07/02/2012

Em sabatina, Andres revela salário e arranca risos ao falar de Ronaldo e Teixeira; assista


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Atualizado em 07/02/2012 às 00h12.
O presidente licenciado do Corinthians e atual diretor de seleções da CBF, Andres Sanchez, por diversas vezes arrancou risos da plateia que estava na sabatina promovida pela Folha, em parceria com o UOL, nesta segunda-feira no Teatro Folha.


A primeira risada generalizada do público ocorreu logo no início da sabatina, quando foi questionado sobre as denúncias contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

"Não ponho a mão no fogo por ninguém, nem por mim", disse Sanchez, que contou que ganha R$ 75 mil por mês da CBF.


Eram mais de cem pessoas no teatro, quatro delas vestindo camisa do Corinthians e três filmando a sabatina em boa parte do tempo.

O dirigente respondeu às perguntas de José Henrique Mariante, editor do caderno "Esporte" da Folha, Mônica Bergamo, colunista da Folha, Eduardo Scolese, secretário-assistente de redação do jornal, e Ricardo Perrone, blogueiro do UOL, além de questões da plateia.

Os risos, aliás, surgiram em grande parte depois de perguntas feitas pelo blogueiro, com quem Sanchez discutiu algumas vezes.

"Alguns blogueiros escrevem coisas particulares da minha vida", respondeu o dirigente. "Mas não vou dar moral para o seu blog", emendou, arrancando mais risos do público.

Algumas risadas também vieram depois de brincadeiras do corintiano (como fez questão de ressaltar em diversos momentos).

Foi assim quando falou das diferentes formas pelas quais a imprensa, segundo ele, se refere ao futuro estádio do Corinthians. "Itaquerão, Lulão, Andresão, Invejão".

Também fez rir quando disse que chama Ronaldo de gordo, sem tom pejorativo.
Em relação ao cargo na CBF e a influência nos rumos da Copa-2014, brincou que os idosos deveriam ter desconto no "meio-churrasco, meia-pizza, meia-refeição", pois seria mais importante que a meia-entrada para entrarem nos estádios em dias de jogos.

Andres também confirmou que gosta de balada e sai com jogadores. "Gosto de mulher, graças a Deus". E os risos voltaram à plateia.

Leia abaixo mais trechos da sabatina:

LULA

"A única coisa que ele fez de forma efetiva foi na projeção do estádio, quando falaram que ia custar R$ 1 bilhão. Falei para ele [Lula] que não tinha condições de fazer uma obra assim"

"Ele [Lula] pegava no pé do Ronaldo. Falava e cornetava o Ronaldo".

"Cada rodada não, mas que ele cornetava, cornetava. Por ele ter amizade comigo e ser conselheiro do Corinthians ele falava. Ultimamente ele liga menos, até pelo problema que ele está passando. Ele corneta pouco".

RELIGIÃO

"Culto, comigo não vai ter. Não sou contra religião. Acho que os cultos [religiosos] não atrapalham. Mas sou contra"

CONVOCAÇÃO

"Posso proibir uma convocação por problema disciplinar. Mas quem convoca é o treinador"

NEYMAR

"Na primeira [proposta], eu tinha [vendido]. Não é por negociata como alguns insinuam. Eu não sei se o jogador vai quebrar uma perna, a mulher vai trair ele e ele vai enlouquecer. Então, o clube precisa vender"

ITAQUERÃO, NÃO

"A Folha insiste em chamar de Itaquerão. Isso atrapalha uma negociação [de naming rights]. Acho normal a torcida chamar, mas um órgão de imprensa, não. Não tem prejudicado ainda. Tem muitas coisas caminhando, mas não vou revelar porque tem eleição sábado".

FOGO

"Eu não ponho a mão no fogo por ninguém, nem por mim. As pessoas têm de saber o que fazem. Eu acredito na justiça. Eu ouço falar dele e ninguém prova nada"

CRÍTICAS

"Eu aceito critica e acho que a construtiva só acrescenta. Não gosto de coisas pejorativas e pessoais, se eu bebo, se eu fumo. Agora se dizem que contratei errado, se tomei decisão errada, faz parte do ônus do cargo que eu tive"

PRECONCEITO

"Infelizmente eu não tenho curso universitário. Por eu não falar português correto, se eu tiver de ir de bermuda e chinelo eu vou. Infelizmente falam que eu sou baixo claro e usei o clube para chegar à alta sociedade. Quando era garoto sonhava em ser presidente do Corinthians. Não imaginava que seria, imagina quantos chegam."

CORINTHIANS

"O Corinthians hoje pode ter sete ou oito jogadores com nível de salário europeu. Mais que isso não"

"O problema do futebol é empresário. Eles [jogadores] estão no clube desde os sete anos. Quando decide virar jogador e o clube vai investir vem dois advogados. Ele [jogador] já acertou com o empresário, que tem acordo com a família lá atrás. Comprou casa, deu escola, enfim. Aí entra o menino na base. Divido em pizza [o investimento do jogadore com empresários] porque é assim."

Juca Varella/Folhapress

Andres Sanchez, presidente licenciado do Corinthians e atual diretor da CBF, durante sabatina; clique na foto e veja galeria
Andres Sanchez, presidente licenciado do Corinthians e diretor da CBF, em sabatina; clique na foto e veja galeria

Folha

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