivida agora se rendem à morte anunciada, constatou o título. E nem o recomeço da matança parece suficiente para animá-los a indignar-se com os algozes, informa o comportamento das vítimas de mais uma tragédia que o governo nada fez para ao menos abrandar. É compreensível que os profissionais do cinismo se sintam à vontade para recitar as mesmas promessas que não cumpriram. Tranquilizados pela abulia da plateia, apenas acrescentaram duas ou três fantasias baratas ao roteiro desmoralizado pelo próprio elenco.
Como fez nesta segunda-feira, também em janeiro de 2011 Dilma Rousseff confiou a 6 ministros a missão de “reestruturar a Defesa Civil do país”. Antes como agora, o objetivo principal era “evitar novas catástrofes”. Há um ano, a presidente comunicou que já encomendara a “rede de radares meteorológicos e pluviômetros para a captação do volume de chuva” que, na apresentação de estreia, os 6 patetas prometeram comprar. Prudentemente distante do palco, Dilma mandou dizer que vêm aí os “modernos mecanismos para a remoção da população das áreas de risco” que jurou inaugurar há pelo menos seis meses.
As únicas novidades no velho show de cinismo foram a farsa-tarefa e a nova escalação da equipe formada para enfrentar a chuva: Gleisi, Mercadante, Peri, Padilha, Passos e Bezerra. Se fosse presidente do País do Futebol, Dilma não escaparia da cólera de multidões inconformadas com a péssima qualidade do time. No País do Carnaval, as arquibancadas são bem mais mansas. O Brasil ultrajado pela inépcia homicida não pareceu indignado mesmo quando soube que, para enfrentar o Barcelona, a supergerente de araque convocou a seleção do Xingu.

Augusto Nunes

09/01/2012

Irã e Venezuela juram amizade eterna e desafiam imperialismo


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Laura Barros.
Caracas, 9 jan (EFE).- Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, juraram nesta segunda-feira amizade eterna, e reafirmaram sua aliança para 'frear a loucura imperialista', durante a viagem do líder do país asiático pela América Latina.
Recebido com honras militares, Ahmadinejad foi efusivamente abraçado por Chávez, que o chamou de 'verdadeiro irmão'. O líder iraniano afirmou que apesar dos 'arrogantes', seguirá ao lado de seu colega venezuelano 'para sempre'. Chávez, por sua vez, exaltou o papel que os dois países têm na luta contra o imperialismo.
'Essa é uma de nossas tarefas. Não queríamos que fosse assim, mas precisamos frear, frear, frear a loucura imperialista, que está maior do que nunca', afirmou o presidente da Venezuela em sua mensagem de boas vindas.
A quinta visita de Ahmadinejad ao país sul-americano desde que Chávez assumiu o poder, em 2005, começou num momento em que a comunidade internacional pressiona o Irã em função de seu programa nuclear.
Os Estados Unidos pediram há alguns dias que os países que irão receber o presidente iraniano não aprofundem seus laços com o país.
'Este não é o momento de aumentar os laços, tanto de segurança como econômicos, com o Irã', advertiu na sexta-feira passada a porta-voz do Departamento de Estado de EUA, Victoria Nalud.
Irônico, Hugo Chávez disse que 'segundo os lacaios do imperialismo', Ahmadinejad está na Venezuela para lançar mísseis em Washington
'Nos acusam de belicistas. Mas não somos. O Irã não invadiu ninguém, a revolução islâmica não invadiu ninguém, e nem a revolução bolivariana invadiu ninguém', afirmou.
'Seguiremos trabalhando juntos com a ajuda de Deus e o apoio de nossos povos e da maior parte dos povos do mundo, porque o mundo não quer mais guerra, não quer mais invasões e nem imperialismo', acrescentou Chávez.
O governante iraniano, por sua vez, chamou o presidente da Venezuela de 'irmão' e de 'símbolo da revolução da América Latina'.
'Hoje, o povo venezuelano e o povo iraniano, juntos, estão num caminho de luta contra toda a avareza dos arrogantes do imperialismo. O sistema hegemônico e dominante está em sua decadência. Eles estão muito mais agressivos e pisotearam todos os valores humanos', disse Ahmadinejad.
O líder afirmou ainda que a América Latina está desperta para lutar por seus direitos, e que a região 'carrega a ferida e a cicatriz de tudo o que sofreu ao longo da história e dos séculos'.
Segundo o presidente do Irã, graças às relações entre os dois países, foram construídas cerca de 14 mil casas na Venezuela, e mais sete mil serão erguidas. Além disso, destacou a instalação de 26 fábricas no setor agrário.
Enquanto isso, a comunidade internacional segue preocupada com o anúncio de que as instalações nucleares subterrâneas de Fordo, no Irã, iniciaram a fabricação de urânio enriquecido a 20%.
O Irã afirma que necessita do elemento a esse nível de pureza para fabricar combustível para um reator científico que produz isótopos usados no combate ao câncer.
Os Estados Unidos e a União Europeia (UE), no entanto, temem que o programa nuclear civil do Irã também esteja produzindo armas atômicas.
A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira que está estudando fontes alternativas de abastecimento de petróleo caso o embargo às importações iranianas for confirmado. EFE

Bezerra será ouvido no Congresso na quinta-feira


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Oposição quer ouvir ministro sobre favorecimento a Pernambuco, irmão e filho

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, deve ser ouvido pelos integrantes da comissão representativa do Congresso na próxima quinta-feira,12 - e não na quarta-feira, como ele informou no Palácio do Planalto.
Bezerra ligou ontem para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), quando sugeriu uma data para ser ouvido pelos parlamentares. O Congresso está em recesso e é representado por uma comissão presidida por Sarney.
Os partidos querem explicações do ministro Fernando Bezerra sobre três denúncias: a de que transferiu para seu Estado, Pernambuco, 90% dos recursos destinados à prevenção de calamidades; a de que burlou a Lei do Nepotismo, ao manter seu irmão Clementino Coelho na presidência interina da Codevasf por quase um ano e a de que teria favorecido seu filho, o deputado Fernando Coelho (PSB-PE), na distribuição de recursos do ministério para atender às emendas parlamentares.

Republicano promete atacar usina iraniana


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Na véspera da prévia de New Hampshire, Rick Santorum defende apoio a Israel

Denise Chrispim Marin, enviada especial
SALEM - Em seu último comício antes das primárias republicanas que ocorrem nesta terça-feira, 10, em New Hampshire, nordeste dos Estados Unidos, o ultraconservador Rick Santorum prometeu aos eleitores bombardear a usina nuclear de Fordo, no Irã, se for escolhido como candidato do partido e vencer a eleição presidencial de novembro.
Santorum conquistou apoio dos republicanos nas últimas semanas - John Grees/Reuters
John Grees/Reuters
Santorum conquistou apoio dos republicanos nas últimas semanas
Santorum disse que ofereceria um prazo para o Irã desmantelar a usina de enriquecimento de urânio, mas não mencionou se buscaria apoio do Conselho de Segurança da ONU. "Não declararei guerra, mas fazer ataques cirúrgicos à usina de Qom (em referência à central de Fordo), como Israel fez com a Síria", disse - em 2007, um ataque israelense destruiu a usina síria de Deir ez-Zor.
Em seu discurso, o pré-candidato republicano disse não haver argumento sólido para o Irã apostar na energia nuclear, por ser um dos países mais ricos em petróleo. Radical na defesa do apoio irrestrito dos EUA a Israel, Santorum, segundo pesquisas, não deve ter um bom desempenho em New Hampshire, Estado onde os republicanos são tradicionalmente mais flexíveis e tolerantes.
New Hampshire será palco da segunda etapa do processo de escolha do candidato à presidência, na qual todo e qualquer eleitor pode votar, mesmo não sendo registrado como republicano. Cerca de 40% de seu eleitorado é independente, ou seja, não está filiado a nenhum partido.
No entanto, uma vitória republicana nas eleições gerais em New Hampshire é tida como improvável - cerca de 80% dos eleitores prometem votar em Barack Obama se a taxa nacional de desemprego, hoje de 8,5%, cair ainda mais.
Concorrente
O grande favorito para vencer as primárias republicanas no Estado é Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts e vencedor da primeira prévia em Iowa. Em duas pesquisas divulgadas ontem, ele se manteve na frente com folga.
Segundo sondagem da Suffolk University, ele tem 13 pontos porcentuais à frente do segundo colocado, Ron Paul. De acordo com pesquisa da Universidade de New Hampshire, a diferença é de 24 pontos porcentuais. Em caso de vitória, ele será o primeiro republicano a vencer as duas primeiras prévias na história do partido.
A primeira primária após New Hampshire ocorrerá na Carolina do Sul, no dia 21, onde a disputa está mais acirrada. Romney também lidera as pesquisas, mas a diferença é menor. De acordo com o instituto Rasmussen, ele tem apenas 3 pontos porcentuais à frente de Santorum (27% a 24%).
Ligado à organização católica Opus Dei, Santorum tornou-se a principal aposta dos radicais conservadores, sobretudo os fundamentalistas cristãos, para impedir a escolha de Romney, candidato do establishment republicano. Mas, segundo analistas, se o ex-governador de Massachusetts vencer mais uma vez na Carolina do Sul será muito difícil impedir que a vaga do Partido Republicano fique com ele.