17/11/2011

Crise no Ministério do Trabalho fortalece campanha por saída de Lupi do comando do PDT


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Parlamentares de oposição ao presidente licenciado querem discutir 'renovação' do partido

Bruno Boghossian, de estadão.com.br
A crise no Ministério do Trabalho deu fôlego a uma ala do PDT que pretende derrubar o titular da pasta, Carlos Lupi, do comando do legenda. Após a divulgação de denúncias de irregularidades contra Lupi, sucessor de Leonel Brizola na liderança do partido, um grupo de parlamentares descontentes passou a fomentar uma campanha de "renovação" da sigla.
Miro Teixeira avalia que a crise não se resolverá em uma ou duas semanas - Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE
Miro Teixeira avalia que a crise não se resolverá em uma ou duas semanas
Lupi se licenciou da presidência da legenda em 2008, acatando um parecer da Comissão de Ética Pública que contraindicava o acúmulo do cargo com a posição de ministro. Um grupo de parlamentares do próprio PDT, no entanto, o acusa de comandar indiretamente os diretórios regionais e critica suas decisões à frente da sigla.
"Graças ao escândalo, ganhou visibilidade uma unidade pela restauração ou refundação do partido", avalia o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ). "Não é algo que se resolverá em duas ou três semanas, mas já começa a se aprofundar uma discussão sobre essa necessidade de oxigenação."
Os parlamentares que fazem a oposição a Lupi dentro do partido estimam que cerca de 80% dos dirigentes da legenda sejam fiéis ao presidente licenciado. Aproveitando um momento de "fragilidade" da imagem pública Lupi, eles pretendem convocar uma reunião extraordinária do diretório nacional para debater sua permanência à frente do PDT.
"Um grupo liderado pelo Lupi praticamente inviabilizou o PDT em termos organizacionais", afirma o deputado estadual Paulo Ramos (PDT-RJ).
O mesmo grupo defende também a saída imediata de Lupi do Ministério do Trabalho para que ele seja investigado. Parte dos parlamentares também esperam que o PDT entregue o cargo à presidente Dilma Rousseff, deixando de deter uma pasta no governo federal.
Aliados de Lupi seguem em caminho oposto: afirmam que o ministro está firme no cargo e que sua saída provocaria "uma brigalhada" dentro do partido. "O Lupi é a única figura que agrega o PDT", disse um nome próximo do presidente licenciado.

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