03/02/2012

Diretor da Casa da Moeda contratou empresa sem licitação


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Hoje na FolhaA Casa da Moeda contratou por R$ 3,1 milhões, sem licitação, uma empresa representada por um concunhado do diretor da área internacional da estatal, informa reportagem de José Ernesto CredendioAndreza Matais eNatuza Nery, publicada na Folha desta sexta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Em outubro do ano passado, a Casa da Moeda contratou a Landqart, que produz matéria-prima para a fabricação de cédulas encomendadas pela Venezuela.


Quem assina o contrato como procurador da empresa é John Trevor Jones, casado com a irmã da mulher de Sérgio Faria, o diretor da área de internacional.

A estatal não explicou porque fez a escolha sem abrir uma licitação internacional para suprir essa demanda.

Ontem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) instaurou uma sindicância interna para apurar outra suspeita na Casa da Moeda, a de que o ex-presidente do órgão, Luiz Felipe Denucci, recebeu propina de fornecedores do órgão via duas empresas no exterior em nome dele e da filha. Denucci foi demitido no último sábado.

Reportagem da Folha de ontem revelou que a Casa Civil e o PTB avisaram Mantega em agosto passado de que Denucci havia aberto "offshores" em paraísos fiscais que teriam movimentado U$ 25 milhões.

O dinheiro, segundo relatório da empresa WIT, com sede em Londres, veio de comissão paga por suas fornecedoras da Casa da Moeda.

Denucci confirmou a existência das empresas, mas nega ter feito movimentações financeiras com essas contas.

Leia a reportagem completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.

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