12/03/2012

Após 23 anos, Teixeira renuncia à presidência da CBF


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José Maria Marín assume cargo na CBF e também no Comitê da Copa 2014

Tiago Rogero e Sílvio Barsetti - Agência Estado
Por meio de uma carta lida nesta segunda-feira pelo seu sucessor, José Maria Marín,Ricardo Teixeira anunciou oficialmente a sua renúncia da presidência da CBF. O dirigente já havia se licenciado do cargo na semana passada, por motivos de saúde, mas agora decretou a sua saída definitiva do cargo que assumiu em 1989. O dirigente também confirmou a sua demissão do cargo de presidente do Comitê Organizador Local (COL) daCopa do Mundo de 2014, posto que também será assumido por Marín.
Teixeira, de 64 anos, que estava licenciado da CBF, decreta saída definitiva da entidade - Divulgação
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Teixeira, de 64 anos, que estava licenciado da CBF, decreta saída definitiva da entidade
Inicialmente, Marín assumiria o cargo apenas de forma interina, mas Teixeira resolveu deixar a presidência com a justificativa de que precisa cuidar da sua saúde e ficar com a sua família. O fato é, porém, que o dirigente está saindo da CBF pela porta dos fundos depois ter o seu nome envolvido em diversas denuncias de corrupção.
Manifestações públicas de torcedores pela saída de Teixeira do cargo se tornaram frequentes a partir do ano passado e agora, por meio de um texto bem amargurado, ele resolveu se afastar da entidade que comanda o futebol brasileiro. A sua gestão foi marcada pela conquista de dois títulos mundiais, em 1994 e 2002, e pelo vice-campeonato de 1998, na França, mas o presidente sempre esteve longe de ser uma unanimidade no cargo.
"Eu, hoje, deixo definitivamente a presidência da CBF... Futebol em nosso país é associado a duas imagens: talento e desorganização. Quando ganhamos, exaltam o talento. Quando perdemos, a desorganização. Fiz o que estava ao meu alcance. Renunciei à saúde. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias", afirmou Marín, lendo a carta de Teixeira.
Ex-governador de São Paulo, Marín, de 79 anos, assume o cargo de presidente da CBF agora de forma definitiva pelo fato de o estatuto da CBF prever que o vice-presidente mais velho seja o substituto imediato de Teixeira. O ex-mandatário da entidade poderia ter escolhido qualquer um dos cinco vices, mas optou pelo dirigente paulista. 

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