10/12/2011

Enquanto ministros aprontam, Tiririca brinca, e Sarney briga


Share/Bookmark

No mais cruel dos dias para os pecadores, o PT será devolvido à hora do pesadelo


Share/Bookmark
O ministro Fernando Pimentel vai atravessar o fim de semana acordado em companhia de muitos militantes do PT. Duas páginas bastarão para garantir a insônia do Antonio Palocci mineiro. A reportagem de capa  induzirá uma multidão de companheiros a viver a hora do pesadelo. Com base em gravações feitas com autorização judicial pela Polícia Federal, informa a Carta ao Leitor, “VEJA conta, com exclusividade, a história secreta da mais ousada incursão do petismo na falsificação deslavada”. A reportagem mostra “petistas de todos os coturnos negociando com um conhecido estelionatário a montagem de uma lista falsa de tucanos que receberiam dinheiro da estatal Furnas”.
O objetivo do bando era provar que o mensalão foi inventado pelos adversários do PT. Como saberão os leitores neste sábado, acabaram produzindo outra obscena coleção de casos de polícia.

Augusto Nunes

MATÉRIA DA CAPA - COMO O GANGSTERISMO PETISTA SE ORGANIZOU PARA INCRIMINAR INOCENTES E, ASSIM, LIVRAR A CARA DOS CULPADOS. E TUDO ESTÁ GRAVADO!


Share/Bookmark
dirceu-e-os-falsarios
Ao longo desses anos, não foram poucas as vezes em que me acusaram de ser um tanto exagerado nas críticas ao petismo. Serei mesmo? A reportagem de capa desta semana da VEJA demonstra até que ponto eles podem mergulhar na abjeção. Operam, tenho dito aqui, com a inversão orwelliana mais rudimentar: o crime passa a ser uma virtude; e os inocentes, criminosos. Sem limites, sem pudores, sem receios.
A saída que o PT encontrou para tentar se safar do mensalão foi afirmar que tudo não passava de caixa dois de campanha e que todos, afinal de contas, agem do mesmo modo. Só que era preciso “provar” a tese. E ONDE ESTAVAM AS TAIS PROVAS? NÃO EXISTIAM! ORA, SE NÃO EXISTIAM, ENTÃO ELES PRECISAVAM SER FORJADAS. É simples chegar a essa conclusão quando se é petista.
O que VEJA traz, numa reportagem de sete páginas, de autoria de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel, revela uma operação típica do mais descarado gangsterismo político. Pior: há evidências de que a cúpula do partido não só sabia de tudo como estava no controle. Vamos ao caso.
Lembram-se da tal “Lista de Furnas”? Ela trazia nomes de líderes da oposição que teriam recebido dinheiro da estatal de maneira ilegal, não-declarada, quando eram governistas e compunham a base de FHC. Gravações feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, a que VEJA teve acesso, provam que era tudo uma tramóia operada por dois deputados do PT de Minas. Reproduzo um trecho da reportagem (em azul):
(…)

Os falsários apresentaram duas listas. A primeira, uma cópia xerox, e a segunda, que deveria ser a original, mas era uma fraude ainda mais grotesca. Uma perícia da polícia revelou depois que havia discrepâncias significativas entre os dois documentos, e um jamais poderia ter se originado do outro. O grupo de estelionatários, porém, precisava levar o plano a frente e, para tentar conferir alguma autenticidade à armação, decidiu também forjar recibos assinados pelos políticos beneficiados. É a partir desse momento da trama que as gravações feitas pela polícia são mais reveladoras da ousadia dos petistas em usar a máquina do estado para cometer crimes. Há conversas entre o estelionatárioNilton Monteiro, o fabricante das listas, e os deputados petistas Rogério Correia Agostinho Valente (hoje no PDT). Os diálogos mostram que, em todas as etapas da fabricação da lista, Nilton age sob os auspícios dos dois parlamentares, que lhe prometem, além do apoio logístico, dinheiro e, principalmente, “negócios” em empresas estatais ligadas ao governo federal como compensação pelos serviços prestados.
(…)
Assessores parlamentares estavam em contato frequente com Nilton para discutir formas de obter a assinatura do ex-diretor de Engenharia de Furnas Dimas Fabiano Toledo, o suposto autor do documento. Eles encaminham o estelionatário ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro, entidade filiada à CUT, a central sindical dominada pelo PT. Lá, ele seria ciceroneado por dirigentes sindicais e teria acesso a documentos da estatal. (…) Em uma conversa com Nilton, Simeão de Oliveira, assessor mais próximo do
deputado Rogério Correia, explica como proceder: “Eles [Furnas] assinam coisas para eles [o Sindicato] direto, aí eles vão olhar e falar se tem o do Dimas (…) Explica pra ele pra que é, o que é, entendeu?”. Como a tentativa de obter a assinatura junto ao sindicato fracassa, Simeão elabora uma estratégia paralela, que prefere não revelar ao falsário. Limita-
se a dizer que as assinaturas chegarão por Sedex. São particularmente reveladoras as conversas em que os envolvidos discutem a obtenção de assinaturas de políticos da base de FHC para fabricar recibos do suposto caixa 2. Nilton e o assessor de Rogério Correia conversam sobre os padrões das assinaturas dos deputados da oposição - e se questionam se conseguiram mesmo as assinaturas corretas.
(…)
Em um dos diálogos, Nilton Monteiro discute com Simeão de Oliveira os padrões gráficos das assinaturas do então líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia, do DEM , e do então líder do PSDB , Antônio Carlos Pannunzio. Em relação a Aleluia, Nilton não tem certeza quais os valores lhe serão atribuídos. “Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 o recibo dele”, comenta o lobista. Eles também incluem na discussão os nomes de Gilberto Kassab, que assumiria a prefeitura de São Paulo no lugar do tucano José Serra, que renunciaria ao cargo para disputar a eleição para o governo paulista, e o então presidente do DEM , deputado Rodrigo Maia.
(…)
A recompensa pelos préstimos de Nilton incluía, segundo as gravações, a liberação de recursos em bancos públicos. Em uma discussão com Rogério Correia, Nilton se mostra confiante: “Vou acabar com eles tudinho”. Mas, antes, cobra o que foi prometido: “Eu quero aquele negócio que foi escrito no papel. São aqueles negócios que eu pedi da Caixa e do Banco do Brasil, pra liberar pra mim urgente no BNDES”, afirma.
(…)
Em alguns trechos, o lobista cita a necessidade de tratar do negócio com a então senadora Ideli Salvatti, atual ministra de Relações Institucionais, outra figura cativa nos episódios envolvendo dossiês suspeitos. “Tivemos contato em apenas dois episódios. Nem eu nem meus assessores participamos da obtenção da lista”, mentiu Correia quando ouvido por VEJA. A parceria entre o deputado Correia e o estelionatário inclui os serviços advocatícios do petista William dos Santos - que serve também como elo entre seu cliente e a figura de proa do petismo naquele era sombria, José Dirceu, principal réu do Mensalão.
(…)
Leiam a íntegra na versão impressa. A edição traz a transcrição de alguns diálogos. Reproduzo um:
O estelionatário Nilton Monteiro conversa com Simeão de Oliveira, assessor do deputado petista Rogério Correia. Eles combinam a fraude. Para dar autenticidade à chamada “lista de Furnas” era necessário a apresentação de recibos assinados pelos políticos acusados. Monteiro estava empenhado em arrumar as assinaturas para montar os documentos falsos.
Simeão: (…) Eu já estou aqui com José Carlos Aleluia.
(…)
Nilton: Vem cá, a assinatura dele é um JC. Parece um U.
S: Parece um M, isso.
N : Isso, então é isso mesmo. Então eu já recebi esse cara, viu?
S: É.
N: Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 reais. Eu acho que é 75 000 o recibo dele.
S: O do Pannunzio.
N: Pannunzio é uma assinatura toda esquisita, né?
S: É um trem doido.
(…)
S: Quem mais? O Kassab.
N : O Kassab é um G Kassab.
(…)
S: Uai, então você tem esse trem tudo original, Nilton?
N: É lógico. Você fica na tua, sô. Por isso que eles estão tudo doido.
(…)
N: Rodrigo Maia é Rodrigo e o final Maia entre parênteses.
S: Ahn?N: Parece que é Rodrigo e depois um M.
S: Não, não é esse, não.
N: Então mudou a assinatura dele. Esse eu soube que ele tava mudando.
S: Não é, não.
N:
 Então, mudou. É Rodrigo…
S: Não, tem não.
N: Ih, então mudou a assinatura. Bem que falaram comigo, viu? Filho da p…, viu?
QUADR ILHA Nilton Monteiro, quando foi preso em outubro passado, e os deputados petistas Rogério Correia (acima) e Agostinho Valente (hoje no PDT): os políticos mineiros prometeram ao estelionatário dinheiro e “negócios” em bancos do governo federal como pagamento pela falsificação da chamada “lista de Furnas”
QUADRILHA - Nilton Monteiro, quando foi preso em outubro passado, e os deputados petistas Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT): os políticos mineiros prometeram ao estelionatário dinheiro e “negócios” em bancos do governo federal como pagamento pela falsificação da chamada “lista de Furnas”
Por Reinaldo Azevedo

Cliente de Pimentel, Fiemg emplacou nome em ministério


Share/Bookmark

Robson Andrade, hoje no comando da CNI e antes à frente da federação, indicou a titular da Secretaria de Produção

IURI DANTAS / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), principal cliente da empresa de consultoria do ministro Fernando Pimentel, a P-21, emplacou uma indicação política na pasta comandada pelo petista: a secretaria responsável pela definição de benefícios à indústria.
Fontes ouvidas pelo Estado confirmam que o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, convenceu Pimentel a nomear Heloisa Meneses como titular da Secretaria de Desenvolvimento da Produção (SDP). Andrade, Meneses e Pimentel saíram de Belo Horizonte para Brasília.
Andrade comandava a Fiemg quando a entidade patronal pagou R$ 1 milhão à empresa de Pimentel por serviços de consultoria econômica em sustentabilidade. À época, Meneses coordenava o Instituto Euvaldo Lodi, vinculado à Fiemg e à CNI, em Minas Gerais.
Mudando de cidade, o trio continuou em contato permanente. A SDP é o alvo principal de lobistas no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e mantém negociações permanentes com a CNI para discutir mecanismos de estímulo ao setor produtivo.
O presidente da CNI negou, por intermédio de sua assessoria de imprensa, a indicação política. O Ministério do Desenvolvimento não se pronunciou até o fechamento desta edição.
Como presidente da CNI, Andrade elogiou publicamente as medidas do Plano Brasil Maior. As principais medidas do plano preveem a desoneração da folha de pagamentos de alguns setores escolhidos a dedo pelo governo e a devolução para exportadores de 3% do valor das mercadorias vendidas ao exterior.

Procurador sugere presídio para corruptos


Share/Bookmark
AE - Agência Estado
O procurador da República em Mato Grosso do Sul, Ramiro Rockenbach, ajuizou esta semana ação civil pública na Justiça Federal pedindo que a União construa no Estado um presídio exclusivo para corruptos. A proposta, segundo ele, seria uma resposta concreta do Judiciário às recentes mobilizações contra corrupção. A ação foi ajuizada na semana do Dia Internacional de Combate à Corrupção, na data de ontem.
O procurador argumenta que todos fazem sua parte: a Polícia Federal prende, o Ministério Público Federal denuncia e a Justiça Federal condena. Mas a União não dispõe de um local para colocar os condenados por crimes federais. Segundo ele, o presídio de corruptos daria mais transparência e serviria como termômetro para medir o desfecho dessas ações. "Os corruptos, no Brasil, passarão a ter endereço certo". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Dilma lembra ataques que sofreu como ministra e dá ordem a Pimentel: ‘Resista’


Share/Bookmark

Alvo de suspeita de tráfico de influência por consultorias a empresas com convênios com Prefeitura de BH, ministro é o primeiro da cota pessoal da presidente a sofrer desgaste após 7 demissões

Tânia Monteiro e Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo
Dilma ordena ao ministro: ‘Resista’
BRASÍLIA - Depois de demitir sete ministros em quase um ano de governo, a presidente Dilma Rousseff está disposta a manter o titular do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, alvo de suspeita de tráfico de influência nas atividades de consultoria exercidas por sua empresa, a P-21. "Resista!", ordenou a presidente ao ministro. "Tem gente que sobrevive. Eu sobrevivi."
Dilma determinou o contra-ataque na quinta-feira, ao lembrar que também foi duramente atacada por 45 dias, em 2009, quando era chefe da Casa Civil, mas provou a falsidade das informações. Na ocasião, uma ficha criminal inverídica - que chegou a ser publicada - dava conta de que o grupo de Dilma, militante de extrema-esquerda, teria participado de seis assaltos, entre 1968 e 1969. Na lista estavam roubos a bancos e o assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, com cerca de US$ 2,4 milhões.
"Você bem sabe que eu nunca participei de ação armada nem dei um tiro", disse Dilma a Pimentel, segundo relato de auxiliares. Amiga de juventude de Pimentel, a presidente militou com ele no Comando de Libertação Nacional (Colina) e na Vanguarda Armada Revolucionária (VAR-Palmares (VAR-Palmares), durante a ditadura.
Agora, Pimentel é o primeiro ministro da cota pessoal de Dilma a cair em desgraça. Todos os outros ou foram herdados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou indicados por partidos aliados. Na prática, nem mesmo a ala majoritária do PT queria que ele fosse ministro.
Clientes da empresa de consultoria de Pimentel firmaram negócios com a Prefeitura de Belo Horizonte, comandada por ele de 2003 a 2008, gerando suspeitas.
Embora o governo esteja preocupado com a exposição de Pimentel, a recomendação é para que ele não baixe a guarda. O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou ontem que o Pimentel "tem respondido com firmeza a todas as questões". "O importante é que ele tem o nosso apoio. É uma pessoa de muito respeito." Nos bastidores do Planalto, o comentário é que as denúncias contra Pimentel partem de "fogo amigo" na seara petista, em Belo Horizonte. Há quem identifique vazamentos de dados da Secretaria de Finanças.

08/12/2011

Sócio de ministro em consultoria pede demissão da Prefeitura de BH


Share/Bookmark

Otílio Prado deixou o cargo a pedido do prefeito Márcio Lacerda (PSB), que quer evitar que as denúncias contra Fernando Pimentel (Desenvolvimento) respinguem na sua gestão

Bruno Boghossian, enviado especial do estadão.com.br
BELO HORIZONTE - O sócio do ministro Fernando Pimentel na empresa P-21 Consultoria e Projetos, Otílio Prado, deixou nesta quinta-feira, 8, o cargo que ocupava na Prefeitura de Belo Horizonte. No pedido de exoneração aceito pelo prefeito Márcio Lacerda (PSB), ele afirma que pretende evitar "constrangimento indevido" à administração municipal.
Lacerda teria pressionado Otílio a deixar a função de assessor para tentar blindar sua gestão das denúncias sobre os serviços prestados pela empresa de consultoria. Oficialmente, no entanto, a decisão de deixar o cargo na administração municipal foi do próprio sócio de Pimentel.
Um aliado relata que Otílio se sentiu especialmente atingido quando foi divulgada a informação de que uma empresa de seu filho, Gustavo Prado, seria uma das clientes da P-21 e teria recebido dinheiro da construtora HAP Engenharia, que tem contratos com a prefeitura de Belo Horizonte.
A carta de demissão foi enviada na quinta-feira à tarde a Lacerda, mas a exoneração só deve ser concretizada na sexta-feira, 9, uma vez que era feriado municipal na capital mineira. No texto, Otílio avalia que "inexiste incompatibilidade" entre o cargo exercido na prefeitura e sua participação na P-21. Mesmo assim, ele pede para deixar o cargo.
"Não quero de nenhuma forma criar constrangimento indevido à figura do prefeito (...) e tampouco causar prejuízo à imagem desta administração e também à figura do ministro Fernando Pimentel", afirma, em um trecho da carta.
Otílio alega que tinha participação discreta na sociedade e que "toda a atividade da empresa P-21" era exercida por Pimentel, pois os serviços abrangiam "questões afetas à expertise detida pelo ex-prefeito e atual ministro".

06/12/2011

Tribunal baiano nega habeas corpus para Marcos Valério


Share/Bookmark
SÃO PAULO - O desembargador Jefferson dos Santos, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), indeferiu na tarde desta terça-feira os quatro habeas corpus impetrados em favor do publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes Souza e de seus ex-sócios, Ramon Hollerbach Cardoso, Francisco Marcos Castilho Santos e Margareth Maria de Queiroz Freitas.

O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, disse que prefere aguardar a notificação oficial do Tribunal de Justiça da Bahia para se manifestar. No habeas corpus, Leonardo havia argumentado que não haveria fundamento para a manutenção da prisão preventiva por tempo intederminado do grupo. Segundo ele, os crimes de formação de quadrilha e falsificação de documento público, de que os quatro são acusados, já teriam sido prescritos, além de eles não oferecerem risco à produção de provas.

Conhecido como o operador do esquema de compra de votos de parlamentares, o Mensalão, Valério e outras 15 pessoas foram presas durante a operação Terra do Nunca, na última sexta-feira, acusados de envolvimento em um esquema de grilagem de terras em São Desidério, no Oeste baiano (870 km de Salvador). Ele divide cela especial com os dois ex-sócios na sede da Polinter, em Salvador.

O Globo
 

Hugo Chávez ri de anúncio em que 'beija' Barack Obama


Share/Bookmark


CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, riu do anúncio da Benetton em que ele aparece beijando seu rival ideológico Barack Obama, presidente dos EUA, e disse que se trata de uma "boa piada". A foto foi parte de uma polêmica campanha da grife italiana, que mostrava líderes políticos e religiosos se beijando na boca, sob o slogan "unhate" (algo como "desodeie").

O Vaticano anunciou a decisão de processar a Benetton por causa da imagem em que o papa Bento 16 aparece beijando um imã muçulmano. Já Chávez levou o assunto na esportiva."Eu nem tinha visto isso! E como o Obama aparece lá? Com os olhos fechados, como que inspirado?", brincou Chávez ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, e antes de ver a imagem."Caramba, é um selinho", gargalhou ele ao ver a foto. "Zoam comigo o tempo todo, mas não faço nada (...). Minha tendência pessoal e espiritual é rir de mim mesmo. Foi uma boa piada."

A Benetton, que cedeu à pressão para retirar a imagem do papa, disse que a intenção da campanha era combater a cultura do ódio. A empresa é famosa por suas publicidades polêmicas.Ainda em tom de brincadeira, Chávez disse que espera alguma recompensa por sua tolerância. "Pelo menos uma gravatinha vão me mandar, nem que seja uma gravatinha, mas de Natal", disse o líder socialista. "Faço um reconhecimento ao publicitário, acho que é uma boa piada", acrescentou. Logo depois da posse de Obama, Chávez se encontrou com ele e lhe deu um livro. Mas as esperanças de reaproximação entre Caracas e Washington rapidamente desapareceram, e as relações entre os dois países continuam péssimas.

O Globo
 

'Eu estou desencarnando ainda', diz Lula


Share/Bookmark
DilmaLula2_DIvulgacao_06122011.jpg


DAIENE CARDOSO - Agência Estado
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou no início da noite de hoje o Hotel Transamérica, na capital paulista, onde se reuniu por quase quatro horas com a presidente Dilma Rousseff. O petista estava acompanhado do governador do Rio Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), com quem se encontrou no saguão do hotel. O ex-presidente foi perguntado pelos jornalistas se havia dado algum conselho à presidente durante o encontro.
"Eu estou desencarnando ainda", brincou o petista, que estava bem-humorado e fez questão de cumprimentar as pessoas no saguão do hotel. A voz do ex-presidente, que apresentou rouquidão após a primeira sessão de quimioterapia, no combate a um câncer de laringe, estava normal. O petista deixou o hotel vestindo um chapéu negro e óculos de grau.
O governador do Rio de Janeiro, que participará na noite de hoje de evento da Revista IstoÉ, disse que fez questão de cumprimentar o ex-presidente. "Eu vim dar um abraço no amigo, no líder", afirmou. Dilma e Lula driblaram a imprensa à tarde para se reunir, em um encontro reservado, no hotel da zona Sul da capital. A presidente chegou à capital paulista por volta das 15 horas, quando desembarcou no Aeroporto de Congonhas. Lula, que hoje despachou durante uma hora na sede do Instituto Lula, deixou o escritório por volta das 15h30. A assessoria de imprensa da Presidência da República informou mais cedo que a presidente cumpriria uma "agenda privada" à tarde e que, por isso, o compromisso não seria revelado.

Pimentel, do MDIC, é o novo alvo da oposição


Share/Bookmark
EUGÊNIA LOPES - Agência Estado
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, é o novo alvo da oposição. Ao mesmo tempo em que tentam aprovar a convocação de Pimentel para explicar a atuação de sua empresa, a P-21 Consultoria e Projetos, entre 2009 e 2010, os tucanos vão atuar em outras duas frentes: entram com representação junto à Comissão de Ética Pública da Presidência da República para verificar se o petista infringiu o Código de Ética e junto ao Ministério Público do Distrito Federal para analisar se houve improbidade administrativa.
Hoje, o PPS protocolou requerimento na mesa diretora da Câmara solicitando que Pimentel se explique sobre a denúncia de que sua empresa teria faturado mais de R$ 2 milhões com consultorias, entre 2009 e 2010. Reportagem publicada pelo jornal O Globo sugere tráfico de influência da consultoria do ministro em licitações da Prefeitura de Belo Horizonte e a não prestação de serviços pagos pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
"O ministro deve muitas explicações à sociedade. É preciso esclarecer em que circunstâncias ocorreram estas consultorias, já que Pimentel se preparava para ser importante coordenador da campanha da então candidata Dilma Rousseff", afirmou o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR). Para o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), as semelhanças entre o caso de Pimentel e do ex-ministro Antonio Palocci (PT) são grandes. Em junho, o petista deixou o governo depois de não conseguir explicar o aumento de seu patrimônio em 20 vezes, no período de quatro anos.