30/01/2012

Dilma chega a Cuba entre apelos para que trate direitos humanos


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Tema não faz parte da agenda oficial da presidente, que começa na terça-feira

HAVANA - A presidente Dilma Rousseff chegou nesta segunda-feira a Havana, em meio a apelos de cubanos para que intervenha na questão de direitos humanos, um tema que, publicamente, não faz parte da agenda oficial.

Dilma foi recebida no aeroporto internacional José Martí pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez, de quem recebeu um buquê de flores. A presidente não deu declarações à imprensa.

A agenda oficial começa na terça-feira, com a assinatura de acordos nas áreas de saúde e agricultura e uma reunião com o presidente cubano, Raúl Castro.

Brasil e Cuba discutem a possibilidade de uma ligação aérea direta entre os dois países. Atualmente, os brasileiros que querem visitar a ilha fazem uma conexão no Panamá. Dilma também irá visitar as obras do Porto de Mariel, financiadas pelo BNDES.

Dilma não deverá discutir abertamente questões internas de Cuba e nem mesmo problemas de direitos humanos, apesar da pressão dos dissidentes. O clima está mais nebuloso depois da morte do preso Wilman Villar Mendoza, há duas semanas, após uma greve de fome de cerca de 50 dias.

Outro assunto sensível é o da blogueira cubana Yoani Sánchez, que fez um apelo pessoal a Dilma para que a ajudasse a deixar a ilha. Yoani ganhou um visto brasileiro, mas agora espera a improvável autorização de Havana, que já lhe negou o direito de saída 20 vezes.

O Globo
 


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