23/12/2011

Pimentel debocha de repórter e não responde perguntas


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Thiago Herdy, O Globo
 Cerca de 30 empresários e amigos do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, promoveram nesta sexta-feira um almoço de fim de ano em sua homenagem no restaurante Vecchio Sogno, um dos mais caros da capital mineira. O ministro deixou o encontro no carro do seu antigo assessor na prefeitura de BH e sócio na P21 Consultoria e Projetos, Otílio Prado.
Prado trabalhava no gabinete do prefeito aliado de Pimentel, Márcio Lacerda (PSB) e deixou o cargo no início deste mês, quando o GLOBO revelou que a empresa dele e de Pimentel faturou R$ 2 milhões em dois anos.
No trajeto entre o restaurante e o veículo, o ministro se recusou mais uma vez a responder perguntas sobre suspeitas de tráfico de influência e contradições de versões apresentadas a respeito de suas atividades como consultor, além das declarações do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de que o ministro deve ir ao Congresso dar explicações sobre as consultorias. Otílio também não quis falar ao GLOBO.
O senador Aécio Neves (PSDB) deu declarações hoje, queria repercutir com o senhor. Na opinião dele, o senhor deveria ir ao Congresso Nacional..
Mas você começou a sua pergunta usando o tempo do verbo no tempo certo. Você queria. Continue querendo.
Mas o senhor não vai responder? Meu papel, como repórter, é ouvir o outro lado, é ouvir o senhor.
Eu vou repetir para você, você está me ouvindo. Você queria me ouvir. Continue querendo.
Por que o senhor não responde às nossas perguntas? 
Eu vou dizer de novo, pela terceira vez, quem sabe você entenda.
Mas agora eu fiz uma outra pergunta..
Você queria, continue querendo. Bom natal para você.
O senhor não acha que o senhor tem que prestar informações à sociedade? O senhor não acha que como ministro de Estado o senhor deve responder pelo menos às perguntas?
Eu já te respondi, querido.
Eu fiz outra pergunta.
A primeira responde todas. Continue querendo...

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