07/10/2011

Carla Zambelli, líder do Varre Brasil: ‘Ou param com a corrupção ou paramos o país’


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Carla Zambelli
Carla Zambelli
Júlia Rodrigues
Quem se torna uma figura conhecida por organizar um dos grupos mais ativos no combate à corrupção fica sujeito a mais desconfortos e incômodos do que se imagina. Carla Zambelli, líder do Varre Brasil, conhece alguns – começando pela exposição familiar e pela dupla jornada de atividades. Mas tem suficiente jogo de cintura para administrá-los. “Precisei bloquear fotos e vídeos pessoais no meu Facebook, além de ter de ouvir meu namorado se queixar de que passo mais tempo nas manifestações do que com ele”, conta. “Trabalho pelo menos 44 horas semanais como gerente de projetos e, nas horas vagas, administro o movimento”.
Carla está convencida de que vale a pena. Além do Varre Brasil, ela também ajudou a fundar o NASRUAS. A seu lado, outros 50 voluntários garantem o entrosamento dos dez grupos de manifestantes que decidiram protestar unidos no dia 12 de outubro. São três as bandeiras comuns: fim do voto secreto no Congresso, adoção da lei da Ficha Limpa nas eleições de 2012 e inclusão da corrupção no rol dos crimes hediondos. Carla encara a terceira com ceticismo.  “O Congresso até pode aprovar, mas qual político será condenado?”, duvida.
Os organizadores esperam reunir pelo menos 5 mil pessoas na Avenida Paulista. Carla se anima com o crescimento das mobilizações também em outros pontos do país. “Em São José dos Campos e Vila Velha, tudo indica que será grande”, exemplifica. “Estão produzindo panfletos e camisetas para divulgar o evento. No Maranhão, onde apareceram apenas 12 pessoas no dia 7 de setembro, já são esperadas cem. Estamos crescendo”.
A aversão a partidos e políticos é uma das mais fortes características dessa nova geração de descontentes. Segundo Carla, a possibilidade da fundação de um novo partido foi examinada, mas morreu no berço. “Não queremos que pareça que estamos fazendo autopromoção”, justifica. Os grupos nasceram da indignação de muitos brasileiros com a corrupção institucionalizada. Ela considera prematura a ideia de fechar a lente em determinados casos individuais. “A corrupção está instalada nos três Poderes e atinge todos os níveis de governo: federal, estadual e municipal”, afirma. Para Carla, o mensalão é mais um entre muitos escândalos. Por esses motivos, preferem concentrar-se em unanimidades nacionais. “Não podemos deixar que Paulo Maluf, José Dirceu, Antônio Palocci, José Sarney e Jaqueline Roriz fiquem impunes”, diz.
Ao contrário do ocorrido na década de 60 e no início dos anos 90, a maioria dos grupos não é formada por líderes estudantis, mas por homens e mulheres de 30 a 50 anos. “O que estamos fazendo deveria ser feito pelos estudantes”, registra. Aos 31 anos, mãe de um filho de três, decidiu assumir as rédeas do movimento por não se conformar com a apatia da juventude.
Publicamente, os políticos ignoraram os protestos de 7 de setembro. Mas há sinais evidentes de que eles temem o crescimento da ameaça. Dias depois do ato que reuniu cerca de 4 mil pessoas na Avenida Paulista, internautas com falsa identidade acessaram as páginas no Varre Brasil para espalhar a discórdia entre os militantes. “Descobrimos que os computadores usados para fazer essa picuinha eram do Congresso Nacional”, revela. Para os políticos que tentam enfraquecer o movimento, Carla manda um recado: “Não iremos desistir. Ou param com a corrupção ou paramos o país”.

Rússia concede novo crédito de US$ 4 bi à Venezuela


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Os recursos são destinados à cooperação militar entre os dois países

Juan Barreto/AFP
Hugo Chávez em cerimônia com o vice-primeiro-ministro russo Igor Sechin
Hugo Chávez em cerimônia com o vice-primeiro-ministro russo Igor Sechin: "Temos o direito de equipar nossas forças de defesa.(...) Estávamos desarmados. Muito obrigado, de verdade"
Caracas - A Rússia concedeu à Venezuela um novo crédito no valor de 4 bilhões de dólares para cooperação técnico-militar e que se soma a outros empréstimos anteriores com os quais Caracas fortaleceu sua defesa, informou o presidente venezuelano Hugo Chávez, durante cerimônia de assinatura realizada na noite de quinta-feira.
"Agradeço muito ao governo russo por este crédito", declarou Chávez. "Temos o direito de equipar nossas forças de defesa. É uma obrigação minha como chefe de Estado e comandante das Forças Armadas. Estávamos desarmados. Muito obrigado, de verdade", acrescentou.
O governo de Caracas assinou entre 2005 e 2007 contratos de compra de armas rusas no valaor de mais de 4 bilhões de dólares para adquirir aviões Sukhoi, helicópteros de combate e fuzis.
Em 2010 a Venezuela recebeu outro empréstimo de Moscou, de 2,2 bilhões de dólares, para comprar tanques T-72 e um número não determinado de mísseis S-300.

05/10/2011

RECORD: Estranhas contas


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Duas entrevistas recentes de diretores da Record lançaram dúvidas no mercado sobre o real faturamento da emissora. No mês passado, o diretor comercial da Record Rio, Thomaz Naves, disse em entrevista ao Meio e Mensagem que a emissora no estado deve fechar o ano arrecadando 280 milhões de reais, o que representaria 15% do que a rede recebe em âmbito nacional. Diante da frase, um cálculo permitiria projetar o faturamento de 1,8 bilhão de reais da Record nacional até o fim do ano.
No dia 27, no entanto, Walter Zagari, presidente comercial da emissora, apresentou números bem diferentes. Segundo Zagari, a Record fechará o ano com faturamento de 3,5 bilhões de reais, valor duas vezes maior do que o projetado por Naves.
(Atualização, às 10h23. Thomaz Naves liga para dizer que o Meio e Mensagem trocou as bolas ao reproduzir o seu pensamento: “O que eu disse é que a Record Rio fatura 8% do total da rede e que tem potencial para chegar a 15%”)
Por Lauro Jardim

Cunhada diz que Temer se irritou com ensaio dela na "Playboy"


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DE SÃO PAULO
Como prévia do ensaio que fará para a "Playboy", Fernanda Tedeschi, 25, aparece seção "Happy Hour" da revista.
Além de foto só de calcinha, a cunhada do vice-presidente da República, Michel Temer, deu entrevista à publicação.
"No começo meu cunhado não gostou muito", afirmou ela, que disse ter assinado com a revista sem ninguém saber.
Fernanda é a irmã mais nova de Marcela Temer, 28, que arrancou olhares e comentários na posse de Dilma Rousseff.
Ela deve estampar uma das próximas capas da revista e disse estar se sentindo "ansiosa, mas também gostosa".
Luis Crispino
Fernanda Tedeschi na "Playboy"
Fernanda Tedeschi, irmã mais nova da Marcela Temer, que aparece sensual na seção "Happy Hour" da "Playboy"
Luis Crispino
Fernanda Tedeschi na "Playboy"
Fernanda Tedeschi, irmã mais nova da Marcela Temer, que aparece sensual na seção "Happy Hour" da "Playboy"

Morre Steve Jobs, criador da Apple, iPod, iPhone, iPad...


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O gênio visionário – responsável por revolucionar segmentos da indústria e colocar a tecnologia na palma da mão do consumidor – tinha 56 anos e lutava contra um câncer de pâncreas. Perfeccionista e inventivo, transformou a empresa criada na garagem de seus pais em uma das mais valiosas do planeta

Jobs, em 2009: protagonista de uma das sagas mais fascinantes de nosso tempo
Jobs, em 2009: protagonista de uma das sagas mais fascinantes de nosso tempo (Robert Galbraith/Reuters)
Steve Jobs – o gênio da tecnologia responsável por revolucionar ao menos três segmentos da indústria (computação pessoal, música, e telefonia) e inovar outra (animação para filmes) – morreu nesta quarta-feira, aos 56 anos de idade. Ex-CEO e força criativa por trás da Apple, ele lutava desde 2003 contra um câncer raro no pâncreas, que o levou a deixar, em agosto, a direção da companhia que ele fundou em 1976 e ajudou a transformar em uma das mais valiosas do planeta. Jobs deixa a mulher, Laurene, e quatro filhos – três mulheres e um homem.
No site da empresa, uma nota faz uma homenagem a Jobs, que sofria de câncer e estava afastado da companhia desde agosto: "A Apple perdeu um gênio visionário e criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível. Aqueles que tiveram o prazer de conhecer e trabalhar com Steve perderam um amigo querido e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma companhia que somente ele pôde erguer e seu espírito será para sempre a essência da Apple".
Jobs protagonizou uma das sagas mais fascinantes de nosso tempo, uma aventura digna de filme. Reúne drama familiar, construção de um império, traição empresarial, superação e, sim, romance. Colocado para adoção logo após o nascimento, o menino nascido em São Francisco, na Califórnia, foi acolhido por uma família simples com a condição de que pudesse cursar a universidade. Uma vez lá, o jovem Steven Paul abandonou os estudos, trocando a graduação promissora por um incerto curso de caligrafia e uma viagem mística pela Índia. De volta aos Estados Unidos, inventou na garagem dos pais, ao lado de um amigo, Steve Wozniak, o que viria a ser o primeiro computador pessoal do mundo. Aos 20 anos, a dupla fundou a Apple. Três anos depois, acumulava 100 milhões de dólares. Aos 30, Jobs foi expulso da companhia pelo homem que ele mesmo contratara, John Sculley. Fora da "maçã", fundou outra empresa de computadores e comprou, do cineasta George Lucas, uma produtora de animações, a Pixar, por 10 milhões de dólares – 11 anos depois, a empresa seria vendida por 7 bilhões de dólares com filmes como Toy Story no currículo. Aos 42, Jobs foi convocado de volta à Apple para salvar a empresa da falência. Nos anos seguintes, lançou o iPod, iniciando a revolução no mercado de distribuição de música, o iPhone, catapultando o setor de smartphones, e o iPad, promovendo movimentação no setor editorial. Ao final do ciclo, a Apple chegou a ocupar o posto de empresa mais valorizada do planeta, avaliada em cerca de 350 bilhões de dólares. A última década de vida, talvez a mais frutífera, foi marcada também pela batalha contra um câncer no pâncreas. Uma trajetória de tirar o fôlego.
Jobs não criou tudo sozinho, é claro, mas não há dúvidas de que seu espírito – exigente e inventivo – foi decisivo para moldar a tecnologia que chegou às mãos do consumidor no último quarto de século. Foi ele, por exemplo, quem insistiu com Wozniak na ideia de levar o Apple I, primeiro computador pessoal, ao grande público. Foi dele também a decisão de abandonar, no início da década passada, o desenvolvimento do tablet e, em seu lugar, abraçar o projeto que desaguaria no iPhone, aparelho que de fato apresentou ao mundo o celular inteligente (o tablet ficaria para depois).
Wozniak, o amigo e cofundador da Apple, concorda com todos os talentos atribuídos a Jobs – apurado senso estético, capacidade de liderar, visão de mercado, poder de comunicação... Mas aponta um que, a seu ver, distancia o ex-CEO da esmagadora maioria dos líderes empresariais e também da maior parte dos mortais: "Ele sabe o que as pessoas querem ver nos produtos e também o que não querem. É um entendimento total do que motiva o ser humano."
O nome de Jobs está presente em nada menos do que 313 patentes, que tratam de invenções, usadas em produtos como desktops, iPods, iPhones e iPads. Até alguns itens de decoração utilizados nas lojas da Apple foram registrados pelo ex-CEO. As patentes se referem a tecnologia, funcionalidades e também ao design dos aparelhos, um aspecto essencial para Jobs. "Design não é apenas a aparência de um produto. Design é como ele funciona." Várias vezes, ele deixou claro seu interesse pela zona de contato entre técnica e design e sua admiração pelo renascentista Leonardo Da Vinci (1452-1519), o mestre que pintou aMonalisa e esboçou um protótipo do helicóptero.
"Steve Jobs é o Henry Ford da tecnologia", aposta Leander Kahney, autor do livro A Cabeça de Steve Jobs, que procura dissecar o método do americano. "Ele é o maior inovador na indústria da tecnologia voltada ao consumidor." Carmine Gallo, colunista da revista Businessweek, complementa a comparação: "Ele mudou totalmente o modo como interagimos com equipamentos digitais. Se não fosse por Jobs, ainda estaríamos digitando linhas de comando, em linguagem de máquina." Perfeccionista, Jobs criou produtos de uso simples, mas com aparência sofisticada, que mexeram com o imaginário de seus consumidores, criando uma legião de fãs da Apple.
Tanta exigência teve seu preço. Jobs passou a ser conhecido como um chefe implacável, que podia demitir um funcionário no elevador caso ele não tivesse na ponta da língua resposta sobre um produto em desenvolvimento na companhia. Em outras situações de trabalho, era comum que os colaboradores fossem interrompidos logo que pronunciavam as primeiras palavras de um raciocínio: "Já entendi. Mas o que penso sobre esse assunto é o seguinte..."
O executivo não era surdo às críticas, e chegou a explicar suas razões. "Algumas pessoas não estão acostumadas com um ambiente onde se espera excelência", disse certa vez. Em outra oportunidade, mostrou o peso de ser líder: "É doloroso trabalhar com algumas pessoas que não as melhores do mundo e precisar livrar-se delas. Mas constatei que minha função, às vezes, consiste exatamente nisso: descartar algumas pessoas que não correspondem às expectativas." A melhor autodefinição, contudo, talvez seja a seguinte: "Meu trabalho é não ser fácil com as pessoas. Meu trabalho é torná-las melhores."
"Steve nunca permitiu que a Apple fizesse produtos apenas razoáveis, nem mesmo bons: ele só aceitava os excelentes", afirma Wozniak, o amigo de juventude com quem Jobs criou o primeiro computador pessoal. Até mesmo rivais reconheceram a estatura do executivo não apenas na condução dos negócios da Apple, mas também seu carisma para liderar e motivar sua equipe e cativar consumidores. Foi o caso de Bill Gates, o fundador da gigante de software Microsoft: "Ao pensar em líderes que conseguem inspirar seus funcionários, Steve Jobs é o melhor que já conheci. Ele acredita na excelência de seus produtos e é capaz de comunicar isso."
Sem seu principal criador, a Apple caminhará sob comando de Tim Cook, antigo chefe de operações da companhia, que assumiu o cargo de CEO no final de agosto. Um dia depois do afastamento de Jobs, as ações da companhia caíram cerca de 2%, exprimindo a preocupação dos investidores com o futuro da companhia. "Em curto prazo, contudo, não vemos nenhum impacto que possa prejudicar a Apple. São oscilações normais de mercado", avalia Bruno Freitas, analista de mercado do grupo IDC.
O conforto é fruto de uma tática quase imperceptível adotada pelo cérebro da empresa: o treino das lideranças da companhia. Nos lançamentos da marca nos últimos anos, por exemplo, Jobs dividia as apresentações: ele mostrava as novidades e deixava as explicações técnicas para os especialistas. Além disso, em 2008, foi criada a Apple University, com o objetivo de ensinar os empregados da empresa a "pensar como Steve Jobs" e a tomar decisões como ele. A idéia era impregnar nos executivos o "jeito Steve Jobs de ser".
"Não há dúvidas de que, sem ele, não haveria Apple. Mas a questão é que ele criou um time e uma série de processos pensando no sucesso", diz Carolina Milanesi, analista do Gartner, grupo especializado em análise de mercado. Freitas completa: "Podemos falar que a Apple absorveu o DNA de Steve Jobs. Por isso, ela pode continuar bem, mesmo sem ele no comando."
Só o futuro poderá dizer se o atual e os futuros dirigentes da empresa manterão o vigor de Jobs. É improvável que outro profissional reúna os mesmos talentos dele. Mas é imprescindível que seus líderes nutram pela companhia – e por tudo o que ela representa – o mesmo sentimento alimentado por seu criador: "Foi como a primeira paixão", disse Jobs certa vez sobre a Apple.


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Sem Steve JobsDifícil de compreender, duro de trabalhar e tido como insubstituível por muitos fãs e investidores da Apple, Steve Jobs levou a vida desafiando expectativas e convenções.
E apesar de anos demonstrando sinais de saúde fragilizada, sua renúncia da presidência-executiva da Apple foi manchete no mundo inteiro, com todos imaginando o futuro de um ícone e da companhia que ele simboliza.
Veja especial "A Apple sem Steve Jobs"
"Steve Jobs é o presidente-executivo mais bem-sucedido do mundo corporativo dos Estados Unidos dos últimos 25 anos", disse o chairman do Google, Eric Schmidt, que era membro do Conselho da Apple mas renunciou devido a conflito de interesses. "De maneira única ele combinou um toque de artista com uma visão de engenheiro para erguer uma companhia extraordinária, é um dos maiores líderes da história dos EUA", acrescentou em comunicado.
Arte/Folha
Jobs abandonou os estudos e foi para a Índia em busca de orientação espiritual antes de fundar a Apple --nome que ele sugeriu a seu amigo e co-fundador da empresa Steve Wozniak após ter visitado uma comunidade no Estado norte-americano do Oregon, a qual ele se referiu como "um pomar de maçãs".
Com sua paixão por design minimalista e marketing genioso, Jobs mudou o curso da computação pessoal e transformou o mercado da comunicação móvel.
O dispositivo de música iPod, o iPhone --chamado de "telefone de Jesus" por seus "religiosos" seguidores-- e o tablet iPad são criações de um homem conhecido por seu quase obsessivo controle pelo processo de desenvolvimento de produtos.
"A maioria dos meros mortais não pode entender uma pessoa como Steve Jobs", disse o ex-funcionário da Apple Guy Kawasaki. "Ele tem um sistema operacional diferente."
Carismático, visionário, implacável, perfeccionista, ditador --essas são algumas das palavras que as pessoas usam para descrever a figura de Jobs, que pode ser o maior sonhador que o mundo da tecnologia já viu, mas também um exímio empresário e negociador.
"Steve Jobs é um gênio do mundo dos negócios da nossa geração", disse recentemente a ex-presidente do eBay Meg Whitman.
Bill Gates, co-fundador da Microsoft, tem chamado Jobs de a pessoa mais inspiradora da indústria tecnológica e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o classifica como a personificação do "American Dream".
É difícil de imaginar, mas rejeição, fracasso e má sorte também fazem parte da história de Jobs.
Jobs foi abandonado ao nascer, retirado da Apple em meados da década dos anos 1980 e enfrentou um câncer quando finalmente voltou ao topo. Sua renúncia como presidente-executivo, anunciada na quarta-feira, vem em uma idade relativamente jovem de 55 anos.
"Eu sempre disse que, se houvesse um dia em que eu não pudesse mais cumprir meus deveres e atender às expectativas como presidente-executivo da Apple, eu seria o primeiro a informá-los. Infelizmente, esse dia chegou", escreveu Jobs em curta carta.
Jobs foi adotado e cresceu com uma família do Vale do Silício, celeiro de empresas de defesa e de tecnologia de ponta.
Seu amigo Bill Fernandez apresentou Jobs ao então novo engenheiro Wozniak, e os dois Steves começaram uma amizade que culminou no nascimento da Apple Computer.
"Woz é um engenheiro brilhante, mas não é um empreendedor, e aí que Jobs aparece", comentou Fernandez, que foi o primeiro empregado da Apple.
Ryan Anson/France Presse
Steve Jobs mostra a versão branca do iPhone 4 à época do lançamento
Steve Jobs mostra a versão branca do iPhone 4 à época do lançamento
DUAS TENTATIVAS
Jobs criou a Apple duas vezes: quando fundou a companhia e de novo quando voltou ao comando da empresa para salvá-la. A Apple agora rivaliza com a petrolífera Exxon Mobil pelo posto de companhia aberta mais valiosa com ações negociadas em Bolsa nos EUA.
Jobs deixou a Apple em 1985 depois de uma disputa com o então presidente-executivo da empresa John Sculley sobre o direcionamento estratégico da companhia.
Ele voltou para a Apple cerca de uma década depois, trabalhando como consultor. Logo ele estava no comando, para o que é conhecido como o segundo ato de Jobs.
Jobs já reinventou o mundo da tecnologia por quatro ou cinco vezes, primeiro com o Apple II, um computador pessoal nos anos 1970; então nos anos 1980 com o Macintosh; com o iPod em 2001; o iPhone em 2007; e o iPad em 2010, que um ano depois do lançamento superou o Macintosh em vendas.
APPLE 3.0
Jobs já tinha deixado o dia-a-dia da Apple três vezes desde 2004, e ele claramente pensava em como seria a empresa sem sua presença. Ele passou por um transplante de fígado e teve uma rara forma de câncer no pâncreas.
Por anos, a cada apresentação ou lançamento de um novo produto, Jobs despertava discussões sobre seu estado de saúde --se estava melhor ou pior do que na aparição anterior.
A presidência-executiva da Apple ficará com Tim Cook, até então vice-presidente operacional mas que já estava interinamente na chefia da empresa.
Steve Jobs morreu nesta quarta-feira (5), aos 56 anos de idade.

OKTOBERFEST: Bandas da Europa começam a chegar


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As bandas alemãs Trachtenkapelle D' Rauschberger–Zell e Die Dorf Oxn chegam à cidade nesta quarta-feira e serão recepcionadas pelo presidente do Parque Vila Germânica e organizador da 28ª Oktoberfest, Norberto Mette. A recepção na Vila Germânica será às 16h30min. Este ano, a festa contará com a presença de cinco grupos da Alemanha e um grupo folclórico musical italiano do Tirol.


A Trachtenkapelle D' Rauschberger–Zell retorna ao Brasil, depois de agradar o público da festa em 2010. A banda tem o objetivo de preservar a cultura e as tradições alemãs. Os músicos costumam se caracterizar pelos trajes típicos e excelente música de sopros. A banda é originária de Ruhpolding, sul da Baviera, muito próximo da fronteira com a Áustria. A D’Rauschberger-Zell tocará na 28ª Oktoberfest de 06 a 22 de outubro.


A Die Dorf Oxn é um grupo procedente de Bad Aibling, na Bavária e toca uma música predominantemente bávara. O grupo tem formação nova, porém alguns dos integrantes já se apresentaram na Oktoberfest de Munique. O conjunto se apresentará na festa de Blumenau acompanhado do grupo Schnalzer Verein, que utiliza chicotes para dar ritmo à música. Tocarão em Blumenau de 06 a 15 de outubro.


Chieming


Na quinta-feira, a Musikkapelle Chieming chega à cidade. A banda originária de Chieming, Baviera, possui um repertório composto por marchas, polcas e sucessos recentes. O grupo se especializou em festas como a Oktoberfest de Munique. Na festa de Blumenau, a banda se apresentou em 2008 e agora retorna para o período de 06 a 15 de outubro.

Fonte: José Carlos Oechsler – da Comissão de Bandas da 28ª Oktoberfest – 47 9918-8188.
Assessoria de Comunicação: Tânia Rodrigues – 47 9618-1492. 


Carros híbridos e elétricos: o Toyota Prius chega no ano que vem, mas Brasil está na contramão: em vez de estimular, pune com imposto quem quer comprar


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Toyota Prius: lá fora, 39 mil reais; no Brasil,130 mil
Uma excelente notícia a de que a fabricante de automóveis japonesa Toyota vai trazer para o Brasil no ano que vem o Toyota Prius, carro híbrido — que tem motor a combustão, mas cuja rodagem alimenta baterias elétricas com as quais ele também circula — mais bem sucedido do planeta. (Leia no site de VEJA).
Pena que o preço estará nas nuvens, por volta de 130 mil reais. Mas não é de estranhar.
Como não é de estranhar que o excelente Ford Fusion híbrido, lançado pela Ford no ano passado, tenha vendido até julho passado penas miseráveis dez unidades — afinal, o preço bate nos 140 mil reais.
Isso porque nós, amigos do blog, para variar, vamos na contramão mundial, como aquele soldado do batalhão que marcha com passo errado e e acha que só ele está certo: o governo, em vez de o governo incentivar os carros elétricos ou híbridos — – que, obviamente, poupam petróleo e poluem menos –, faz o contrário: taxa-os pesadamente.
A reportagem do site de VEJA informa que “estudam-se” incentivos a esses veículos. Mas não se tem notícia das conclusões de um grupo de estudos criado em 2009, durante o lulalato, para analisar a questão e propor políticas. O grupo tinha à frente um representante do Ministério da Fazenda, manteve audiências com diversos setores da indústria automobilística brasileira a respeito de veículos híbridos ou movidos a eletricidade e enviou técnicos ao exterior para ver como é tratada a questão nos países mais industrializados.
O antecessor de Dilma estava para anunciar um plano de ação para esses veículos em maio de 2010, mas cancelou o ato e nunca mais se falou no assunto.
Versão híbrida do Honda Fit: no Japão, algo como 34 mil reais
Um setor da indústria automobilística, de que fazem partes fábricas japonesas, vem pressionando o governo para que os elétricos ou híbridos sejam tributados mais ou menos da forma como ocorreu com os veículos de motor 1.0, mais econômicos, e cuja compra sucessivos governos vêm estimulando com apenas 7% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a alíquota mais baixa para automóveis.
Pressão contrária exerce o setor mais tradicional da indústria, que está menos avançado em lançamento de híbridos e elétricos e gostaria de manter as coisas como estão. Por desatualização da legislação em relação ao mundo em que vivemos — o Brasil, burramente, continua taxando os veículos com base no tipo de motor que usam, mas não inclui em categoria alguma os produtos da modernidade –, híbridos e elétricos foram remetidos para a classificação geral de “outros”, e pagam o IPI mais salgado: 25% do preço. Some-se a isso os 12% de ICMS, mais o IPVA… e por aí vai.
Bem diferente de países europeus e do Japão, que taxam menos híbridos e elétricos e, no caso destes, conferem bônus para quem compra, que podem atingir 5 mil dólares. Um Honda Fit híbrido custa, no Japão, muito razoáveis 18.600 dólares (cerca de 34 mil reais). No Brasil, se um Honda Fit a gasolina custa algo como 55 mil reais…
Nos EUA, o modelo mais básico do híbrido Toyota Prius, o Prius Two, custa 23.050 dólares (41,1 mil reais). Aqui, se forem mesmo colocados à venda por 130 mil, vão custar… mais do que o TRIPLO!
Por falar no Prius, vejam que coisa de Primeiro Mundo: todos os táxis da bela cidade de Vancouver, no Canadá (3 milhões de habitantes na região metropolitana), são esses híbridos japoneses. Em qualquer capital da Europa, aumenta a olhos vistos o número de híbridos, especialmente o Prius, nas frotas de táxi.
No Brasil, é isso que se vê.