09/09/2011

Na defesa do STF, José Dirceu virou um ‘sub-Delúbio’


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Protocolada no STF no prazo limite, a última peça de defesa do grão-petê José Dirceu não faz jus à biografia do líder nato.

Nas “alegações finais” que levaram aos autos do mensalão, os advogados de Dirceu contestam a acusação de que ele foi o “chefe da quadrilha.”

Anotou-se na peça: “A prova judicial assegurou que José Dirceu se dedicava exclusivamente ao governo [Lula]…”

“…Não comandava os atos dos dirigentes do PT, não tinha controle nem ciência das atividades de Delúbio Soares.”

Juntando-se a defesa de Dirceu com a de Marcos Valério, chega-se a um quadro tisnado pela excentricidade: a corrupção acéfala, a máfia sem capo.

Em seu derradeiro arrazoado de defesa, Valério estranhou a ausência de Lula no rol de acusados do mensalão. Agora, Dirceu alega que tampouco ele deveria constar dos autos.

Na época em que estourou o escândalo, em 2005, Lula reivindicara para si o papel de cego atoleimado, o presidente que “não sabia”.

Quanto a Dirceu, pede para ser tratado como animal de uma velha piada. Na anedota, o dono de um circo falido é acossado por um credor português.

Sem alternativas, o proprietário do circo sugere: "Não tenho dinheiro, mas pode levar o leão".

Negócio fechado, o portuga decide passar o leão nos cobres. Para “melhorar” a aparência do animal, passa-lhe a máquina zero na cabeleira.

Sem juba, o leão vira um reles cachorro amarelo, insignificante, sem valor aparente.

Dá-se coisa semelhante com José Dirceu. Seus advogados como que lhe tosaram a juba.

Tentam converter Dirceu de atração principal do circo em cachorro amarelo.

No tempo em que Brasília ainda tentava fazer sentido, os valores pareciam mais nítidos.

Deus era Deus, o diabo era diabo, o PT era PT, o Delúbio era pau-mandado, o Lula era presidente e o Dirceu era primeiro-ministro.

Nas páginas do processo do STF, a nitidez perdeu a função. Nada é o que parece.

Não bastasse a ausência de Lula, Dirceu desce ao processo como o antilíder, uma espécie de sub-Delúbio.
Josias de Souza

Santa Catarina enfrenta a pior enchente das últimas duas décadas


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Vídeos da enchente em Blumenau


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08/09/2011

Número de servidores públicos cresce no último governo e volta ao patamar do início da década de 90, diz Ipea


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André de Souza (andre.renato@bsb.oglobo.com.br)

BRASÍLIA - O número de servidores admitidos por concurso público no governo Lula foi o triplo do verificado durante o governo Fernando Henrique. O dado é de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quinta-feira. Nos dois mandatos do petista (2003-2010), foram 155.534 pessoas contratadas após passar em algum concurso público da administração federal, contra 51.613 nos oito anos de governo tucano (1995-2002). O estudo mostra, no entanto, que devido à saída de servidores, motivada principalmente por pedidos de aposentadoria, o número de servidores civis ativos na administração federal em 2010 (631 mil) está abaixo do pico verificado em 1992 (680 mil).

Outro dado do estudo é o crescimento, entre 2003 e 2010, da participação do setor privado no número de trabalhadores empregados. Em 2003, 72,3% estavam no setor privado, 25,2% na administração pública nos três níveis (federal, estadual e municipal) e 2,6% nas empresas estatais. Em 2010, esses percentuais passaram a ser 76,3%, 21,8% e 1,9% respectivamente. Isso ocorreu porque o número de admissões no setor privado cresceu na uma taxa maior que no setor público. Neste, a administração municipal foi a que mais cresceu no período - 39,3% - contra 30,3% da federal e 19,1% da estadual.

A diferença entre os dois governos são explicadas em grande parte pelo segundo mandato de cada. No primeiro mandato, os números foram mais parecidos. Entre 1995 e 1998, 46.472 pessoas entraram no serviço público por meio de concurso, número que subiu para 57.907 entre 2003 e 2006. Já no segundo mandato de FH (1999-2002), foram 5.141, contra 97.627 do segundo mandato de Lula (2007-2010). O período que vai de 2007 a 2010 apresentou um crescimento de 1899% em relação aos anos de 1999 a 2002. Em 2002, último ano do governo FH, foram apenas 30 novos servidores admitidos por concurso.

Quando as comparações são feitas levando em conta o número total de servidores civis ativos na administração federal, o primeiro mandato do governo FH registrou uma queda mais acentuada que o segundo. O período entre 1995 e 1998 teve uma diminuição de 10,5%, num contexto classificado pelo Ipea como de "reforma do Estado". Em 1994, eram 642 mil servidores civis ativos na administração federal, caindo para 631 mil em 1995 e 564 mil em 1998. O segundo mandato de FH registrou uma queda menor (2,7%), saindo de 545 mil em 1999 para 531 mil em 2002. Já os dois governos do ex-presidente Lula foram classificados como de "fortalecimento da capacidade de Estado", apresentando crescimento no número de servidores civis ativos de 7,3% no primeiro mandato e de 4,8% no segundo mandato.

Apesar do forte ingresso de servidores ao longo da última década, há, segundo o estudo, espaço para mais contratações, uma vez que isso não foi suficiente para repor todos aqueles que se aposentaram ou saíram do serviço público. "Houve ao menos três momentos importantes de corrida à aposentadoria que, de modo geral, coincidem com períodos que precederam ou acompanharam reformas previdenciárias: 1991; 1995 a 1998 e 2003", destaca o estudo.

Também de acordo com o Ipea, os gastos com pessoal não saíram do controle do governo federal, uma vez que permaneceram estáveis ao longo da última década quando comparados com a arrecadação. O Ipea aponta que em 2009 (último ano com dados disponíveis), os gastos com pessoal nas três esferas de governo representou 41,2% do total de despesas, 42,1% do total das receitas, e 14% do PIB.

Ainda segundo o Ipea, houve uma melhora no processo de seleção dos servidores, "a partir de critérios meritocráticos, por meio de concursos públicos, e mais para atividades-fim, que exigem nível superior de escolarização, do que para atividades-meio, indicando a possibilidade de maiores impactos sobre a produtividade agregada do setor público".

Além disso, o estudo afirma que as contratações realizadas nos últimos anos fizeram aumentar o número de servidores com vinculação estatutária, "em detrimento seja do padrão celetista, seja de várias formas de contratação irregulares ou precárias". Para o Ipea, isso permite colocar o novo contingente de força de trabalho a serviço do Estado "sob direitos e deveres comuns e estáveis, podendo com isso gerar maior coesão e homogeneidade no interior da categoria como um todo, aspecto este considerado essencial para um desempenho satisfatório do Estado no longo prazo".

O Ipea mostra ainda que, desde 1995, aumentou a participação feminina na administração pública nos três níveis de governo. No primeiro ano do governo FH, elas já eram maioria - 56,6% - passando para 58,6% em 2010, último ano do governo Lula. A distribuição, no entanto, é desigual. Na administração federal, elas são minoria (35,1%), mas o quadro se inverte na estadual (57,3%) e na municipal (64%). "O que explica tal participação diferenciada é o número de mulheres predominante nas funções de saúde, assistência social e educação, as quais, como já referido, são assumidas em maior parte pelos estados e municípios. A tendência evidenciada pelos dados aponta para diminuição da participação feminina nos estados e aumento nos municípios e na esfera federal", diz o estudo.

As fontes do estudo foram os os Censos Demográficos, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e o Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape).

Em alegações finais sobre mensalão, Dirceu nega que controlasse PT


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Segundo texto apresentado ao STF, 'não há qualquer elemento no processo que possa sequer sugerir que Dirceu tinha conhecimento de questões relacionadas à administração ou finanças'

Fausto Macedo / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), em alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF), rechaçou uma a uma as acusações que pesam contra ele no caso mensalão.
Em 160 páginas subscritas por seus advogados, José Luís Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua, o ex-ministro rebate a acusação de que controlava as ações do PT.
Segundo eles, “não há qualquer elemento no processo que possa sequer sugerir que Dirceu tinha conhecimento de questões relacionadas à administração ou finanças do PT no período que esteve à frente da Casa Civil”.
José Dirceu durante Congresso do PT, quando foi aclamado como 'guerreiro do povo brasileiro' - Ed Ferreira/AE - 02.09.2011
Ed Ferreira/AE - 02.09.2011
José Dirceu durante Congresso do PT, quando foi aclamado como 'guerreiro do povo brasileiro'
Dirceu sustenta que as provas demonstram que ele “não mantinha vínculos com Marcos Valério (suposto operador do mensalão), sendo completamente descabida a alegação de qualquer espécie de relação entre ambos, quanto mais de confiança”.
“A análise do processo demonstra a falta de lógica no raciocínio da acusação, uma vez que parlamentares supostamente corrompidos integravam a base aliada, ocupavam ministérios e sempre votaram a favor do governo Lula, que já apoiavam até mesmo durante as eleições de 2002”, argumentam Oliveira Lima e Dall’Acqua.
Os criminalistas também anotam que a Procuradoria-Geral da República “não consegue estabelecer qualquer relação entre saques e votações, pressuposto indispensável para as acusações de corrupção”.
Dirceu diz que “ficou provado que a secretaria financeira do PT agia com plena autonomia e que ele, afastado do partido, não tinha qualquer interferência em suas ações”. “Todos os testemunhos corroboram as declarações do próprio Delúbio Soares (ex-tesoureiro), que sempre negou ter agido sob influência de Dirceu. Todas as provas mostram que Delúbio atuava com independência e sem a necessidade de ciência ou anuência de Dirceu.”

Rio Itajaí-Açu invade avenida Beira-Rio, em Blumenau


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Previsão aponta pior enchente na cidade desde 1984


A invasão da avenida Beira-Rio, em Blumenau, pela águas do Rio Itajaí-Açu ocorreu por volta das 18h30min desta quinta-feira. Às 19h, o nível atingiu 10,84 metros.

Desde o início da tarde, várias pessoas acompanhavam a subida do rio das calçadas.Clique aquie veja o momento do transbordamento do rio.

A forte chuva dos últimos dias e a expectativa de mais instabilidade nas próximas horas podem fazer com que o nível do Rio Itajaí-Açu, em Blumenau, chegue a 14 metros às 5h desta sexta-feira.

A previsão é do Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu (Ceops). Se confirmada a previsão, Blumenau terá a pior enchente desde 1984, quando o nível do rio atingiu 15,46 metros.

O Vale do Itajaí é a região que mais preocupa a Defesa Civil. O governador Raimundo Colombo está se deslocando para visitar as cidades de Blumenau e Rio do Sul, para vistoriar áreas e conversar com os prefeitos. No início da tarde desta quinta-feira, o prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, decretou situação de emergência.

A chuva causou quedas de barreiras e alagamentos em diversas cidades catarinenses. De acordo com o último relatório da Defesa Civil, divulgado às 17h30min, 46 municípios foram atingidos, mais de 440 mil foram pessoas afetadas e dez cidades estão em emergência. 

Movimento Contra a Corrupção cresce nas redes sociais e novas manifestações são marcadas


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Tatiana Farah (tatiana.farah@sp.oglobo.com.br)

SÃO PAULO - O analista de RH Saulo Resende já avisou ao pai, atônito com a atuação do filho no protesto contra a corrupção desta quarta-feira: "Eu não vou parar". Com outros 40 "amigos" conhecidos na manifestação da avenida Paulista, lançou no Facebook uma comunidade apartidária para o próximo passo do grupo: uma manifestação nacional no feriado de 12 de outubro.

- Meu pai ficou preocupado porque, em sua juventude, nos anos 70, viu o que ocorreu a quem protestava. Mas hoje o país está diferente.

Diferente mesmo: as manifestações são organizadas pelas redes sociais e só depois ganham as ruas. De volta à frente dos computadores, os jovens arquitetam novos atos para fortalecer o movimento. Entre os organizadores, estão estudantes, profissionais liberais e grupos impensáveis em uma mesma mesa: a ala jovem da maçonaria e os hackers do grupo Anonymous, que apavoraram as autoridades abrindo caixas de email. Os organizadores partem de grupos diferentes, como os "caras pintadas" e os jovens do "Dia do Basta". Tintas coloridas para alguns, máscara do personagem anárquico "V" para outros e cartazes de protesto para todos.

- Fomos espalhando a informação porque a rede social permite esse tipo de movimento - diz o ator e comunicador social Felipe Mello, para quem não houve um estopim para os protestos: - O que há é um esgotamento da paciência. Só há crime, não há castigo.

Embora majoritariamente formado por jovens, o movimento não contou com a presença da União Nacional dos Estudantes (UNE) em nenhuma das capitais. O presidente da entidade, Daniel Iliesco, disse ao GLOBO que a entidade participou no mesmo dia do tradicional Grito dos Excluídos.

- Mas a gente entende que esse movimento tende a se aprofundar. É muito espontâneo e, assim como outros movimentos, achamos que é fundamental que se aprofunde mesmo.

Segundo Daniel, a UNE "está centrando esforços" em outra manifestação, com as entidades de professores, que deve ser realizada no final de outubro, mas que, se for convocada, a entidade deve apoiar a mobilização de 12 de outubro.

VÍDEO: reportagem da RBS TV flagra queda de barreira em Corupá na BR-280


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A equipe de reportagem da RBS TV flagrou um deslizamento em Corupá, na BR-280, no Norte de Santa Catarina, na manhã desta quinta-feira. A queda de uma barreira interditou as duas pistas da rodovia, perto do km 93.

 


Veja abaixo as imagens do flagrante

Fotos da enchente em Blumenau


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Previsão aponta pior enchente em Blumenau desde 1984


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Rio Itajaí-Açu deve atingir 15,46 metros às 5h desta sexta-feira



Atualizada às 18h58min
A forte chuva dos últimos dias e a expectativa de mais instabilidade nas próximas horas podem fazer com que o nível do Rio Itajaí-Açu, em Blumenau, chegue a 14 metros às 5h desta sexta-feira.

A previsão é do Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu (Ceops). Se confirmada a previsão, Blumenau terá a pior enchente desde 1984, quando o nível do rio atingiu 15,46 metros.

Às 18h, o nível do Itajaí-Açu já havia superado os 10 metros. O Vale do Itajaí é a região que mais preocupa a Defesa Civil. O governador Raimundo Colombo está se deslocando para visitar as cidades de Blumenau e Rio do Sul, para vistoriar áreas e conversar com os prefeitos. No início da tarde desta quinta-feira, o prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, decretou situação de emergência.

A chuva causou quedas de barreiras e alagamentos em diversas cidades catarinenses. De acordo com o último relatório da Defesa Civil, divulgado às 16h30min, 38 municípios foram atingidos, mais de 43 mil foram pessoas afetadas e cinco cidades estão em emergência: Rio do Cedros, Rio da Antas, Pouso Redondo, Ituporanga e José Boiteux.

>>> Acompanhe em tempo real a cobertura dos transtornos provocados pela chuva SC:

07/09/2011


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Manifestante carregam cartazes contra a corrupção durante protesto em Brasília   Leia Mais
Manifestantes protestam contra a corrupção, em Brasília  Leia MaisMarcha contra a Corrupção, movimento que ocorre paralelamente ao desfile de 7 de Setembro, reúne milhares de pessoas em Brasília   Leia MaisMarcha contra a Corrupção, movimento que ocorre paralelamente ao desfile de 7 de Setembro, reúne milhares de pessoas em Brasília   Leia Mais
Manifestantes tomam a avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra a corrupção no país  Leia Mais
Convocados pela internet, manifestantes participam em Brasília de ato contra a corrupção  Leia Mais
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Manifestantes contam notas falsas durante protesto contra a corrupção, em Brasília   Leia MaisAto anticorrupção reúne cerca de 500 pessoas na avenida Paulista, em São Paulo  Leia Mais
Convocados pela internet, manifestantes participam em Brasília de ato contra a corrupção   Leia Mais


Protesto contra a corrupção reúne milhares de pessoas em Brasília   Leia MaisMulheres pintam o rosto para participar de ato anticorrupção na avenida Paulista, em São Paulo; a manifestação, organizada por meio da internet, reuniu cerca de 500 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar Leia MaisConvocados pela internet, manifestantes participam em Brasília de ato contra a corrupção   Leia MaisManifestantes concentram-se na avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra a corrupção  Leia MaisManifestantes tomam a avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra a corrupção no país Leia MaisManifestantes tomam a avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra a corrupção no país Leia MaisAto anticorrupção reúne cerca de 500 pessoas na avenida Paulista, em São Paulo Leia MaisManifestantes tomam a avenida Paulista, em São Paulo, durante ato anticorrupção; cerca de 50 cidades em 19 Estados e no Distrito Federal tem manifestações contra a corrupção programadas para o feriado do 7 de Setembro Leia MaisManifestantes tomam a avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra a corrupção no país Leia MaisAto anticorrupção reúne cerca de 500 pessoas na avenida Paulista, em São Paulo Leia MaisMulher participa de ato anticorrupção na avenida Paulista, em São Paulo; cerca de 50 cidades em 19 Estados e no Distrito Federal tem manifestações contra a corrupção programadas para o feriado do 7 de Setembro Leia Mais

Ueslei Marcelino/Reuters
Manifestantes protestam contra a corrupção, em Brasília  Leia Mais
Manifestantes protestam contra a corrupção, em Brasília Leia Mais

Vídeo: Marcha contra a corrupção em Brasília


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Marcha Contra a Corrupção é legítima, dizem ministros


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Para eles, as manifestações são naturais em um regime democrático

Tânia Monteiro, de Agência Estado
BRASÍLIA - Apesar de não terem visto nem ouvido os manifestantes da Marcha Contra a Corrupção, as autoridades que estavam em Brasília no desfile do 7 de Setembro, ao lado a presidente Dilma Rousseff, consideraram o protesto como parte do jogo democrático. Blindados pelos tapumes que tomaram todo o quarteirão em frente ao palanque oficial, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, classificaram o ato como "legítimo" e "ocorrência natural em uma democracia".
Para Marco Maia, não há nenhum constrangimento para o governo - André Dusek / AE 06.09.2011
André Dusek / AE 06.09.2011
Para Marco Maia, não há nenhum constrangimento para o governo
O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, cuja pasta foi um dos alvos da "faxina" e dos manifestantes, esquivou-se de falar sobre o protesto alegando que "não viu nada". Ele disse que não estava constrangido com a manifestação. Passos, que ocupou o cargo de secretário-executivo da Pasta durante todo o governo do ex-presidente Lula (2003-2010), disse que "as questões internas do ministério já estão encaminhadas e sendo cuidadas pela Controladoria Geral da União (CGU), pelas auditorias, pelas comissões de sindicância e processos administrativos e disciplinares". A CGU deve divulgar nesta quinta-feira, 8, um primeiro balanço das auditorias feitas nos contratos do Ministério dos Transportes.
Marco Maia lembrou que já participou de muitas manifestações pelo País afora e que a marcha desta quarta-feira, 7, na Esplanada dos Ministérios, era "importante para a democracia brasileira" e, por isso, deveria ser "respeitada e apoiada". Pelo fato de o desfile e o protesto dividirem a mesma avenida, mas em sentidos diferentes, o presidente da Câmara disse que isso era um exemplo de convivência pacífica e democrática. "Que bom que vivemos em um País democrático, onde as pessoas podem expressar suas opiniões e posições de forma livre, respeitando a segurança e a liberdade de ir e vir das pessoas", disse Marco Maia.

Marcha contra a corrupção toma a Avenida Paulista


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Manifestação reúne 2.000 pessoas inconformadas com a política brasileira

Fernanda Nascimento
Indignação: caras pintadas em São Paulo
Indignação: caras pintadas em São Paulo (Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress )
Brasileiros inconformados com a corrupção na política nacional tomaram nesta quarta-feira a avenida símbolo da maior cidade do país, a Avenida Paulista, em São Paulo. Desde a manhã, grupos suprapartidários formados por cidadãos unidos pela indignação promovem manifestações no local. Às 16 horas, 2.000 pessoas ocupavam a larga calçada e duas faixas da avenida.
Com o rosto pintado de verde e amarelo, bandeiras do Brasil e cartazes contra a corrupção nas mãos, os manifestantes entoavam o Hino Nacional e o grito de “Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. Motoristas de uma carreata que seguia para a Assembleia Legislativa, onde outro protesto está marcado para esta tarde, também passaram pela Paulista. 
Ueslei Marcelino/Reuters
Em Brasília, manifestante usa máscara de José Dirceu
Em Brasília, manifestante usa máscara de José Dirceu
Pela manhã, outro protesto movimentou a avenida, com a participação de cerca de 500 pessoas. O mote era o mesmo: um basta na corrupção. Famílias inteiras foram às ruas e um grupo de motociclistas acompanhou a caminhada buzinando. O protesto foi organizado por meio da internet, por um grupo intitulado Caras Pintadas. A rede foi o nascedouro também das manifestações da tarde. 
Pelo Brasil – Em Brasília, onde a presidente Dilma Rousseff participou dos festejos de Sete de Setembro, cerca de20.000 pessoas se reuniram para um protesto próximo ao local do desfile militar oficial. A segurança da Presidência tomou providências para que Dilma não visse nem ouvisse a manifestação.
A corrupção tem ocupado a agenda política desde o início do governo Dilma Rousseff. Três ministros já caíram por desvios éticos. No Congresso, a situação não é melhor: mesmo flagrada recebendo dinheiro sujo, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) escapou da cassação graças à conivência dos colegas.

Marcha contra Corrupção reúne 25 mil em Brasília


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Organizado por meio das redes sociais, ato ocorreu sem incidentes durante o desfile de comemoração do 7 de Setembro

Leandro Colon e Rafael Moraes Moura, de O Estado de S.Paulo
Cerca de 25 mil pessoas, segundo cálculo do comando da Polícia Militar do Distrito Federal, participaram da Marcha contra a Corrupção na Esplanada dos Ministérios durante o desfile de comemoração do 7 de Setembro.
Organizado por meio de redes sociais na internet, o protesto atacou a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo da presidente Dilma Rousseff, a aplicação da Lei da Ficha Limpa, e até o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.
A manifestação começou tímida na Catedral de Brasília, por volta de 9h, com duas mil pessoas, mas foi crescendo com a adesão de quem foi assistir ao desfile oficial do outro lado da rua. A marcha andou por toda a Esplanada, passou pela Praça dos Três Poderes, e terminou em frente ao Ministério da Justiça. "Nosso balanço é de pelo menos 25 mil pessoas, muita gente acabou aderindo", disse a major Ana Luiza, que faz parte do comando do efetivo da PM do DF no evento. Não houve incidentes.
Vestidos de preto e com narizes de palhaço, os manifestantes levaram instrumentos, faixas e cartazes com frases de protesto. Evitou-se o uso de referências partidárias. "Voto secreto, não, eu quero ver a cara do ladrão", era um dos gritos em referência à recente absolvição, em votação secreta, da deputada Jaqueline Roriz pelos colegas de Câmara. Ela sofreu processo por ser flagrada, num vídeo, recebendo dinheiro vivo do esquema de corrupção no DF. "A absolvição dela foi o estopim para essa marcha", disse o estudante Marcos Maia, 18, um dos organizadores do protesto.
A rede social Facebook foi a principal ferramenta de convocação do protesto, lembrou Luciana Kalil, 30, da organização da manifestação. Vestida de preto, a aposentada Alzerina Salles Pereira, 66, celebrou a marcha. "Aqui no Brasil o dinheiro sobra para poucos, enquanto muitos passam fome", disse.
São Paulo. Na capital Paulista, cerca de 500 pessoas participaram de ato também contra a corrupção. Os manifestantes se concentraram no Masp e, segundo a Polícia Militar, não houve incidentes.