07/09/2011

Marcha contra a corrupção toma a Avenida Paulista


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Manifestação reúne 2.000 pessoas inconformadas com a política brasileira

Fernanda Nascimento
Indignação: caras pintadas em São Paulo
Indignação: caras pintadas em São Paulo (Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress )
Brasileiros inconformados com a corrupção na política nacional tomaram nesta quarta-feira a avenida símbolo da maior cidade do país, a Avenida Paulista, em São Paulo. Desde a manhã, grupos suprapartidários formados por cidadãos unidos pela indignação promovem manifestações no local. Às 16 horas, 2.000 pessoas ocupavam a larga calçada e duas faixas da avenida.
Com o rosto pintado de verde e amarelo, bandeiras do Brasil e cartazes contra a corrupção nas mãos, os manifestantes entoavam o Hino Nacional e o grito de “Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. Motoristas de uma carreata que seguia para a Assembleia Legislativa, onde outro protesto está marcado para esta tarde, também passaram pela Paulista. 
Ueslei Marcelino/Reuters
Em Brasília, manifestante usa máscara de José Dirceu
Em Brasília, manifestante usa máscara de José Dirceu
Pela manhã, outro protesto movimentou a avenida, com a participação de cerca de 500 pessoas. O mote era o mesmo: um basta na corrupção. Famílias inteiras foram às ruas e um grupo de motociclistas acompanhou a caminhada buzinando. O protesto foi organizado por meio da internet, por um grupo intitulado Caras Pintadas. A rede foi o nascedouro também das manifestações da tarde. 
Pelo Brasil – Em Brasília, onde a presidente Dilma Rousseff participou dos festejos de Sete de Setembro, cerca de20.000 pessoas se reuniram para um protesto próximo ao local do desfile militar oficial. A segurança da Presidência tomou providências para que Dilma não visse nem ouvisse a manifestação.
A corrupção tem ocupado a agenda política desde o início do governo Dilma Rousseff. Três ministros já caíram por desvios éticos. No Congresso, a situação não é melhor: mesmo flagrada recebendo dinheiro sujo, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) escapou da cassação graças à conivência dos colegas.

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