16/09/2011

Avião cai sobre plateia em show aéreo em Nevada; veja vídeo


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RENO - Uma fonte médica disse que mais de 75 pessoas ficaram feridas, sendo 25 gravemente, na queda de um avião de acrobacias em um show aéreo em Reno, no Estado de Nevada. A aeronave caiu em cima de espectadores. Não há cifras sobre mortos, mas um porta-voz do evento classificou o incidente como "situação de múltiplas ocorrências".
Stephanie Kruse, porta-voz do Serviço Médico de Emergências regional, afirmou que 25 pessoas ficaram seriamente feridas e outras 25 estavam em estado crítico, ou seja, correm risco de morte. A outra parcela sofreu ferimentos leves.
Um avião, um monomotor P-51 Mustang, era pilotado por Jimmy Leeward, disse Mike Draper, porta-voz do show aéreo. As informações são da Associated Press.


Três pessoas morrem em queda de avião em show aéreo nos EUA

Josias de Souza: Dilma poderia transformar erro em acerto


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Em menos de nove meses de gestão, a presidente Dilma Rousseff assistiu à queda de cinco ministros. Quatro ruíram por questões ético-morais --dois deles do PMDB.

Com a substituição de Pedro Novais por Gastão Vieira, Dilma tirou a pasta do Turismo da "coxa esquerda de José Sarney (PMDB-AP) para acomodá-la sobre a coxa direita". Assim, decidiu experimentar uma overdose de PMDB, avalia Josias de Souza, colunista da Folha.

"Se der pouco errado, o ministério terá outra gestão ineficaz. Se der muito errado, vem aí um novo escândalo", comenta o colunista.

15/09/2011

Haia julga caso Battisti


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Governo deixa de indicar nome para comissão de conciliação, como havia sido proposto pela Itália, e considera inevitável que corte avalie situação


Felipe Recondo e Lisandra Paraguassu, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O governo brasileiro adotou uma manobra diplomática para retardar um julgamento pela Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia (Holanda), e reduzir o impacto de uma eventual condenação por decidir não extraditar o ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na Itália.
O Brasil rejeitou a proposta da Itália de criar uma comissão de conciliação para se chegar a uma "solução jurídica amigável". Com isso, o governo tenta manter o assunto no âmbito quase sigiloso dos despachos diplomáticos e evita os holofotes de um tribunal internacional.
A Itália havia pedido ao Brasil que indicasse até esta quinta-feira, 15, um representante para a Comissão Permanente de Conciliação, prevista na Convenção sobre Conciliação e Solução Judiciária, assinada pelos dois países em 1954. Assim, conforme o texto da Convenção, daria por encerradas as tratativas sobre o caso pela via diplomática. Um árbitro neutro, provavelmente indicado pela Corte de Haia, estaria incumbido de propor um acordo entre as partes. O prazo estipulado pela Itália não está expresso na convenção e, por isso, o Brasil não trabalhava com esse limite.
Impasse. Independentemente disso, já havia um entendimento de que o Brasil não indicaria seu representante nessa comissão. A avaliação do Itamaraty é que não há possibilidade de acordo no caso. A única resposta aceitável para a Itália é que Battisti seja extraditado; o Brasil insiste que uma decisão soberana foi tomada pelo Estado brasileiro e recusa-se a entregá-lo.
Assessores jurídicos da Presidência da República e do Itamaraty enfatizam que o caso, de qualquer maneira, chegará à Corte de Haia. Por isso, não veem razão para instalar a comissão.
Rejeitar a interferência dessa comissão teria uma consequência adicional considerada relevante pelo governo brasileiro. A avaliação de assessores jurídicos é de que evitar essa comissão restringe os efeitos e a legitimidade de uma eventual decisão da Corte de Haia contrária à permanência de Battisti no Brasil.

14/09/2011

Faxina de Dilma 'é fachada', acusa líder tucano


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Duarte Nogueira, líder tucano na Câmara, acusa governo de apenas reagir à denúncias





Brasília - O deputado federal Duarte Nogueira (PSDB-SP), líder tucano na Câmara, afirmou hoje que a demissão do ministro do Turismo, Pedro Novais, 35 dias após primeiras denúncias na Pasta, mostram "que a faxina (anunciada pela presidente Dilma Rousseff) é só de fachada e que se não houvesse uma nova denúncia hoje ele se manteria no cargo", afirmou.

Nogueira considerou "inevitável" a queda de Novais, após as novas denúncias que apontam o uso de um servidor público como motorista de sua mulher. "Antes disso, foram 38 presos no ministério, inclusive o então vice-ministro", relembrou.

Para o parlamentar, a queda de Novais "mostra a fragilidade da presidente na escolha de seus ministros e a entrega dos Ministérios de porteira fechada, sem a cobrança de metas". Nogueira afirmou ainda que a oposição retomará, após a saída do ministro do Turismo, a coleta de assinaturas entre deputados e senadores para tentar instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção.

Hoje, antes da queda de Novais, o PSDB entrou com representações no Ministério Público Federal e na Procuradoria Geral da República para apuração de crimes de peculato e improbidade do agora ex-ministro.

Lula quer mobilizar os fascistóides das 30 moedas em defesa de sua “reforma política”. É uma espécie de protesto a favor da corrupção


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Luiz Inácio Apedeuta da Silva teve uma grande idéia: convocar os bate-paus do governismo —  UNE, CUT, alguns movimentos sociais (aquela gente que conta dinheiro, vocês sabem…) — para apoiar a proposta petista de reforma política. Sim, ele quer manifestações públicas mesmo; ele quer protestos a favor, como essa gente aprendeu a fazer quando não está… contando dinheiro.
Gostem ou não do que escrevo, não podem, na boa, me acusar de não perceber o sentido das águas, né? No dia 11 de fevereiro, escrevi aqui: “(…) o petismo precisa ir para a galera; é vital uma certa mobilização permanente da massa ‘contra eles’ - ‘eles’ são todos os não-petistas. E essa tarefa ficará com o Apedeuta. Ontem, ele já lançou o grito de guerra para 2012 - leia-se, antes de tudo, São Paulo! - e já se ofereceu para ser o animador de auditório da reforma política. E ele anda cheio de idéias ruins na cachola, como de hábito; entre elas, o voto em lista e o financiamento público de campanha.”
Pois é… Do voto em lista, o Babalorixá de Banânia parece ter aberto mão. Não emplacaria. Mas insiste no financiamento público de campanha, embora não-exclusivo. Os petistas diziam que a origem dos vícios era o financiamento privado. Se, agora, querem ambos, é porque, entre os defeitos dos dois modelos, eles ficam com todos.
O PT quer que a dinheirama oficial vá para um fundo dos partidos, que distribuiriam a grana entre os candidatos. E cada legenda receberia um percentual de acordo com o tamanho de suas bancadas hoje. Sim, vocês entenderam: os petistas fizeram o mensalão para se financiar. Deu no que deu. Agora eles querem praticar o assalto à luz do dia e à vista de todos. Como é hoje o maior partido, sugere um modelo que dá mais dinheiro público ao partido maior. Eles não são o máximo? A petezada também propôs um tal voto proporcional misto, que conseguiria piorar o que hoje é ruim: o eleitor votaria num candidato e num partido, não necessariamente aliados. E quem seria eleito? Ah, aí seria uma grande surpresa. A matemática do capeta definiria o quociente eleitoral.
Como a proposta foi pensada para tentar eternizar o PT no poder, é preciso agora conferir à estrovenga a aparência de “causa popular”. E como fazê-lo? Ora, convocando para a praça os fascistóides de sempre.
Por mais 30 moedas, eles fazem coisa ainda pior.
A manifestação, se acontecer, corresponde a uma espécie de protesto em favor da corrupção. No canto superior direito do blog, há um link pára a página “Eu voto Distrital”. Informe-se a respeito. Considere essa possiblidade. Lula já mobilizou os subacadêmicos de aluguel em defesa de um modelo que privilegia o PT. O voto distrital só é contra os picaretas. O voto distrital é a favor do Brasil.
Por Reinaldo Azevedo

PT: uma escola de corrupção


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Repórteres da Folha comentam queda do ministro; veja


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Os repórteres especiais da Folha Vera Magalhães e Fernando Canzian comentam a queda do ministro Pedro Novais (Turismo) --que entregou hoje a sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff.

A situação dele ficou insustentável no Planalto e dentro do PMDB depois de duas revelações da Folha: a de que ele pagou com dinheiro público o salário de sua governanta por sete anos e a de que sua mulher usa irregularmente um funcionário da Câmara dos Deputados como motorista particular.

Novais é o quinto ministro a cair nos nove meses da gestão da presidente Dilma Rousseff.

Justiça condena Marcos Valério a seis anos de prisão


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ALINE RESKALLA - Agência Estado
O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza foi condenado a seis anos de prisão pela Justiça Federal de Minas Gerais por prestar informações falsas ao Banco Central sobre operações financeiras de sua empresa, a SMP&B Comunicações, realizadas entre 1998 e 1999. O então sócio de Valério na agência de publicidade, Cristiano de Mello Paz, foi condenado a quatro anos de prisão. Eles já recorreram da sentença, proferida no dia 31 de agosto de 2011, e poderão aguardar o julgamento do recurso em liberdade.
O caso é anterior ao suposto esquema de compra de apoio político conhecido como Mensalão, que foi denunciado em 2005 e ainda tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Para justificar depósitos que permitiram à SMP&B quitar um empréstimo de R$ 7 milhões tomado junto ao Banco Rural e não levantar suspeitas no Banco Central, os acusados alteraram o capital da empresa de R$ 150 mil para R$ 4,5 milhões. Ao checar as informações repassadas pela agência, a autoridade monetária descobriu que, na Junta Comercial de Minas Gerais, o capital social da SMP&B na realidade havia passado de R$ 150 mil para R$ 600 mil, valor incompatível com o pagamento efetuado.
Em suas alegações, o juiz da Quarta Vara Federal de Minas Gerais Leonardo Augusto de Almeida Aguiar afirma que a materialidade do delito está suficientemente comprovada pela divergência dos documentos apresentados pelos acusados. Almeida Aguiar destaca na sentença que não há nos autos documentos de alteração de capital que mencionem a quantia de R$ 4,5 milhões, o que "demonstra, na verdade, que tal aumento de capital nunca ocorreu".
O juiz afirma ainda que a maquiagem das informações financeiras retardou a descoberta pelo Banco Central do esquema de evasão de divisas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro nas empresas de Marcos Valério. "A conduta dos réus fez com que autoridades ficassem ao largo do esquema, permitindo a seus operadores atuar com grande liberdade e fora de foco de qualquer investigação".

Ministro do Turismo se demite e é o quinto a cair no governo Dilma


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Presidente aceitou a carta de demissão do ministro; PMDB írá indicar o nome do novo titular da pasta

Tânia Monteiro / BRASÍLIA - O Estado de São Paulo
O ministro do Turismo, Pedro Novais, entregou no início da noite desta quarta-feira, 14, sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff, que aceitou o pedido. Ainda não há nome para substituí-lo no Ministério. A definição de quem ocupará o cargo sairá entre esta quarta e a quinta-feira, 15.  
Segundo o líder do PMDB na Câmara, a decisão de deixar o cargo partiu do próprio ministro - Ed Ferreira/AE - 17/08/2011
Ed Ferreira/AE - 17/08/2011
Segundo o líder do PMDB na Câmara, a decisão de deixar o cargo partiu do próprio ministro
Mais cedo, o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), havia informado que Novais e o vice-presidente Michel Temer iriam juntos à presidente Dilma para entregar a carta de demissão do ministro. Henrique Eduardo Alves deve apresentar a Temer ainda na noite desta quarta uma lista de sugestões de nomes do PMDB para o ministério.
Após deixar o Palácio do Planalto, Alves foi à Câmara para se reunir com os peemedebistas a fim de discutir os possíveis nomes para a substituição. O líder disse que a decisão de deixar o cargo foi do próprio Novais. "Ele disse que tem razões de sobra para responder a essas indagações, só que vai demandar aborrecimentos e constrangimentos e ele não quer que o ministério do Turismo seja prejudicado em sua gestão, já que estamos nos preparativos para a Copa do Mundo", disse Alves, ressaltando que o partido acata e respeita o gesto de Novais.
Ainda segundo o líder peemedebista, Temer lhe pediu que fosse ao Congresso, para que o partido oferecesse alternativas. "Vamos mostrar que temos vários quadros que podemos oferecer ao governo", disse o deputado. 
(Atualizada às 18h52)

"Quem conviver com Sarney terá que pagar uma conta que só o diabo pode pagar", diz Roberto Romano sobre crise nos ministérios


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Janaina Garcia
Do UOL Notícias
Em São Paulo

A saída de Pedro Novais do ministério do Turismo nesta quarta-feira (14) é a quinta baixa em apenas nove meses de governo da presidente Dilma Rousseff, e o segundo nome de um partido aliado, o PMDB, envolvido em escândalos de corrupção. Para o professor Roberto Romano, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a mudança dá o tom do “peso-Sarney” nas relações políticas e institucionais adotadas nesta e nas últimas gestões do Executivo federal: “O Sarney é um peso negativo para qualquer governo, e quem conviver com ele terá que pagar uma conta que só o diabo pode pagar”, disse.
Em entrevista ao UOL Notícias, Romano destacou que a terceira queda de um ministro ligado ao PMDB do presidente do Senado, José Sarney (AP), “não surpreende” --ainda que, desses, Nelson Jobim (Justiça) não estivesse relacionado a casos de corrupção, mas a desgastes com o governo. Já Novais é apadrinhado político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deputado federal por seis legislaturas e indicado ao cargo no final do ano passado.
“Essa base [governista] do PMDB não tem nenhuma sustentação programática, a menos que consiga recursos para suas regiões”, justificou Romano. “É uma oligarquia que se acostumou a todos os meandros e poderes, afinal, o Sarney foi o executor no congresso de ordens dos ditadores e esses serviços realizados até hoje, muitas vezes, são o preço que ele cobra”, completou o estudioso, referindo-se às indicações do partido no governo federal que seriam influenciadas pelo senador.

Mudança de atitude na Presidência

De acordo com o professor da Unicamp, Novais --a quem ele chama de “velhoto, não garoto de recados da oligarquia do Maranhão” –integra um partido que não apenas adota a prática oligárquica também em Estados e municípios, como, hoje, é "exemplo" a outros que seguem o mesmo caminho.
“Se há esse equilíbrio oligárquico do poder, o que se tem é a indicação de pessoas que são subordinadas aos chefes das oligarquias”, afirmou, para complementar: “E infelizmente é isso que tem ocorrido em todos os partidos, mesmo no PT já surgem essas oligarquias regionais --como a do [governador] Tarso Genro, no Rio Grande do Sul. Assim, ou a presidente reforça o papel da CGU (Controladoria Geral da União) no sentido de coordenar o papel desse órgão com o da PF (Polícia Federal) e do MP (Ministério Público), o que até agora não existe, ou não vai deixar de ficar refém da base aliada nesse sistema perigosíssimo criado desde o Sarney, na Presidência, seguiu nas gestões FHC e foi sacramentado pelo Lula”, define.
A mudança de atitude da presidente na escolha de nomes, na avaliação de Romano, não impossibilita que, por exemplo, eles venham dos próprios quadros do PMDB, partido também do vice da petista, Michel Temer (SP). “O partido tem nomes técnicos e políticos de boa qualidade, mas no momento de indicar um cargo dessa envergadura, mas se adotou um critério de fidelidade que é um desastre, uma perda de autoridade para a presidente, a ponto de ela fazer de conta que não está servindo ao PMDB. No sistema presidencialista, já que não estamos no parlamentarismo, isso é o fim do mundo”.
Caso não aja no sentido de nomear gestores com maior capacidade técnica e não integre CGU, PF e MP na fiscalização de agentes públicos e no combate à corrupção, Romano antevê um ônus para Dilma, no mínimo, para as eleições de 2014: “[A divulgação de denúncias pela imprensa, do MP ou por ações da PF] É um processo inexorável que tende a se radicalizar cada vez mais. Se a presidente insistir em estratégias anteriores a seu governo de apenas fazer propaganda para sanar os males e eleger o João Santana como seu ministro mais importante, evidentemente que ela vai terminar seu governo em brancas nuvens e abrir possibilidade para o retorno do Lula, não tenho dúvida”.
Além de Novais, já deixaram o governo diante de suspeitas de corrupção o peemedebista Wagner Rossi, da Agricultura,  Antonio Palocci (PT), da Casa Civil, Alfredo Nascimento (PR), dos Transportes, e Nelson Jobim (PMDB), da Justiça --que deixou a pasta após declarações públicas que desgastaram a relação dele com o PT.


13/09/2011

Dos 10 maiores empregadores globais, sete são governos


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O Globo

RIO - Governos são as instituições que mais empregam no mundo. O dado é de pesquisa realizada pela revista The Economist, e mostra que, dos dez maiores empregadores globais, sete são governos - como é o caso da Corporação Nacional de Petróleo da China, em quinto lugar, com 1,7 milhão de funcionários.

De acordo com reportagem da The Economist, apesar da dificuldade de criar emprego em períodos de austeridade fiscal e de pouco crescimento, e de geralmente fazerem cortes que implicam redução no número de empregos, os governos ainda empregam muita gente.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos é o maior empregador global: teve 3,2 milhões de pessoas em sua folha de pagamento em 2010, o equivalente a 1% da população do país. O segundo no ranking são as Forças Armadas da China - país mais populoso do planeta -, que empregam 2,3 milhões de pessoas. O Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha (NHS) não fica atrás, em termos proporcionais: tem 1,4 milhão de funcionários em sua folha de pagamento, mais de 2,5% da população do país, e ocupa a sétima posição do ranking (empatado com a estatal Indian Railways, empresa ferroviária indiana).

Entre as empresas privadas, as que mais trabalhadores têm são, respectivamente: Walmart (2,1 milhões de pessoas), McDonald´s (1,7 milhão) e a Indústria de Precisão Hon Hai de Taiwan (800 mil), razão social da grande fabricante de componentes eletrônicos Foxconn. Walmart e McDonald´s ocupam, respectivamente, o terceiro e o quarto lugares da pesquisa. A Indústria de Precisão Hon Tai está na última posição.

Os dados do levantamento são referentes ao ano de 2010.


 

Como a Universal lava o dinheiro doado pelos seus fiéis


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Denúncia do Ministério Público Federal aponta como Edir Macedo e dirigentes da Igreja Universal fraudaram a Receita para comprar rádios e TVs

André Vargas
Lavagem de dinheiro, evasão e formação de quadrilha em esquema com doleiros, paraísos fiscais e empresas de fachada: tudo para ampliar o poder do bispo Edir Macedo
Lavagem de dinheiro, evasão e formação de quadrilha em esquema com doleiros, paraísos fiscais e empresas de fachada: tudo para ampliar o poder do bispo Edir Macedo (Reprodução de TV)
Há quinze anos, promotores tentam provar que os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), liderados por Edir Macedo, usam as doações de fiéis para financiar, de modo fraudulento, a compra de empresas e agigantar um conglomerado de comunicação que tem como principal finalidade ampliar a influência religiosa e política desse ramo evangélico. 
Em 1º de setembro, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) denunciou Edir Macedo e três integrantes da cúpula da Iurd por formação de quadrilha, estelionato, duas modalidades de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Eles são o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, a diretora financeira Alba Maria da Silva da Costa e o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, que também presidiu a Iurd no Brasil. Macedo é o líder mundial da igreja.
A acusação do MPF veio à tona nesta segunda-feira. Agora, a Justiça vai decidir se aceita a denúncia e abre uma ação penal contra os integrantes da Universal. Macedo e os outros três denunciados são acusados pelo MPF de comandar e se beneficiar da lavagem de dinheiro arrecadado em cultos entre 1999 e 2005 – o período investigado. "Os pregadores valem-se da fé, do desespero ou da ambição dos fiéis para lhes venderem a ideia de que Deus e Jesus Cristo apenas olham pelos que contribuem financeiramente com a igreja", cita o procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira.
Segundo a denúncia, o dinheiro das doações foi remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos e para o Uruguai, onde foi parar em contas bancárias abertas por empresas sediadas em paraísos fiscais. Criadas entre 1991 e 1992, as empresas offshore são a Investholding, sediada nas Ilhas Cayman, no Caribe, e a Cableinvest, na ilha Jersey. 
Doleiros participaram da operação por intermédio das empresas de câmbio Diskline e IC, com escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Eles convertiam os reais que eram arrecadados junto aos fiéis em dólares depositados nas contas bancárias das offshores em Miami, Nova York e Montevidéu. Depois, o dinheiro era reconvertido em moeda nacional e aplicado na compra de veículos de comunicação no Brasil, todos registrados em nome de bispos e pessoas ligadas à Iurd. Em junho de 2005, João Batista Ramos da Silva foi descoberto quando tentava embarcar em um jatinho de Brasília para São Paulo com 10 milhões de reais em espécie. 
A denúncia demonstra que a Iurd declarou ao Fisco somente uma parte do que arrecada nos cultos, apesar da a igreja ter imunidade tributária. Entre 2003 e 2006, a Universal declarou ter recebido mais de 5 bilhões de reais em doações. Segundo testemunhas, no entanto, o valor pode ser bem maior. "A Iurd parece aplicar junto à Fazenda Pública uma política que, nos moldes do que prega aos seus fiéis, também pode ser caracterizada como 'dizimista': declara à Receita apenas parte do que efetivamente arrecada", diz o procurador na denúncia. 
Empréstimos – De acordo com a investigação do MPF, depois de passar pelas contas das offshores, o dinheiro, devidamente legalizado, era remetido de volta ao Brasil na forma de investimentos e aquisição de cotas societárias de empresas de fachada criadas pelo grupo. Os endereços principais eram a Cremo e a Unimetro. A novidade desta vez, é que a investigação apurou que os dirigentes também se beneficiavam de “empréstimos” das offshores. 
Antes, a suspeita era de que apenas laranjas e pessoas de menor expressão na hierarquia eram usadas no esquema. Mas, entre 2003 e 2006, sustenta a procuradoria, a Cremo fechou três empréstimos de quase dez milhões de reais para Alba Maria da Silva da Costa. Só sete milhões de reais foram registrados. Em outra operação, a Cremo adquiriu um jatinho executivo para a Rádio Record. A investigação sugere que a Universal e as empresas fazem parte do mesmo conglomerado.
O procurador encaminhou cópia da denúncia à área cível da Procuradoria da República em São Paulo solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da Iurd.
Defesa – A advogada Denise Provasi Vaz, do escritório Moraes Pitombo, que representa a Iurd e o bispo e ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, afirmou que a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia apresentada pelo MPF-SP. Para ela, as alegações contra os clientes de seu escritório são “ressuscitadas”. “Outras com o mesmo teor foram apresentadas, sem sucesso, ao longo dos últimos anos”, diz. A advogada lembra que, como há recursos pendentes para determinar qual tribunal tem legitimidade no caso, a denúncia do MPF pode novamente dar em nada.
Entenda a acusação do Ministério Público Federal:
Entenda a acusação do Ministério Público contra a cúpula da Igreja Universal

Dirceu quer rapidez no julgamento do mensalão pelo STF


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SERGIO TORRES - Agência Estado
O ex-ministro José Dirceu disse hoje que espera que o julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ocorra com a maior rapidez possível. "É a única coisa que peço, mais nada. Que me julguem nos autos. Porque juízo político já tive na Câmara dos Deputados, e eu fui cassado sem provas, como, aliás, o tempo está mostrando", afirmou. Dirceu é réu no processo do mensalão, em que é chamado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de "chefe da quadrilha".
Em palestra no seminário sobre petróleo produzido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, o ex-ministro cobrou do governo da presidente Dilma Rousseff mais investimentos nas Forças Armadas. Ele defendeu a modernização do Exército e da Marinha. Disse ainda que o Brasil precisa fabricar "mísseis de defesa" e voltar a produzir caças de guerra para a frota da Aeronáutica. "Um país da dimensão do Brasil não pode deixar de ter um poder militar defensivo tecnologicamente avançado", afirmou.
Apontado por engano como representante da Casa Civil no programa do seminário, ele fez elogios aos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que "transformou o Ministério da Defesa em realidade".

12/09/2011

Lula chega a Brasília para discutir defesa de Palocci


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Eduardo Rodrigues, da Agência Estado
BRASÍLIA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou no início da tarde desta terça-feira, 24,  à residência da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em Brasília. Ele foi recebido pela parlamentar e seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Lula participará de almoço com a bancada do PT no Senado para discutir estratégia de defesa do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Ele deverá falar com a imprensa depois do encontro.

A casa de Hitler


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Dilma Rousseff fala sobre a sua rotina em casa - NO FANTÁSTICO


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Diante de procurador, Gleisi defende mudança em regra de licitações


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RENATO MACHADO
DE BRASÍLIA
A ministra Gleisi Hoffman (Casa Civil) saiu na tarde desta segunda-feira em defesa do RDC (Regime Diferenciado de Contratação) para as futuras obras no país. A ministra reforçou as vantagens do novo modelo em comparação com a atual lei de licitações e também defendeu a sua constitucionalidade.

O regime foi criado para facilitar as contratações das obras da Copa de 2014 e Olimpíada 2016.

As declarações da ministra foram dadas no mesmo evento em que também participou da mesa o procurador-geral da República, Roberto Gurgel --que na sexta-feira apresentou uma ação de inconstitucionalidade contra o RDC no STF (Supremo Tribunal Federal).

Procurador vai ao STF contra mudança em regra de licitações

"O RDC pretende ser uma alternativa à lei 8666, que não dá mais uma resposta rápida e eficaz às necessidades", disse ela durante o seminário internacional Desenvolvimento de Infraestrutura no Pós-Crise, organizado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). "E não há dúvidas que é constitucional."

O procurador-geral estava presente na mesa de palestrantes, mas não teve a oportunidade de discursar. Ao término, saiu sem falar com a imprensa. A ministra disse depois, em entrevista, que "não quis mandar recados para ninguém" e que simplesmente defendeu um regime que é positivo para o país.

O RDC foi aprovado pelo Congresso em julho e sancionado pela presidente Dilma Rousseff no mês seguinte. Na semana passada, Gurgel entrou com a ação no STF e argumentou que alguns mecanismo no texto da lei dificultam o acompanhamento dos gastos.

A medida traz mudanças polêmicas, como a manutenção do sigilo dos orçamentos prévios de um projeto até o fim da licitação. Durante o processo, somente órgãos de controle terão acesso aos preços.

Pela lei anterior, os órgãos públicos colocavam os preços que consideram justos no edital, e as empresas deveriam concorrer entre si sabendo qual é o teto máximo.

11/09/2011

Aproximação com PT já produz alianças em São Paulo


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AE - Agência Estado
A decisão do PT de abrir espaço para alianças com o PSD nas eleições municipais de 2012 acelerou o diálogo entre os dois partidos na Grande São Paulo. Logo após o 4.º Congresso petista, que praticamente liberou a aproximação com o novo partido, o PT reforçou a busca pelo apoio do PSD a seus candidatos no Estado - mesmo sem aprovação formal a essa união por seu diretório regional.
Em junho, conforme revelou o Estado, a direção do PT paulista impediu a aprovação de resolução que queria proibir alianças com o PSD em São Paulo. Na ocasião, ficou acertado uma nova consulta aos filiados paulistas.
Mas, com o objetivo de reforçar suas chapas em locais considerados estratégicos, os petistas articulam coligações com o PSD em Osasco, Suzano, São Bernardo do Campo e outros municípios do ABC paulista. Já o novo partido flerta com o PT para dar corpo a suas pretensões eleitorais em Barueri e Carapicuíba.
Segundo líderes petistas, a resolução nacional do partido, que proibiu alianças com PSDB, DEM e PPS, deve liberar, na prática, as coligações com o PSD. A interpretação de dirigentes é que os recentes gestos de aproximação de Gilberto Kassab em relação ao governo Dilma Rousseff não permitem que o PSD seja encarado como inimigo.
"No momento em que o PSD abre um espaço de diálogo com o governo Dilma, há uma tendência de que eles sejam tratados como aliados, inclusive no Estado de São Paulo", avalia o presidente do PT paulista, Edinho Silva. "Na capital, o PT é oposição ao Kassab por questões específicas, mas não podemos construir nossa política de alianças pautados apenas por esse afastamento."

Itajaí tem mais da metade de sua área coberta pelas águas


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Em Santa Catarina, 91 cidades foram atingidas, afetando 929.927 pessoas

Fernando Alécio, de Itajaí
Hóspedes de hotel são obrigados a saírem do prédio com auxílio de escada, no centro de Blumenau. As fortes chuvas no estado de Santa Catarina fizeram o rio Itajaí atingir a marca de 12 metros e 60 cm, alagando cidades e desabrigando diversos moradores da região
Hóspedes de hotel são obrigados a saírem do prédio com auxílio de escada, no centro de Blumenau. As fortes chuvas no estado de Santa Catarina fizeram o rio Itajaí atingir a marca de 12 metros e 60 cm, alagando cidades e desabrigando diversos moradores da região (Fabrizio Motta/Fotoarena)
Com 60% de sua área tomada pelas águas dos rios Itajaí-mirim e Itajaí-açu, a cidade de Itajaí voltou a viver nos últimos dias o pesadelo de novembro de 2008, embora com menor intensidade – há três anos, a enchente tomou conta de 80% do território. Mesmo assim, bairros inteiros ficaram submersos e, em algumas localidades, a altura das águas superou a marca de três metros.
Uma multidão lotou os abrigos preparados pela Defesa Civil. A prefeitura disponibilizou 18 locais, entre ginásios de esportes, escolas públicas e salões paroquiais. Até a noite deste sábado, 3.202 pessoas estavam instaladas nos abrigos e outras 30.000 tiveram que deixar suas casas.
Pelo menos uma morte foi registrada em Itajaí. De acordo com a Polícia Militar, na tarde deste sábado, Antônio José Mendonça, 50 anos, caiu enquanto caminhava por uma rua inundada no bairro de São Vicente e se afogou. Em Navegantes, cidade localizada na outra margem da foz do rio Itajaí-açu, o impacto foi menor. Cerca de 100 pessoas ficaram desabrigadas.
A recepção de donativos está concentrada no Centro de Eventos de Itajaí e o Exército é responsável pela distribuição aos abrigos. Segundo a Força Aérea Brasileira, foram transportadas oito toneladas de água potável, medicamentos, cestas básicas e material de limpeza.
Um helicóptero H-34 Super Puma, do 3º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação, sediado no Rio de Janeiro, foi deslocado para o aeroporto de Navegantes, usado como base das operações, para a realização de transporte de suprimentos para a cidade de Rio do Sul, uma das mais prejudicadas. Um blackhawk do 5º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação também está sendo utilizado.
Ontem, o comércio de Itajaí não abriu e desde a tarde desta sexta-feira, o abastecimento de água potável foi interrompido – a normalização do sistema deve acontecer ainda neste domingo. Também na manhã de hoje, foi reativada a coleta de lixo em todas as regiões da cidade onde as águas baixaram. As aulas nas escolas públicas estão suspensas nesta segunda-feira.
Prefeito teme fuga de empresários - Jandir Bellini, prefeito de Itajaí, demonstrou preocupação com o possível desinteresse de empresários em investir na cidade. "Depois de duas enchentes recentes, pode haver receio de instalar empresas em nossa cidade", observou. "Mas são fatores climáticos. Os Estados Unidos tem furacões, o Japão, terremoto. São momentos difíceis, mas superáveis”.
Bellini, que assumiu em janeiro de 2009, logo depois da última grande enchente, acredita que os investimentos feitos na Defesa Civil contribuíram para preparar melhor a cidade. “Investimos cerca de 300 mil reais no nosso sistema de telemetria", contou. "O nível dos rios que cortam a cidade são monitorados a cada 15 minutos. Isto nos permitiu alertar a população antes de a água subir”.
Porto - Ao contrário do ocorrido na enchente de 2008, quando foi parcialmente destruído e levou quase dois anos para ser totalmente recuperado, o porto de Itajaí não sofreu danos físicos desta vez. O prejuízo ficou por conta da interrupção das operações portuárias desde a manhã de quinta-feira, dia 8, devido ao fechamento da barra em decorrência da forte correnteza do rio Itajaí-Açu. Pela mesma razão, o porto privado de Navegantes (Portonave) também está com as operações suspensas.
“Os cais do porto de Itajaí e dos demais terminais que formam o complexo não foram atingidos pela correnteza, permanecendo intactos", informa Antônio Ayres dos Santos Junior, superintendente do complexo portuário local. "O assoreamento possivelmente gerado pelo grande volume de água escoado pela foz do rio Itajaí-açu será verificado na próxima semana, por meio de batimetria, que será realizada assim que as águas baixarem”.
No estado - Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, oito municípios decretaram estado de calamidade pública em consequência das fortes chuvas: Agronômica, Rio do Sul, Lontras, Brusque, Ituporanga, Aurora, Presidente Getúlio e Laurentino. Outros 36 decretaram situação de emergência.
No total, 91 cidades foram atingidas, afetando 929.927 pessoas. Dessas, 156.465 estão desalojadas e outras 14.825 desabrigadas. Duas pessoas morreram e uma terceira continua desaparecida.
(Com Agência Estado)