30/09/2011

Brigalhada entre tucanos mostra que governo tem a oposição que pediu a Deus


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Senador Aloysio Nunes Ferreira criticando o próprio partido, o PSDB: "Vamos bem, assim" (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Amigos do blog, uma oposição assim é o sonho de todo governo.
O PPS é pequeno, pouco pode fazer.
O DEM, como sabemos, foi duramente sangrado pela fundação do oportunista PSD — além dos parlamentares e prefeitos que debandaram para a nova-velha sigla, viu migrar para ela além de seu próprio fundador, Gilberto Kassab, prefeito da maior cidade do país, um governador de Estado, como Raimundo Colombo, de Santa Catarina, e lideranças combativas e marcantes como a senadora Kátia Abreu, de Tocantins, também presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).
O PSDB, teoricamente a maior força da oposição, não se entende: não apenas há tensões entre os tucanos de São Paulo e os de Minas Gerais, com algumas repercussões no Nordeste, como os próprios tucanos paulistas — em cujo ninho há um ex-presidente da República, FHC, do qual saíram as três últimas candidaturas do partido ao Planalto e ao qual pertence o senador mais votado do Brasil — estão se engalfinhando.
E justamente por falar em tucanos paulistas e no senador Aloysio, leiam a reportagem abaixo, da Agência Estado, cujo título original é Aloysio Nunes expõe na internet fogo amigo entre tucanos.
Uma verdadeira bênção para o governo, ter uma oposição assim. Caída do céu.
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Aloysio Nunes expõe internet fogo amigo entre tucanos
Em seu perfil no Twitter, decisão do partido de não mostrar José Serra e o senador nas propagandas partidárias irritou o político
Enquanto os governadores e a cúpula do PSDB estão reunidos nesta sexta-feira, 30, em Goiânia para tentar acertar a sintonia fina do maior partido de oposição e discutir temas como os rumos da sigla, a conjuntura nacional e internacional e as eleições, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira utilizou seu perfil no Twitter para criticar o partido e alimentar o fogo amigo entre os tucanos.
Numa crítica contundente e com alvo certeiro, Aloysio reclamou que ele e o governador José Serra foram ignorados nas recentes inserções partidárias da legenda que estão sendo veiculadas na mídia. “Vamos bem assim… “, profetizou o senador mais votado no Brasil nas eleições gerais de 2010.
twitter-alysio-nunes
Twitter de Alysio Nunes (Reprodução)
“Há quase uma década sem representação no Senado, o PSDB paulista me ignorou na propaganda política que está no ar”, diz Aloysio no twitter. E continua nos ataques: “A propaganda do PSDB ignora também o líder político com a trajetória e o prestígio popular de José Serra. Vamos bem assim…” Ainda em sua página no microblog, o senador tucano diz que resolveu “passar recibo publicamente” porque sequer foi consultado a respeito da propaganda tucana.
As reações ao chamado fogo amigo tucano no Twitter não ficaram restritas apenas aos seguidores anônimos do senador Aloysio Nunes. Tucano de alta plumagem, o agrônomo e ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo Xico Graziano disse em sua página no microblog: “Nossa senhora, Aloysio Nunes botou a boca no trombone. Vai voar pena entre os tucanos!”

29/09/2011

José Rainha é transferido para penitenciária no interior de SP


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JOÃO ALBERTO PEDRINI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PRESIDENTE PRUDENTE


O líder sem-terra José Rainha Júnior foi transferido na tarde desta quarta-feira (28), do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, para a penitenciária Zwinglio Ferreira, a P-I de Presidente Venceslau (a 620 km de São Paulo).

Na segunda-feira (3), ele será ouvido na Justiça Federal de Presidente Prudente (558 km de SP). No dia 10, a audiência ocorre em Araçatuba (a 530 km).

José Rainha tem prisão preventiva decretada
Operação prende servidora do Incra, José Rainha Jr. e mais 7
Acusado de desvio de verba, Rainha diz ser alvo de 'perseguição'

Rainha foi preso pela Polícia Federal na manhã de 17 de junho deste ano, no oeste do Estado. Ele é suspeito de envolvimento em desvios de verbas destinadas a assentados do Pontal do Paranapanema. A polícia estima irregularidades em repasses que somam R$ 5 milhões.
Alan Marques - 19.jan.2002/Folhapress
Rainha é suspeito de envolvimento em desvios de verbas para assentados do Pontal do Paranapanema
Rainha é suspeito de envolvimento em desvios de verbas para assentados do Pontal do Paranapanema

O líder sem-terra foi detido durante a Operação Desfalque, que apurou crimes de apropriação indébita e extorsão contra assentados, além de estelionato, peculato e formação de quadrilha.

A investigação apontou que um grupo utilizou associações civis, cooperativas e institutos para se apropriar ilegalmente de recursos públicos destinados a manutenção de assentados em áreas desapropriadas para reforma agrária.

Na época, a Justiça expediu dez mandados de prisão temporária, sete mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é encaminhada para depoimentos) e 13 mandados de busca e apreensão.

As ações foram deflagradas nas cidades de Andradina, Araçatuba, Euclides da Cunha Paulista, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Sandovalina, São Paulo e Teodoro Sampaio.

A Operação Desfalque resultou também na prisão de uma servidora do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do irmão e advogado de José Rainha, Roberto Rainha.

No dia 20 de junho, o TRF (Tribunal Regional Federal) de São Paulo negou habeas corpus do líder sem-terra. O pedido foi feito pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e a decisão foi tomada pelo desembargador Carlos Muta. Na mesma data, a Justiça prorrogou a prisão temporária dele.

Há dez dias, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Gilson Dipp negou pedido de liberdade de Rainha. A defesa do líder sem-terra argumentou que faltaram requisitos para manutenção da prisão preventiva. Para o ministro do STJ, não se encontra ilegalidades na decisão da Justiça de São Paulo que determinou a prisão.

"O reconhecimento do pedido confunde-se com o próprio mérito da impetração, que será analisado no momento oportuno", disse Dipp. O mérito do pedido será julgado pela 5ª Turma do STJ.

Aton Fon Filho, um dos advogados de Rainha, informou que a prisão "é parte das perseguições históricas contra militantes que defendem a reforma agrária". O outro advogado de defesa, Jovelino Strozake, afirmou que essas audiências "vão servir para provar que José Rainha é inocente das acusações".

Ação diz que família Maluf teria enviado mais de US$ 1 bi ao exterior


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JULIANO BASILE
DO VALOR, EM BRASÍLIA


O inquérito que investiga supostos crimes que teriam sido cometidos pelo deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e por seus familiares envolve mais de US$ 1 bilhão que teriam sido desviados para o exterior. A constatação desse valor foi feita há pouco pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal). A Corte julga se aceita a abertura de ação contra o deputado.

"Nessa ação, o prejuízo ao erário chega a quase US$ 1 bilhão", disse Lewandowski. "A família Maluf movimentou no exterior quantia superior a US$ 900 milhões. Esse valor é superior ao PIB de alguns países como Guiné-Bissau, Granada, Comores, Dominica e São Tomé e Príncipe", continuou o ministro.

Lewandowski negou a tese apresentada pela defesa de Maluf de que, quando ele era prefeito, entre 1993 e 1996, ainda não havia legislação de lavagem de dinheiro e, portanto, ele não poderia ser processado por isso.

A Lei de Lavagem só foi aprovada em 1998. Mas, para o ministro, "a lavagem de capitais configura crime de natureza permanente". "Enquanto os bens continuarem escondidos a consumação do delito permanece", disse.

O relator afirmou ainda que foram encontrados recursos de Maluf e de seus familiares em diversos países. "Os indícios apontam para US$ 200 milhões apenas em Jersey. Estima-se que só na Suíça a família Maluf movimentou nada menos do que US$ 446 milhões. Na Inglaterra, há indícios de movimentação de US$ 145 milhões nas contas da família Maluf."

Outro fator que chamou a atenção do ministro na ação foi a presença de mais de uma dezena de empresas off shore no processo.

Após Lewandowski concluir seu voto, os demais ministros do STF deve se manifestar a respeito das acusações. Eles podem arquivar o caso ou determinar a abertura de ação contra Maluf.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu a abertura de ação penal contra Maluf para apurar crimes de formação de quadrilha e de remessa de dinheiro para o exterior.

Segundo Gurgel, apenas a construção da avenida Águas Espraiadas, em São Paulo, teve "o custo absurdo" de R$ 796 milhões ou US$ 600 milhões. "Essa obra foi uma das primeiras fontes utilizadas na lavagem de dinheiro", continuou o procurador-geral.

Gurgel ressaltou que Maluf e os outros denunciados associaram-se, desde 93, quando ele assumiu a Prefeitura de São Paulo, "de forma estável e permanente com o propósito de cometer crimes de lavagem de ativos". Além do deputado, são investigados seus parentes, como seu filho Flávio e sua mulher, Sílvia.

MP denuncia 8 auditores da Receita envolvidos em esquema que desviou R$ 2 bilhões


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Provas obtidas pela PF demonstram que os fiscais cobravam de R$ 100 mil a até R$ 600 mil para livrarem empresas de fiscalizações

Fausto Macedo / SÃO PAULO - O Estado de S.Paulo
A Procuradoria da República denunciou à Justiça Federal oito auditores da Receita por esquema de venda de fiscalizações. Os auditores, alvos da Operação Paraíso Fiscal, responderão a processo por crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, violação de sigilo funcional e usurpação de função pública. A procuradoria estima que foram sonegados R$ 2 bilhões aos cofres públicos nos últimos 10 anos.
Além dos auditores, que tinham como base a Delegacia da Receita em Osasco, outros 7 investigados foram denunciados. A denúncia é resultado de nove meses de investigações realizadas conjuntamente pela Polícia Federal, pelo Ministério Púbico Federal e pela Corregedoria da Receita no âmbito da Operação Paraíso Fiscal. O processo corre na 2.ª Vara Criminal Federal, especializada em ações sobre crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
A Operação Paraíso Fiscal foi deflagrada em 4 de agosto, quando seis auditores, um doleiro e dois familiares de fiscais foram presos. A PF apreendeu R$ 12,9 milhões em dinheiro vivo com os auditores. O dinheiro estava oculto em caixas de leite, fundos falsos de armário e no forro da casa de um acusados, no condomínio residencial Alphaville, Grande São Paulo. Foi a maior apreensão de dinheiro em espécie que se tem notícia numa operação da Polícia Federal. A Justiça Federal determinou o sequestro de imóveis e a apreensão de 13 veículos de luxo, propriedade dos acusados. Ordenou também o bloqueio das contas bancárias mantidas por eles no Brasil e no exterior. Através de pedido de cooperação internacional, o Ministério Público Federal obteve o bloqueio de US$ 2,1 milhões mantidos clandestinamente por um dos auditores em conta de empresa offshore.
Todos os auditores denunciados foram suspensos de suas funções na Receita. A procuradoria está convencida de que os auditores e empresários que pagavam para obter redução ou se livrarem definitivamente de multas “formavam uma quadrilha que controlava a Delegacia da Receita em Osasco.” A organização, segundo a Procuradoria da República, “atuava livremente na venda de fiscalizações e na liberação de créditos tributários de empresas sediadas na região fiscal, uma das maiores do Estado”.
“Tão natural era o ingresso de dinheiro em espécie nos cofres da organização criminosa que a supervisora de fiscalização Kazuko Tane, denunciada que comandava uma das equipes de fiscais corruptos, guardava, em seu armário, na Delegacia da Receita de Osasco, R$ 45.820 em dinheiro”, aponta o Ministério Público Federal.

28/09/2011

Ministros e parlamentares prestigiam Dirceu em lançamento de livro


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Gerson Camarotti (gcamarotti@bsb.oglobo.com.br)


O petista José Dirceu lança o  livro 'Tempos de Planície', de sua autoria, no restaurante Carpe Diem, em Brasília. Na foto, ex-deputado José Genoíno cumprimenta Dirceu.  Foto: André Coelho/Agência O Globo
BRASÍLIA - O lançamento do livro de artigos "Tempos de Planície" se transformou em um evento de demonstração de força política do ex-ministro e ex-deputado José Dirceu, autor da obra. No início da noite, começaram a chegar ministros e lideranças de todos os partidos, num restaurante em Brasília. Entre os ministros, estavam os petistas Fernando Haddad (Educação), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Luiz Sérgio (Pesca).

A fila era tamanha que alguns deles furaram fila para tirar foto com o companheiro Dirceu. Parlamentares de vários partidos também foram prestigiar o ex-ministro. E o clima era dos mais amenos.
O Zé Dirceu é como Che Guevara. É um sujeito polêmico, mas que tem muito prestígio. Não tem constrangimento não. Metade da República está aqui

Bem humorado, Pimentel brincou com o episódio envolvendo sua visita ao hotel onde José Dirceu se hospeda em Brasília. Segundo reportagem da revista "Veja", Dirceu recebe políticos e autoridades nesse hotel, onde faria articulações políticas, algumas delas com o objetivo de conspirar contra o governo Dilma. A reportagem é ilustrada por imagens do circuito interno de TV, o que foi motivo para Pimentel compará-las com as fotos tiradas no lançamento do livro.

- A turma do hotel chegou. Agora vou ser fotografado com boa definição. No hotel, estava muito desfocado. Quem não entrou na turma do hotel agora vai entrar - disse, dirigindo-se ao deputado e pré-candidato a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita (PMDB), que também foi tirar foto com Dirceu e estava acompanhado por sua assessora, Lurian Lula da Silva, filha do ex-presidente Lula.
A turma do hotel chegou. Agora vou ser fotografado com boa definição. No hotel, estava muito desfocado. Quem não entrou na turma do hotel agora vai entrar

O ministro mineiro reafirmou que tem admiração e respeito por José Dirceu, que o livro mostra sua importância na vida política brasileira e que será "um testemunho desses tempos difíceis". A ministra Maria do Rosário também fez uma defesa enfátiva de José Dirceu.

- Ele está na direção do partido. Ainda que tenha vivido momentos duros, Zé Dirceu nunca deixou de ter a solidariedade do partido. E sempre teve solidariedade de todos nós.
O líder do PT no Senado, Humberto costa (PE), destacou que ele tem legitimidade para fazer política. Disse ainda que é importante que Dirceu seja julgado e que torce pela absolvição:

Ele está na direção do partido. Ainda que tenha vivido momentos duros, Zé Dirceu nunca deixou de ter a solidariedade do partido. E sempre teve solidariedade de todos nós
- Zé Dirceu nunca deixou de fazer política. Mesmo no período mais difícil. Se conseguirmos no ano que vem que ele seja julgado e absolvido, será o coroamento de uma trincheira.

Eram tantos os elogios, que o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) procurou inovar e chegou a comparar Dirceu ao revolucionário argentino Che Guevara:

- O Zé Dirceu é como Che Guevara. É um sujeito polêmico, mas que tem muito prestígio. Não tem constrangimento não. Metade da República está aqui.

Se conseguirmos no ano que vem que ele seja julgado e absolvido, será o coroamento de uma trincheira
Também estavam presentes outros parlamentares, como o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Outro que compareceu foi o assessor do Ministério da Defesa José Genoino, que presidia o PT quando estourou o escândalo do mensalão. Alguns demonstraram desconforto ao serem abordados por jornalistas, o que foi minimizado pelo líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

- Qualquer pessoa, lançando um livro, que seja da esquerda, será prestigiado. Vejo com naturalidade as pessoas aqui. Ele tem muitos amigos. Não estou constrangido 0 disse Vaccarezza.

A equipe do programa humorístico CQC, da Band, também apareceu no evento, o que causou constrangimento para alguns presentes. Um dos que fugiram do CQC foi líder do PMDB, Renan Calheiros.


 

Sem investigar denúncias, Conselho de Ética da Câmara arquiva caso Valdemar Costa Neto


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Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br
O Conselho de Ética da Câmara arquivou, por 16 votos a 2, o caso do deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP) sem sequer abrir investigação. O relator, Fernando Francischini (PSDB-PR), pediu ao colegiado a abertura do processo, mas seus colegas decidiram não haver porque investigar Valdemar.
O PR mobilizou suas principais lideranças na Casa para acompanhar a sessão, como o líder, Lincoln Portela (MG), e o vice-líder do governo, Luciano Castro (PR-RR). A base aliada fez coro com o argumento da defesa de Valdemar de que não havia nada a investigar. “Não se pode banalizar o Conselho de Ética. Não se pode sempre que sair acusação na imprensa trazer para cá”, disse Amaury Teixeira (PT-BA). “Essa representação é pirotecnia, denuncismo barato”, afirmou Wladimir Costa (PMDB-PA).
Valdemar foi levado ao Conselho de Ética por PSOL e PPS. Os partidos reuniram denúncias veiculadas pela imprensa que apontam a participação do deputado em reuniões no Ministério dos Transportes nas quais se pedia a empresários o pagamento de propina para a liberação de recursos.
Consta também no pedido de investigação um vídeo no qual Valdemar negocia a liberação de recursos do ministério para que o deputado Davi Alves Silva Júnior ingresse no PR. A representação também traz um trecho de entrevista de Valdemar a uma rádio de Mogi das Cruzes na qual ele diz “querer” uma diretoria de um banco público para ajudar aliados a liberar verbas. Um aditamento incluiu ainda no escopo da investigação a denúncia de fraudes na “Feira da Madrugada” em São Paulo.
Para o relator do caso, a investigação deveria ter sido aberta. “Em tese, todos os fatos podem se enquadrar no quadro de abuso de prerrogativa ou percepção de vantagens indevidas”, disse Francischini.
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Valdemar aproveitou o clima favorável entre os membros do Conselho e fez sua defesa pessoalmente durante 15 minutos. Rebateu cada ponto da acusação e disse não haver nada que desabone sua conduta. Atribuiu as denúncias ao aproveitamento de uma crise política. O advogado dele, Marcelo Bessa, reforçou os pontos da defesa e destacou que não podia se abrir investigação sobre o “nada”.
Francischini rebateu o argumento lembrando a crise que levou à demissão de diversas pessoas da cúpula do Ministério dos Transportes. “Se não existe nada nos Transportes porque a presidente Dilma demitiu o ministro e 20 integrantes da cúpula?”, afirmou o tucano. A declaração provocou reação dos partidários de Valdemar. O líder, Lincoln Portela, destacou que foi Alfredo Nascimento quem pediu demissão e defendeu a gestão do partido na pasta.
No fim, o relator ainda tentou sensibilizar os colegas lendo uma carta de seu filho, de 18 anos, na qual ele dizia passar constrangimento por ser filho de um deputado e dizia acreditar que no Conselho haviam outros deputados como ele que “não vendem a alma por cargo ou dinheiro”. O deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), aliado do deputado do PR, ironizou afirmando que os filhos de Valdemar também tem este mesmo pensamento.

Casal Garotinho é condenado por abuso de poder político e Rosinha tem o mandato de prefeita de Campos cassado


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Bruno Goés (bruno.goes@infoglobo.com.br) e Cassio Bruno (cassio.bruno@oglobo.com.br)


RIO - A 100ª Zona Eleitoral de Campos determinou, nesta quarta-feira, a cassação dos diplomas da prefeita Rosinha Garotinho e do vice Francisco Arthur de Souza Oliveira. Eles foram condenados em processo por abuso de poder econômico em razão de uso indevido de veículo de comunicação social. Na quinta-feira, a partir da publicação da decisão, a Câmara de Vereadores será notificada e orientada a empossar o seu presidente no cargo. A juíza responsável pelo caso, Gracia Cristina Moreira do Rosário, decidiu ainda que os dois ficariam inelegíveis por três anos, a contar da eleição de 2008 - ou seja: poderiam concorrer às eleições de 2012, já que a punição acaba em outubro de 2011. De acordo com a decisão, também o deputado federal Anthony Garotinho e os radialistas Fábio Paes, Linda Mara Silva e Patrícia Cordeiro, pelo mesmo motivo, ficam inelegíveis pelo mesmo período.

A sentença, no entanto, cabe recurso, e os condenados tem o prazo de três dias para apelar ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Na prática, Rosinha deve permanecer no cargo e defender-se amparada por um mandado de segurança que garante o mandato até o julgamento do novo recurso.
Foi uma decisão injusta. A Justiça mais uma vez decidiu por motivação política. É lamentável que o Governo do Estado tenha influência jurídica

Por meio de seu blog, o deputado Garotinho, no final da tarde desta quarta, afirmou:

"Neste momento a prefeita Rosinha Garotinho está discursando em cima de um trio elétrico falando para uma verdadeira multidão e dizendo que não deixará a Prefeitura. Nossos advogados já deram entrada num Mandado de Segurança junto ao TRE - RJ"

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral foi ajuizada pela Coligação "Coração de Campos" e pelo então adversário de Rosinha Garotinho na disputa à Prefeitura, Arnaldo França Vianna. A juíza Gracia Cristina Moreira entendeu haver provas de que a prefeita e o vice eleitos haviam sido beneficiados por propaganda eleitoral irregular veiculada em meio de comunicação do grupo O Diário. Os radialistas teriam utilizado o espaço concedido por meio dos programas em que atuam ou são dirigidos por Anthony Garotinho para promover a candidatura de Rosinha.

A Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes já foi comunicada, por ofício, sobre o teor da decisão que cassa a prefeita Rosinha Garotinho. Como as irregularidades ocorreram antes da aprovação da Lei Complementar "ficha limpa", a juíza aplicou o prazo de 3 anos de inelegibilidade.

A filha do casal, Clarissa Garotinho, protestou:

- Foi uma decisão injusta. A Justiça mais uma vez decidiu por motivação política. É lamentável que o Governo do Estado tenha influência jurídica. Nem o Judiciário nós podemos confiar mais. É minha mãe e estou indo para Campos - disse, ao justificar sua ausência na Assembleia Legislativa do Estado do Rio.


 

Nova vacina pode tornar a aids inofensiva


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Testada em humanos, vacina aumentou produção de células que combatem o vírus HIV. Se for bem sucedida, será mais uma arma no tratamento da doença

Modelo tridimensional do vírus da aids
Modelo tridimensional do vírus da aids: vacina, aliada aos remédios atuais, poderá controlar a doença (Centro Nacional de Biotecnología (CSIC) / Comunicación CSIC)
A aids nunca esteve tão próxima de seu fim como doença letal. O Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol) anunciou nesta quarta-feira uma vacina capaz de provocar uma resposta imunológica contra o vírus HIV em 90% dos casos. A pesquisa, que já está na fase clínica, sendo testada em humanos, mostrou que, mesmo um ano após receber a vacina, 85% dos voluntários ainda mantinham a imunidade.
"Se tudo der certo, o HIV representará, no futuro, o que o vírus da herpes representa hoje: uma infecção menor que só atinge pessoas com o sistema imunológico debilitado”, afirmou nesta quarta-feira o pesquisador Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha, vinculado ao CSIC, responsável pelo desenvolvimento da vacina.
Centro Nacional de Biotecnología (CSIC) / Comunicación CSIC
Mariano Esteban, pesquisador do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha e responsável pelo desenvolvimento da vacina
Mariano Esteban, pesquisador do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha e responsável pelo desenvolvimento da vacina
A pesquisa, publicada nos periódicos Vaccine e no Journal of Virology, além de eficaz, se mostrou perfeitamente segura. Por isso, será administrada, em sua fase 2 de testes clínicos, em voluntários já infectados pelo vírus, como forma de determinar sua eficácia não apenas na prevenção, mas também no tratamento da doença. "Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV", disse Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, que participou dos testes com os voluntários.
Como funciona — Quando administrada em voluntários saudáveis, a vacina faz com que o sistema imunológico detecte e aprenda a combater componentes do vírus. "É como mostrar uma fotografia do vírus HIV ao sistema imunológico para que ele possa reconhecê-lo quando o vir novamente no futuro", disse Mariano Esteban.
As principais células de defesa do organismo são os linfócitos T e B. As células B são responsáveis pela chamada imunidade humoral, que ataca as partículas de HIV antes que elas infectem as células. As células de defesa T induzem a imunidade celular, que detecta e destrói as células já infectadas.
A vacina funciona estimulando a produção dessas células. Testes feitos nos 24 voluntários que participaram da pesquisa, um ano depois de receber a vacina, mostraram que a produção de ambos os tipos de células de defesa aumentou em até mais de 70%, enquanto no grupo controle (seis voluntários que não tomaram a vacina) não houve aumento.

Opinião do especialista

Ricardo Shobbie Diazinfectologista da Unifesp

"É mais provável mesmo que a vacina seja usada como tratamento e não como medida profilática. Mas ela é extremamente promissora, principalmente se for usada em combinação com os remédios atuais, que reduzem a carga viral dos pacientes."
Memória — Para que a vacina seja realmente eficaz, é preciso que ela produza linfócitos especiais com "memória", formados após o primeiro ataque do vírus. Elas ficam no corpo por anos, à espreita de uma nova investida do vírus. 
Novamente, testes feitos um ano após a aplicação da vacina mostraram que, em 85% dos voluntários, 50% das células de defesa eram linfócitos T com memória.
No entanto, segundo Esteban, a vacina não é capaz de eliminar totalmente o vírus HIV do organismo. "Mas a imunidade celular que a vacina produz faz com que o vírus fique sob controle", diz o pesquisador espanhol. "Se o vírus tentar entrar na célula, o sistema imunológico desativará o vírus e destruirá a célula infectada."
Até agora, a única vacina contra o HIV que chegou à terceira fase de testes clínicos foi feita na Tailândia. As duas primeiras fases testam a toxicidade do composto e sua eficácia, enquanto a terceira e a quarta examinam a posologia do remédio. Como gerou uma defesa de apenas 27%, não pôde ser utilizada na população.

(Com Agência EFE)

27/09/2011

Capital Inicial no Rock in Rio - Dinho Ouro Preto dedica música a Sarney e a platéia responde ...


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Aclamado por estudantes, Lula recebe honoris causa em Paris


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Recebido como pop-star, ex-presidente elogia o próprio mandato e dá conselhos à Europa em crise durante cerimônia

Andrei Netto, correspondente de O Estado em Paris
PARIS - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma recepção de pop star neta terça-feira, 27, em Paris, durante a cerimônia de entrega do título de doutor honoris causa pelo Instituto de Estudos Políticos (Sciences-Po), o maior da França. Em seu discurso, o ex-chefe de Estado enalteceu o próprio mandato e multiplicou os conselhos aos líderes políticos da Europa, que atravessa uma forte crise econômica. Antes, durante e depois, Lula foi ovacionado por estudantes brasileiros, na mais calorosa recepção da escola desde Mikhail Gorbachev.
Ex-presidente recebeu o prêmio e fez discurso de 40 minutos - Divulgação
Divulgação
Ex-presidente recebeu o prêmio e fez discurso de 40 minutos
A cerimônia foi realizada do auditório do instituto, com a presença de acadêmicos franceses e de quatro ex-ministros de seu governo: José Dirceu, Luiz Dulci, Márcio Thomaz Bastos e Carlos Lupi. Vestido de toga, o ex-presidente chegou à sala por volta de 17h30min, acompanhado de uma batucada promovida por estudantes. Ao entrar no auditório, foi aplaudido em pé pela plateia, aos gritos de "Olé, Lula".
Em seguida, tornou-se o primeiro latino-americano a receber o título da Sciences-Po, já concedido a líderes políticos como o tcheco Vaclav Havel. Em seu discurso, o diretor do instituto, Richard Descoings, se disse "entusiasta" das conquistas obtidas pelo Brasil no mandato do petista. "O senhor lutou para que o Brasil alcançasse um novo patamar internacional", disse, completando: "Não é mais possível tratar de um assunto global sem que as autoridades brasileiras sejam consultadas".
Autor do "elogio" a Lula - o discurso em homenagem ao novo doutor -, o economista Jean-Claude Casanova, presidente da Fundação Nacional de Ciências Políticas, lamentou que a Europa não tenha um líder "de trajetória política tão iluminada". Casanova pediu ainda que Lula aproveitasse "sua viagem para dar conselhos aos europeus" sobre gestão de dívida, déficit e crescimento econômico.
Lula aceitou o desafio e encarnou o conselheiro. Em um discurso de 40 minutos, citou avanços de seu governo, citando a criação de empregos, a redução da miséria, o aumento do salário mínimo e a criação do bolsa família e elogiou sua sucessora, Dilma Rousseff. "Não conheço um governo que tenha exercido a democracia como nós exercemos", afirmou, no tom ufanista que lhe é característico.
Então, lançou-se aos conselhos. Primeiro criticou "uma geração de líderes" mundiais que "passou muito tempo acreditando no mercado, em Reagan e Tatcher", e recomendou aos líderes da União Europeia que assumam as rédeas da crise com intervenções políticas, e não mais decisões econômicas. "Não é a hora de negar a política. A União Europeia é um patrimônio da humanidade", reiterou.
Na saída, estudantes cantaram a música Para não dizer que não falei de flores, de Geraldo Vandré, e se acotovelaram aos gritos por fotos e autógrafos do ex-presidente, que não falou à imprensa. Impressionado com a euforia dos estudantes, Descoings comparou, em conversa com o Estado: "A última vez que vi isso foi com Gorbachev, há cinco ou seis anos. Mas com Lula foi ainda mais caloroso".

Oficial da PM acusado de tramar morte de juíza era investigado por execuções e corrupção


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Delegado da Divisão de Homicídios afirma que a morte de Patrícia Acioli vinha sendo plenejada desde abril. "Ele queria evitar ser preso", disse Felipe Ettore

Cecília Ritto e João Marcello Erthal
Cláudio Luiz de Oliveira, tenente-coronel da Polícia do Rio de Janeiro, durante uma operação no conjunto de favelas de Manguinhos
Cláudio Luiz de Oliveira, tenente-coronel da Polícia do Rio de Janeiro, durante uma operação no conjunto de favelas de Manguinhos (Pablo Jacob/Agência O Globo )
“Ele foi o autor intelectual. A juíza gostaria de prendê-lo, e buscava elementos que comprovassem a participação dele em crimes", afirmou o delegado Felipe Ettore
O depoimento do cabo da Polícia Militar que levou àprisão do tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, que comandava o 7º Batalhão da PM fluminense e agora é acusado de tramar a morte da juíza Patrícia Acioli, revelou bem mais que a participação do oficial no crime. O delegado Felipe Ettore, titular da Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio, informou, em uma coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira, que a morte da magistrada pode ter sido planejada desde abril. “Comprovamos que no dia 11 de julho o grupo esteve na casa dela fazendo o planejamento. Com todas as informações dadas pelo indiciado (um dos cabos acusados do crime) o plano começou entre abril e maio”, disse Ettore.

O depoimento do cabo indiciado pelo crime indicou a data. E as autoridades de segurança, na tarde desta terça-feira, revelaram o restante para se entender o interesse que o tenente-coronel Oliveira tinha na morte de Patrícia Acioli. De acordo com o delegado, Patrícia investigava participação do Cláudio em execuções e corrupção na região. “Ele foi o autor intelectual. A juíza gostaria de prendê-lo, e buscava elementos que comprovassem a participação dele em crimes. Ele fez isso para evitar que mais cedo ou mais tarde fosse preso”, disse. Na Divisão de homicídios, Cláudio fez a sua defesa: "Eu sou inocente e tenho certeza que isso ficará provado".
Felipe Ettore afirmou que, no momento, não há mais oficiais da PM sendo investigados por participação na morte de Patrícia Acioli. Até agora, são dez os PMs presos suspeitos de participar no crime.

A partir das suspeitas de participação de policiais na morte de Patrícia Acioli, o tenente-coronel Oliveira foi transferido do 7º BPM (São Gonçalo) para o 22º (Maré), cargo do qual já foi exonerado. Questionado sobre a transferência de um oficial sob suspeita para o comando de outra unidade, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o procedimento é normal. “Mudanças em batalhão são uma lógica nossa. É salutar. Investigação é algo que a gente trabalha, fica quieto e apresenta. Sempre fazemos essas mexidas”, afirmou. “Enquanto são suspeitas, temos que ficar atentos, mas não podemos nos precipitar”, disse.

Patrícia Acioli foi ameaçada várias vezes. Apesar disso, estava sem escolta – por decisão do Tribunal de Justiça, que retirou a escolta em 2007. O presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Rebêlo, ficou irritado, durante a coletiva, com perguntas sobre a falta de escolta. “Naquela época, não tinha bola de cristal para saber que o comandante do 7º BPM teria a covardia de mandar matar a juíza que o investigava”, disse.

Nenhuma autoridade, pelo que se tem notícia, trabalha com bola de cristal. O que a Justiça do Rio tinha, e há provas, são relatos oficiais de que Patrícia corria perigo. A avaliação do Tribunal de Justiça considerou que Patrícia Acioli não corria mais perigo.

Rebêlo, que assumiu este ano, disse sofrer com a morte da juíza. “Sofri calado. Doeu na alma. Doeu profundamente, como dói ser acusado de algo de que você não tem nenhuma relação. Magoa o mais importante da vida, a dignidade. Não foram poucas as noites que não dormi e que chorei”, disse.

A descoberta da participação do tenente-coronel Oliveira na morte de Patrícia Acioli representa, para o comandante da Polícia Militar e toda a cúpula da segurança do Rio, um episódio sem precedentes na história do envolvimento de agendes da lei com o crime. A bomba estoura – injustamente – no colo do comandante atual da corporação, coronel Mário Sérgio Duarte de Brito, e do secretário José Mariano Beltrame. Dos dois, pode-se afirmar muito, criticar muito. Mas ambos têm, até agora, atuação correta no sentido de combater desvios de policiais.

Beltrame e Mário Sério, particularmente a partir de agora, não terão escolha: a resposta a este episódio, como ápice de uma sequência de descobertas de casos de banditismo e corrupção na corporação, deverá ser dura.

A revelação do grau de envolvimento de policiais do 7º BPM com a morte de Patrícia Acioli se deu em camadas. Primeiro, formou-se a forte suspeita de que policiais estariam envolvidos – baseada, obviamente, nos casos que a juíza tinha em mãos, cheios de acusados de dentro das organizações policiais. Em seguida, a confirmação de que armas e munições da PM tinham sido usadas contribuíram para a convicção de que ‘homens da lei’ se aproveitaram de sua condição para perpetrar o crime.

Estourou, então, a primeira bomba: três policiais foram presos depois de identificados como autores dos disparos e da emboscada. O grupo tentava evitar que Patrícia Acioli decretasse suas prisões. A suspeita inevitável passou a ser a de que os PMS tiveram alguma ajuda ou cobertura. E, desde a madrugada de terça-feira, conheceu-se a suspeita mais grave de todo o caso até então: a participação do ex-comandante Oliveira como mandante do crime.

O presidente Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), Antônio Cesar de Siqueira, interrompeu a série de elogios à polícia feitos pelos participantes da mesa e alertou as autoridades de segurança. “No Rio, temos que lamentar profundamente que pessoas em cargos de comando na PM estejam envolvidas em ataques contra a democracia. Temos que reinventar o estado. Não é possível uma pessoa com essa personalidade ter esse cargo. Peço que todos fiquem atentos até o fim do inquérito”, disse.